Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

POEMÁRTIR

Perdão
pela irreverência dos meus versos
silêncio do meu protesto
pelo sorriso encardido
escondido
atrás do rosto impassivo
imposto pela cruz do meu viver

pela sombra à sombra que sou na noite escura
pelo viva que dou de cara dura

eu sou mártir
minha musa é coisa impura

recuso a flor que nasce ao arbusto
no infértil chão
meu coração

Clamar com a fronte erguida,
eis o meu soluço.
Mas se à mão que se ergue existe o pulso,
eu prefiro seguir o meu impulso
pela dor que me imponho em solidão.
Gualberto
Enviado por Gualberto em 30/11/2007
Reeditado em 01/12/2007
Código do texto: T759865

Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Gualberto
Candeias - Bahia - Brasil
34 textos (3308 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/10/17 13:49)
Gualberto