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Narizes de Ontem

E novamente o tempo passa com a chuva caindo lá fora
Mas não mais anjos, estrelas ou demônios me assolam
Não é mais o perfume derradeiro de dois seios libertinos
Nem muito menos vento passageiro de verão e inverno
São lagrimas de mentira, que se perdem nas cinzas de cigarro
É a falta de luz escura das noites embriagadas
De cabelos esvoaçando, do brilho ardente dos olhos de um louco
Saudade das chatas conversas melancólicas
Trocadas de bar em bar, de noite em noite
Raiva da ausência
Raiva da Dor
Não tenho perguntas, nem as procuro
Apenas acendo o cigarro
Olho a chuva
Deixo o frio de seu vento me consumir
E espero o tempo passar

Anjo Enfermeiro
Enviado por Anjo Enfermeiro em 02/12/2007
Código do texto: T762372
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Sobre o autor
Anjo Enfermeiro
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 35 anos
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Anjo Enfermeiro