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CLARÕES

Claro clarão da manhã,
veste de sol o horizonte,
espelha a água da fonte,
vem despertar criaturas,
aladas figuras a cantar

Claro clarão sobre a flora
fremente de clorofila
Como pudemos feri-la?
De que tábua o preceito?
De onde o direito de matar?

Vasta visão de fumaça,
Hiroshima de fuligem
que mata a mata virgem,
cessa vozes, cala cantos;
insensato manto sem perdão

Claro clarão de justiça,
despe a raiva dos homens,
afasta as bocas da fome,
vem prenunciar farturas
nas luzes maduras da razão


                                                                                             
Reneu do Amaral Berni
Enviado por Reneu do Amaral Berni em 03/12/2007
Código do texto: T763027

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Sobre o autor
Reneu do Amaral Berni
Goiânia - Goiás - Brasil, 74 anos
2608 textos (80030 leituras)
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