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O tempo que ainda me resta

Oh, tempo,
Corres tão lentamente
Para um único desfecho.
Esmiúça das almas, a vida.
O âmago em que nelas habita.

Do tempo sobram horas perdidas.
Hoje, essas pútridas horas,
São os males da minha vida.

Não sabe o quanto que te odeio,
Por não trazer de volta aquele tempo,
Em que era feliz com meus brinquedos.
Vendo o dia anoitecer,
O menino, assim brincava
Sem ter o que temer.
Amanhecendo, serelepe acordava.

O tempo traz cicatrizes.
E a vida que há em mim esvaece.
No meu rosto afloram-se as diretrizes
De um corpo que constante padece.

Oh, tempo!
Entro num acordo contigo.
Minutos esses de vida
Que trago comigo,
Da alma poucos me restam,
Desse velho louco, agora ressabido.
Rogo-te um fôlego a mais,
Nas águas profundas do tempo
Braçadas de vidas finais.
Matheus Mello
Enviado por Matheus Mello em 04/12/2007
Reeditado em 06/04/2014
Código do texto: T764384
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Matheus Mello
São Paulo - São Paulo - Brasil, 29 anos
103 textos (7412 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/10/17 15:32)
Matheus Mello