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Ao tempo que seja eterno...enquanto dure.




Ao tempo que seja eterno enquanto dure.


Meu corpo está cansado, meu sangue não circula mais como um rio
em direção ao mar, mais parece um riacho, calmo e sereno.
Meu coração já não tem a mesma força de antes,
parece ter ficado cansado
de acumular desenganos e enganos em forma de amor e dor.
Os pensamentos e idéias revolucionárias ficaram na certeza
 que os anos me deram
que sabemos tão pouco sobre nós mesmos que deveríamos
abrir mão de tentar mudar os outros.
Os sonhos ficaram na lembrança, de dias de criança
 que não voltam mais.
Os amores estes sim nunca morrem pois são lembranças vivas
 de dias felizes e dores suportáveis.
Os  medos esses  já não me cabem mais, nem me impedem
 de tentar o impossível.
Pois se tento, e sinal que não desisto, mais que isso, se não posso mudar
o meu destino
pelo menos rio, me pinto de palhaço e finjo que acredito,
nas verdades dos homens
nas suas palavras marcadas pelas etiquetas e os vícios.
Aí me lembro de Deus quando estou triste ou a perigo,
ele me deu o livre-arbítrio
então escolho ser feliz e deixar que o tempo me mostre
de todas as maneiras
o quanto sou livre.

Rio, 27/10/06. Ricardo di Paula.



Ricardo di Paula
Enviado por Ricardo di Paula em 05/12/2007
Código do texto: T765482

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Sobre o autor
Ricardo di Paula
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 49 anos
327 textos (72339 leituras)
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Ricardo di Paula