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Fardo

As vezes te sinto pesado,
bem mas que o que posso suportar.
Será que não me super-estimas?
Por que achas tu que posso tanto?
Olho o horizonte,
às vezes o vislumbro tão distante,
às vezes sinto minhas forças se esvairem,
como areia que escorre pelas mãos.

Se achas tu que tanto posso,
tanto suporto,
ajuda-me, socorre-me.
Não te peço que retires de mim meu peso,
mas tão somente, que me dê forças para suportá-lo.

Por vezes sinto-me marcado,
inapto.
A solidão da multidão é cortante,
trespassa a alma, qual navalha afiada.
Queria poder te dizer tudo,
abrir meu coração a ti,
dividir meu fardo.
Mas não posso, não é justo,
ele é meu,
inevitavelmente me sinto preso a este ciclo interminável.

Gostaria de vislumbrar o sorriso do mundo novamente,
expresso por meio do sorriso em tua face.
Gostaria de vislumbrar novamente a felicidade,
preciso tanto dela agora.
Mas como?
Se nem sequer consigo te dizer isso.
Não tenho forças pra lutar por aquilo que mais preciso agora,
amor no coração, felicidade, ... , você.

Me jogam pedras, e elas me ferem, machucam,
elas não me machucavam, mão me machucariam,
procuro o teu abrigo,
não tenho mais, o perdi.
tudo seria diferente.
Ah como eu gostaria,
como eu queria poder te dizer tudo o que sinto,
que penso,
de abrir meu coração a ti.
Te contar dos meus sonhos,
ouvir os teus,
sonhar contigo.
Te ter aqui ao meu lado.
Nada, verdadeiramente nada mais hoje,
me faria mais feliz.

Mas não posso, não tenho,
o que tenho é tu,
oh fardo,
por mim construído,
por mim carregado.
Te carrego, te suporto,
por que foi eu que te construí.
Mas te digo, já não te quero mais,
tu estás me fazendo sucumbir.
Deixa-me, liberta-me.
Traze de volta minha vida.

Socorre-me!
Marlon Oliveira
Enviado por Marlon Oliveira em 05/12/2007
Código do texto: T766315

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Sobre o autor
Marlon Oliveira
Imperatriz - Maranhão - Brasil, 44 anos
23 textos (1256 leituras)
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Marlon Oliveira