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ódio.

Linha nua,
Através da ilusão.
Mata-me de pele crua.
E eu grito sem noção.
Do que se passa na madrugada.
Ama-me ódio.
Finge que me amas,
E mesmo sem nada,
Sem ópio.
Sem chamas.
Grita muda.
Tu solidão.
Senhora da tristeza.
Estende-me a mão.
E sem ter certeza.
Eu flutuo.
E tu no chão.
Eu amuo.
E tu sem razão.
Choras e reclamas.
E dizes que me amas.

Sol ao longe.
Lua aqui tão perto.
Tempo corre ou foge.
Mas não te escondas no deserto.

Eu sigo-te nas esquinas do azar.
Pago-te hotéis para lá ficar.
Contigo a dormir,
Quero te sentir.

Mas não me mintas,
Nem com palavras de prata.
Apenas quero que sintas.
Que a dor nunca mata.

Apenas faz sofrer.
E por vezes renascer.
De amor.
Ou da própria dor.
Poeta Perdido
Enviado por Poeta Perdido em 05/12/2007
Código do texto: T766317

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Sobre o autor
Poeta Perdido
Portugal, 37 anos
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