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Mil opostos

Quantas mil mortes morrerei
para enfim chegar a mim?
Quantos caminhos ainda percorrerei?
para chegar ao fim?
Para encontrar a mim mesmo
E em tão sublime instante, encontrar a paz?

Para não viver mais a gigantescos opostos
Em intensas divisões, e extremas maldições.
Quando serei apenas eu mesmo e ninguém mais?
Até quando Deus,
Sentirei tal ser se apoderando  de minhas ações
Cometendo transgressões mil
Fazendo-me prantear
E clamar com a mais alta voz :Perdão!

Oh! Condição maldita que me encontro!
Condição vazia e fútil
Solitária, estranha, sem propósito,
Arredia!

Serei mesmo eu assim?
Deus permita que não

Quantos eus ainda habitarão meu ser?
E farão uso de meu corpo
para propósito vão?
usarão esse corpo que já não sinto
E minhas débeis emoções para nada?
Quantos eus ainda descobrirei?

De quantos farei uso
Quantos emagar-me-ão por completo
Para que eu reviva
Sem saber o motivo de aqui estar

A quantos ainda odiarei
Para que eu realmente
ame
Aquele que desejo ser?
Farfalla
Enviado por Farfalla em 06/12/2007
Reeditado em 11/07/2008
Código do texto: T766576

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Sobre a autora
Farfalla
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 29 anos
8 textos (373 leituras)
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Farfalla