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Memória

Meus delírios naufragaram
- lírios no cais -
flor-de-lótus.

A vida breve,
singela

como os girassóis
passageiros

vigiam as noites
os anjos do Harém

decifram parábolas
no coração das mulheres
(que sofrem).

A velha memória
dos cabarés
- quase esquecidos -.

No fundo
o desejo
(que não cessa)

ceifa a poesia
em sangue

e nasce do escuro
taciturno

a noite

imersa em sonhos
- sem nome -

brusca e profunda
ela engole

a farsa,
véus das princesas
e vendaval.

Os olhos negros
escondidos

no intervalo
das envergaduras;

solidão

poeira dúbia
na chuva

a alma cicatriza.
Verônica Partinski
Enviado por Verônica Partinski em 07/12/2007
Reeditado em 07/12/2007
Código do texto: T768816

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Sobre a autora
Verônica Partinski
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Verônica Partinski