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Reflexões de Botequim

Na mesa de um bar me sento
Rodeados de colegas que bebem
Falando dos mais conjugados temas
Das nossas vidas, os fortes lemas:

O gol foi anulado?
O penalti foi validado?
Qual a melhor cerveja?
Tira-gostos variados
Fazendo da vida um poema

Qual o vizinho que foi traído?
Algum deles é pai sendo menino
Fugido de mães de mentes
E de pernas abertas

Abertos como o compasso do samba
Que hoje choram por mulheres
Inatingíveis do modo simples
O modo humano por demais...

A minha faca bate rasa no raso prato
Cortando o mais belo pedaço de carne
Ouvindo o locutor narrar o gol, lembrança
Lembrança da dose de algo que nunca tomei:

Da morena. Taça de corpo encorpado
Do vinho agridoce, gosto francês
Roxeando pescoços. Meio céu, meio pecado
Jogando-me no chão, densa embriaguez!
Eduardo Oliveira
Enviado por Eduardo Oliveira em 07/12/2007
Código do texto: T768969

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Sobre o autor
Eduardo Oliveira
Campina Grande - Paraíba - Brasil, 27 anos
123 textos (5880 leituras)
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Eduardo Oliveira