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Medo

O medo visceral trespassa-me assim
Como se fora um punhal
A ferir-me as entranhas mortalmente,
Jogando-me ao chão,
Sem ação.

Tive medo de perder;
Tive medo de ganhar;
Tive até medo de sonhar
Que não tinha medo a temer.

Compelido por um medo repressor
Que antevejo, mas sigo ao encontro,
Minha marcha fúnebre é solene.
Como é solene meu medo da morte!

Meu medo da vida é contumaz.
Faz-me atado a seus pés,
Fazendo-lhe todas as vontades;
Faz-me ter medo de recuar,
De avançar,
De parar.

Morreria sem ter medo;
Mesmo morrendo de medo.
Espero que esse medo,
Que hoje é secreto,
Revele-se um simples segredo!
Valter Pereira
Enviado por Valter Pereira em 07/12/2007
Código do texto: T768994

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Sobre o autor
Valter Pereira
São Paulo - São Paulo - Brasil, 40 anos
237 textos (8167 leituras)
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Valter Pereira