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Quando morrer

Esvai-se o corpo, esvai-se a alma

Quase tudo parte ou vai se embora

Mas dentro da neblina fúnebre da morte

Ficam sempre as lembranças na memória

Permita, oh Deus, que eu não seja esquecida

Que  padeça  meu corpo, mas registre uma história

Minhas imagens carinhosamente guardadas

Por aqueles a quem tanto amo

Que uma missa seja sempre dedicada a mim

Nos corações daqueles por quem vivi

E na estrada que agora hei de trilhar

Possam ser esquecidos os males que fiz

Perdoa-me por meus erros, porque sou humana

Pois minha incontestável perfeição,

Foi devastada por meu livre arbítrio, que bondosamente recebi

Proteja-me das conseqüências dos meus próprios atos

Embala-me com teus ternurosos braços

Que meus entes não sucumbam pela perda sofrida

Mas também que não esqueçam de mim

Pois esvai-se o corpo,  esvai-se a alma

Mas ficam sempre as lembranças na memória
Severino Caos
Enviado por Severino Caos em 05/12/2005
Código do texto: T81310
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Sobre o autor
Severino Caos
Mariana - Minas Gerais - Brasil
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Severino Caos