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Resquícios da Escravidão

 
     

                      Resquícios da Escravidão
  Eu fui humilhado
  Amarrado,como um animal
  Igual ao cachorro preso
  No fundo do quintal

  Falaram que eu era bicho
  Cabelo carrapicho, judiado
  Açoitado, trabalhei até a exaustão

  Construi várias casas, com o suor
  Do meu rosto, abri estradas, ferrovias
  E agora, nada me resta, estou sem feição
  A não ser as arestas da escravidão

  Eu não sou valorizado, falam de
  Histórias, mas na fila
  do desemprego, ninguém me viu
  Eu sou negro,ajudei a construir o Brasil

  Eu quero igualdade, fraternidade
  Não somos ruins, não somos bravos
  Quem nos prenderam,foram vocês
  Lembrem-se, nós fomos seus escravos

  Tem muita gente no nosso país
  vivendo na mamata
  E para o Negro o que restou?
  Os resquicios de uma chibata
Telêmaco Marrace de Oliveira
Enviado por Telêmaco Marrace de Oliveira em 09/12/2005
Código do texto: T83095
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Telêmaco Marrace de Oliveira
Blumenau - Santa Catarina - Brasil, 44 anos
259 textos (58295 leituras)
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Telêmaco Marrace de Oliveira