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Tarde Demais

Houve um dia em que olhei para o céu e busquei em ti a prometida felicidade
Porém tu não estavas lá

Houve um dia em que ouvi o murmúrio do vento e busquei nele palavras de consolo
Porém tu permanecias mudo

Houve um dia em que aspirei poder tocá-lo, acariciando a natureza de tuas obras
Porém tu eras frio e quente;  macio e áspero;  tu eras  “tudo” porém eras  “nada”

Houve um dia em que banhei minha face num rio e procurei lavar minhas lágrimas
Porém o rio era fruto de teu pranto, e eu apenas misturei tuas lágrimas às minhas

Houve um dia em que corri loucamente por caminhos escuros buscando alcançar-te
e das trevas alcancei a luz, e só na luz pude “enxergar” o quanto estava só

Houve um dia em que o amor sussurrou ao meu coração e pensei estar ouvindo a ti
Porém vi que mentia a mim mesmo; e que tuas palavras fora eco de meu próprio desespero

Houve um dia em que gritei teu nome do topo da mais alta montanha
E a vida respondeu por ti, me revelando a morte...

...e neste dia, em que não mais procurava por ti, tu me chamaste
 - que queres de mim agora?
André da Costa
Enviado por André da Costa em 22/12/2005
Reeditado em 01/01/2006
Código do texto: T89561
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Sobre o autor
André da Costa
Viradouro - São Paulo - Brasil
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André da Costa