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ÊTA MUNDO VÉIO SEM PORTEIRA

ÊTA VIDA DANADA

Êta vida danada,
o tempo passa rápido
e nóis somo uma vida artenticada.
Êta vida danada,
a noite e o dia é iguar
e a esperança foi sepurtada.
Êta vida danada,
as estação é só inverno
e isso tudo tá um inferno.
Êta vida atrasada,
já não sigo mais as lei,
eu não ligo
proque cê me feiz.
Êta vida fudida,
tarveiz não seja vida,
pois só vivo escundida.


AONDE IREMOS PARAR?

Por que tanta desunião?
Por que magoar meu coração?
O que queremos provar?
Aonde queremos chegar?
Não sabemos responder...
Por que somos ignorantes em querer esconder?
Por que tantos problemas se o mais interessante é viver?
Em que ponto desejamos chegar?
Aonde iremos, afinal, parar?!


J.S.B.

João-sem-braço não pode pegar o alimento,
sua filha tem corrimento,
seu coração precisa de medicamento.
João-sem-braço, mande um abraço
pra sua mulher que morreu
ano passado.
João-sem-nada morreu na estrada...


ELAINE BORGHI
verão de 2005
ELAINE BORGHI
Enviado por ELAINE BORGHI em 26/12/2005
Reeditado em 27/12/2005
Código do texto: T90761

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Sobre a autora
ELAINE BORGHI
Campinas - São Paulo - Brasil, 42 anos
56 textos (1486 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 10:20)