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CONVIVÊNCIA

À tarde na fazenda o céu é azul de dar gosto
Às vezes saio, ando pela estrada empoeirada,
Sigo olhando o pasto, longe vejo a invernada,
Visto a roupa fantástica na fumaça de agosto.

Desço o rio no raso de miúdos espaços rotos
Para beber na mina a água fresca e filtrada
E se no mato vejo de um bicho uma pegada
Sigo-a até no espelho d’água ver meu rosto.

Ali fico respirando o perfume da flor viva
Entre a boiada que me olha feliz da vida
E quando por acaso uma ou outra se lambe

Seguida de um olhar de bondade e cambe
Todos nós, bestas, de ternura não sofrida
Ingênuos tentando para o mundo uma saída
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 07/01/2006
Reeditado em 10/01/2006
Código do texto: T95740
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso