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Onde Errei?

A filha:


Desfaz tua calma em lágrimas,
e insisto pecar em tuas costas.
Ignoro as broncas, me aventuro em fugas,
perco a noção do quanto isto me faz mal.
Minhas noitadas são motivos de insônia,
não só para mim, tu também cansas de me esperar.
É grande a luta para sair de algo que ironicamente,
faz bem apenas no "durante" e nos corrói no futuro.
Suas suspeitas inflamam-se cada vez mais,
vou me encurralando dentro de um campo minado,
até não encontrar mais abrigo. Vou entregar...
Me confesso em teu quarto, lhe surpreendo com minhas falhas,
te peço perdão, protejo minhas amizades, a culpa não veio de lá.
Quero a redenção, há chance?


A Mãe:


Filha,
as aventuras vividas no passado,
deixe-as para mim.
A curiosidade matou um gato, lembra disso?
Me dediquei até hoje à tua pureza,
é dessa forma que me agradeces?
E se hoje tu admiras minha pessoa,
significa que quero o mesmo para ti.
Te alertei, para que pudesse se omitir ao ritmo da juventude atual,
fez que ouviu e contaminou-se, agora é tarde, te levarei daqui.
Despeça-te das amigas, diga que voltará, todas entederão.
Me achas rude, tentaste me convencer com lágrimas,
te acalme, faço pelo teu bem... tu agradecerá.
A cidade é longe, gigantesca a trajetória até lá,
assim como meu afeto por ti, minha pequena...
De malas prontas, só deixamos as saudades daqui,
e partimos.
E prometo, assim que a tua redenção chegar,
iremos voltar, e isso não depende só de ti,
estende tua mão e deposite tua confiança em mim...




Edwin Ataíde
Enviado por Edwin Ataíde em 11/01/2006
Código do texto: T97585
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Sobre o autor
Edwin Ataíde
Santos - São Paulo - Brasil
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Edwin Ataíde