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Verbo intimorato

Palavras - quem as digam?
com a certeza do sempre e a inconstância da vida.
Quem as oprimam, para que assim,
constrangidas, possam chegar aos homens
com a força da vida?
Quem as arrumem no vão do armário geral das avenidas?
Quem as construam em praças, as de pedra e as da lida?
Quem as coincidam com a esperteza do tempo
e a informalidade dos bolsos das camisas?
Palavras serão sempre tantas,
aquelas que não ditas e as ditas apenas na garganta,
que nem chegam a molhar as ruas em que se dança.
É certo que as temos na potencialidade dos neurônios,
na exímia processualística das sinapses
e na ingênua fatuidade dos enganos;
mas, quase sempre, as soltamos com a força de uma catarata
que nunca molhou, realmente, os nossos anos.
Aurélio Aquino
Enviado por Aurélio Aquino em 15/01/2006
Reeditado em 21/01/2006
Código do texto: T99233
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Aurélio Aquino
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 64 anos
375 textos (11677 leituras)
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Aurélio Aquino

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