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Do tempo e mais dizentes

o tempo
é um disfarce da alma
tanto mais agora
tanto mais acalma
não que fuja da lógica
dos números e dos nadas
mas que tenha a compreensão
de que não tarda

o tempo é ofício
de tanger a calma
e descobrir o vau
dos rios da alma.

o tempo
é invólucro do espaço
e toda hora e lugar
em que me abraço

não tem do rio
qualquer semelhança
pois o rio nunca para
na lembrança

não tem da rua
a mesma simetria
pois passos não lhe andam
apesar de via

o tempo
rói a intenção
como um rato
que quisesse roer
o seu retrato
pois falta-lhe a concisão
de parecer-se uno
quando imagem não seja
o que degluta
mas a própria carne
que desusa.
Aurélio Aquino
Enviado por Aurélio Aquino em 15/01/2006
Reeditado em 10/09/2009
Código do texto: T99236
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Aurélio Aquino
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 64 anos
375 textos (11677 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 01:24)
Aurélio Aquino

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