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A22

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Acredito no poder da discrição,
No poder da quase ausência...
Assim me vejo diante da foto.

Pequeninos, seios quase findos
Ameaçam desvelar minha visão.
Ululantes, meus olhos, tinindos,
Loucamente desejam ver mais.
A veste, entretanto, diz: não!

Busto, boca, braços... benesses.
Eles (os seios) nunca penderão!
Não é deles sentir o peso do tempo.
Ínclitos, desafiam a gravidade...
Cair, nunca! Eles buscam os céus!
Irmanados com a divindade da messe.
O que deles saem me alimenta.

Diáfano
Ausência...

Revitalize o meu sonhar
Ouse e me faça torturar
Cada parte minha que pede,
Honrarias dessa peça sua
Avaliada pela nudez crua.

Nijair Araújo Pinto

Juazeiro do Norte-CE, 12 de agosto de 2006.
22h00min


Discrição – sensatez, cautela; desvelar – diligenciar, contestar; ululantes – evidentes; benesses – benefícios, sinecuras; ínclitos – eminentes, grandiosos; irmanados – ligados, presos; messe – colheita, ceifa; diáfano – puro, casto.


Obs.:
TODOS os acrósticos postados aqui foram feitos a pedido. Entretanto, sabemos que as pessoas mudam. Assim, considerando que algumas solicitações já foram feitas por e-mail, reitero: embora autorizado anteriormente, todo pedido para exclusão do nome da lista dos acrósticos será imediatamente aceito.
Nijair Araújo Pinto
Enviado por Nijair Araújo Pinto em 20/09/2007
Reeditado em 18/09/2011
Código do texto: T661301
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Nijair Araújo Pinto
Crato - Ceará - Brasil, 46 anos
2196 textos (65144 leituras)
81 áudios (1660 audições)
3 e-livros (542 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 15/12/17 02:46)
Nijair Araújo Pinto