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A39

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Como foi árduo você me ter como amigo, moça!
Ainda bem que o tempo não pára e estamos aqui...
Mais dúvidas, novas perguntas... Quem seremos?
Inesquecíveis desconhecidos que se buscam sem razão?
Loucos que, atirando pedras, debatem-se junto ao chão?
Loucura, isso sim, é ver você e não me espantar...
A beleza que de você irradia é meiga e faz me delirar.
 
Sei verbetes tão esdrúxulos que até me espanto, sabia?
A verdade é que existem várias formas de se encantar:
Levianas, pudicas, enxeridas, insanas... Quase anormais!
Daria um tesouro se alguém adivinhasse a minha forma,
Alucinante, tresloucada e descarada de desejar e de querer.
Não um desejo singelo, de pobres homens, pífios demais...
Homem, repito, com garbo de homem, que arrebenta o cais!
Arrebenta em função do ardor de um sonho, o de voar!
 
Nunca voei nem me atrevi a velejar em mares revoltos, não!
Um dia, entretanto, sonhei que uma deusa viria me visitar.
No meu sonho ela apareceria numa tela fria, mas sorria pra mim...
E, nossa, que sorriso – era demais vislumbrar a simples janela.
Singeleza que contrastava com a magia do olhar de donzela.

Nijair Araújo Pinto

Crato-CE, 3 de outubro de 2007.
17h21min
Nijair Araújo Pinto
Enviado por Nijair Araújo Pinto em 04/10/2007
Reeditado em 24/09/2011
Código do texto: T680443
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Nijair Araújo Pinto
Crato - Ceará - Brasil, 46 anos
2196 textos (65106 leituras)
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3 e-livros (542 leituras)
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Nijair Araújo Pinto