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Prefácio para "O verdugo de Chambéry", de José Benício

Em um final de tarde cinzento, recebi uma mensagem de José Benício:
“Vezinha, você está com tempo? Pois tenho um pedido a fazer...”.
Comecei a arquitetar mentalmente meus compromissos e horários. Não haveria qualquer hipótese de deixar de ajudar um grande amigo, fosse qual fosse o pedido. Respondi que tenho sempre os horários de almoço e perguntei como poderia ajudar.
“É para ler meu último romance e fazer o prefácio...”.
Assim, como quem pede um cafezinho a quem vai à copa. CÉUS! Gelada, passei literalmente pelas seguintes fases: Susto, só-pode-ser-brincadeira, alegria, orgulho e será-que-sou-capaz.
Conheci o poeta e romancista José Benício em 1998 na empresa para a qual fomos trabalhar em Lisboa. Trabalhamos com TI (tecnologias da informação), portanto é sempre um bálsamo contar com colegas sensíveis. José Benício chegara meses antes de mim a Portugal e já era muito querido por todos. Com o tempo, o colega eficiente e brincalhão foi se mostrando muito inteligente e amigo. Como se não bastasse, também poeta!
Aos poucos, foram saltando de sua pastinha estilo 007 vários poemas antigos. De vez em quando, inspirado, presenteava a todos nós com algum poema novo. Como consequência natural, nasceu seu primeiro livro, “Pedaços Um”. Recordo com alegria de seu lançamento; aquele era meu primeiro contato pessoal com o meio literário.
Muitos anos e muitos livros depois, já no Brasil, José Benício surpreende a todos mais uma vez: Passa também a escrever romances. Sua escrita é fluida, intimista, surpreendente.
Escrever o prefácio para “O verdugo de Chambéry”, suspense que envolve o nazismo, é uma enorme responsabilidade. José Benício sabe como esse tema me provoca. Trabalhei por dois anos na Polônia, onde convivi tanto com judeus traumatizados quanto com pessoas radicais, tendentes a um nazismo muito mal disfarçado.
É de suma importância esse capítulo repugnante ser trazido à tona. Ainda existem, sim, pessoas como nosso odioso personagem.
O livro é uma constatação desses resquícios macabros em forma de romance. É uma “leitura obrigatória” para todos, principalmente os jovens, por chamar a atenção para uma das maiores vergonhas da história da espécie humana. Podemos sentir a cada página virada: “Nazismo nunca mais”.
José Benício descreve, em ficção, algo que poderia estar acontecendo bem ali, na casa vizinha. Com sua perspicácia aliada à criatividade, ele enriquece a literatura brasileira com este livro envolvente.
Verônica Marzullo de Brito (Fevereiro de 2018)
Poeta e Consultora de TI
Livro publicado: Moto Contínuo – Poesia - Editora Do Carmo (2017).

Disponível no amazon.com e no bookess.com
Verônica Marzullo de Brito
Enviado por Verônica Marzullo de Brito em 20/03/2018
Reeditado em 21/03/2018
Código do texto: T6285246
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Verônica Marzullo de Brito
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
183 textos (4516 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/04/18 20:33)
Verônica Marzullo de Brito