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Resumo da Obra de José de Alencar "Senhora"

O romance “Senhora” é uma obra escrita por José de Alencar em 1875. A trama que se divide em várias partes, contendo vários capítulos, e, é narrada em terceira pessoa, não seguindo uma ordem tão cronológica, dando umas idas e voltas ao passado.
A “senhora”, relata a história de vida de uma jovem de dezoito anos que inicialmente é descrita como órfã, mas também como uma mulher rica, uma senhorita dama, “dona do baile”, linda, simpática, graciosa, e, tantas qualidades que somente nela existe, dando um glamour de perfeição a uma moça que era invejada por outras moçoilas da sociedade de classe alta e também almejada por todos os rapazes. Além do mais, Aurélia era dotada de fortes personalidades, que uma hora se demostrara vontade de querer casar (talvez pela insistência da mãe), e em outra hora demostra uma personalidade fria em relação ao amor.
Nos capítulos seguintes é descrita a história de vida de sua mãe, Dona Emília, que casou por amor com um rapaz rico, filho de Pedro Camargo, que deixara os regalos e toda riqueza da família para viver o amor, porém, mais tarde, é relatado por seu pai sobre o motivo real de ter se matado. Desse romance, nasceu um irmão, além de Aurélia (a “senhora”), que por conta de uma febre teria morrido, deixando apenas Aurélia e sua mãe em um estado complicado de intensa pobreza.
A mãe de Aurélia dava bastantes conselhos, e um em especial era a de se casar logo para começar a sair dessa vida solitária, e assim, a filha dizia que já teria um rapaz em especial que gostaria de se casar: Fernando Seixas. Nesse tempo de pobreza, vários rapazes visitava a casa, e nessas visitas, Fernando Seixas pede a mão da garota, em competição com outro rapaz, porém, em pouco tempo depois, abandona o noivado e o pedido, já que temia a pobreza intensa e também porque achara uma moça com um dote de 30 contos de réis. Assim, Seixas fica prometido em casamento com outra.
Certa vez, uma visita inesperada acontece, e um velho surpreende a mãe de Aurélia, que lhe impõe respeito pela forma como abraça a jovem Aurélia, mas o velho se revelando o avó desta, e dizendo o motivo de sua vinda, contando sobre a perseguição com supostos sobrinhos que almejavam sua riqueza, blá blá, é depois bastante estimado, talvez por ser rico, ou pela familiaridade. Enfim, depois, Aurélia herda toda a fortuna, e com a morte de ambos (mãe e avô), Aurélia, a dona da grana, confia em seu tio para ir atrás de um rapaz (é claro que é Fernando Seixas), pobre, humilde, lhe oferecendo 100 contos de réis, porque o amara e que porque queria competir em segredo, com a moça dos 30 contos (Adelaide Amaral).
O tio, Senhor Lemos, sendo o seu tutor, pois a maioridade (21 anos) de Aurélia ainda não teria chegado, e também por conta de ser órfã, precisava de acompanhamento familiar, como também para não deixar uma moça tão rica ser jogada as traças, assim, Dona Firmina, era como uma governanta.
Senhor Lemos, a pedido da moça, vai ao encontro do jovem Seixas e lhe trás a proposta de casamento com uma moça desconhecida que lhe daria 100 contos, mas logo é rejeitado, e Sr. Lemos deixa seu endereço caso este mudasse de ideia.
Três dias depois, lá na casa aparece, e aceita a proposta, desde que adiantasse 20 na hora, e assim, é dado. Nesse tempo, é relatado o lado de Seixas, falando de seu emprego como servidor público, sendo um jornalista, e que teria abandonado a faculdade por conta da pobreza, e por cuidar de sua mãe,  e suas irmãs que possuía uma estima pelo irmão, ao mesmo tempo que tinha uma ciúme da outra por conta da amizade com o irmão. Seixas, sendo um jovem, andava nos bailes como que fosse riquinho, e nessas becas todas, revelava o pecado da luxúria.
Luxúria que Aurélia se dizia ser contra, mas a tinha. E no dia marcado para o noivado com Seixas, Aurélia querendo ser cobiçada é tratada inicialmente com ar de surpresa, mas logo lhe é dado certo alívio por seu a jovem linda, educada e etc. Assim, eles conversam, fecham o acordo parcial de bens, e casam. O casamento, foi lindo, cheio de estimas, um casal perfeito, lindos!
Porém, a moça com uma roupa branca de cetim, lhe revela o sofrimento de ser abandonada na pobreza por ele, demonstrando agora que lhe teria comprado, e que agora era seu marido escravo, e portanto, seria cumpridor desse acordo para sempre. E Seixas, animado, logo é entristecido com a revelação, e humilhado pelo ato de ser comprado pela forma como aceitou a  sua “venda”.
Diante de tantas palavras de humilhação e desamor, o casal diante de todos era um par perfeito de atores que demostrava um amor perante os bailes, os passeios no jardim que nem as pessoas da casa saberia que nunca teriam consumado o casamento, entretanto, ambos ficavam ardendo pelo amor, pela atração física, mas também ardiam pela vingança, pelo rancor, pela humilhação, pelo ciúme... que diante de cada situação, faziam reflexões irônicas um para o outro, com respeito, é claro.
Aurélia dizia querer dar a carta de liberdade para o divórcio, mas Seixa lhe insistia ser seu escravo, e não arredar o pé.
Onze meses de casados, e diversos momentos juntos, a Senhora mostra ao seu marido uma foto, um retrato pintado de ambos quando estavam sentados lendo livros, sorrindo, e lhe dizia que toda a paixão dessa imagem, era o que estimava, mas não era correspondida. Mais tarde, Seixas revela o intenso trabalho, as idas a pé (sem o carro da dona), e a conquista dos 20 contos de volta para a devolução do dote, que teria gastado com a ajuda que daria a sua irmã, na época, para comprar o enxoval, caso contrário, perderia o casamento, e lhe explica que no passado era sim um jovem egoísta e ambicioso, mas ao lado de Aurélia aprendeu a ser honesto e direito, mesmo que antes já tinha a convicção de não desrespeitar nenhuma moça. Diante de tantos detalhes finais, e a devolução do dote feita, ainda sobrando alguns juros do banco, e o papel dos 80, Seixas se despede, mas Aurélia lhe implora para ficar, já que agora, com a quitação, ambos se tornam dois desconhecidos, e encerra toda a história com um beijo, finalmente consumado.
Angel Angélica
Enviado por Angel Angélica em 28/06/2018
Código do texto: T6376412
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Angel Angélica
Rorainópolis - Roraima - Brasil
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