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Independencia e Educação, quem melhor promoveria a INDEPENDENCIA DO BRASIL?  A POLITICA ou a EDUCAÇÃO?

A 7ª. Potencia do mundo não tem uma Universidade, entre as 200 maiores do mundo, somos um país independente? O Brasil se acha uma nação independente, mas na verdade ele seria uma nação independente, quando fabricasse suas próprias armas, seus próprios aviões, suas super máquinas de escavação; quando se declarasse independente na fabricação de remédios e fosse referencia mundial em pesquisas científicas; o Brasil é uma nação livre, mas ainda não é independente.

Os políticos anunciam 98% das crianças matriculadas nas escolas publicas e particulares; entretanto a realidade da escola pública é uma assombração; dos matriculados 1/3 não freqüentam e dos freqüentam, muitos assistem aulas até a hora da merenda, depois de barriga cheia voltam pra casa. A fome vence o conhecimento.

Entre os que assistem, muitos não permanecem, desistem ainda no ensino fundamental; mas a estática afirma como se 98% dos matriculados concluíssem o processo, quando não atingem nem 40%, dos 98% matriculados. Dos 40% metade não tem ensino médio de qualidade e dos que chegam a universidade, ainda despreparados, puxam a média das universidades pra baixo; exatamente porque não conseguem acompanhar o nível universitário. Isso nos lembra o processo da fertilização humana; milhões de esparmatozoides e apenas um esperma sobrevive ao processo e se transforma em uma vida; a analogia é por pouco uma realidade.

Gonçalves Ledo, há 180 anos atrás, num discurso de cinco minutos, previu esta tragédia nacional dos dias atuais, ao alertar que livrar do imperialismo portugues era apenas parte do processo de independência, mas poderia não ser a indepencia sonhada por seus idealizadores, que jamais previam, um dia, a tragédia cultural que nos atingiria a alma de uma nação ultrajada. A outra parte da luta pela independência parou na falta de consciência dos que herdaram o compromisso de fazer cumprir a constituição em seu propósito de saúde, segurança e educação, esta então, responsável absoluta, pelo verdadeiro espirito de indepencia e cidadania do brasileiro. 

Somos uma nação livre, ao mesmo tempo em que somos escravos da falta de conhecimento, cultura e consciencia de cidadania. Nos tornamos independentes da coroa porguguesa, dos holandeses, ingleses e todos os que nos invadiram o solo,  mas nos tornamos vítimas da burguesia, da falta de conhecimento, com isso a falta de civismo e tudo isso, consequencia da falta de investimento em educação.  Acabamos por fim escravos da corrupção e da falta de ética da classe política, e empresarial, que unindo seus interesses e assim nos faz, vítimas, escravos.

No Brasil os partidos políticos não vivem a essência dos principios pelos quais são eleitos. Os partidos se transformaram em agremações eleitorais que jogam na defesa de seus ideais e atacam sem nenhum princípio, os direitos daqueles que os fizeram autoridades sobe si mesmos. Eles entram e saem destes clubes conforme requer seus interesses; ser político é sinônimo de riqueza fácil, por esta razão se aglutinam nesses clubes, para se associarem na partilha do assalto que praticam aos cofres públicos.

A corrupção está legalizada, o povo é que não sabe ou não se interessa por isso; veja a pressão pela qual agora passa a Presidente Dilma, ao ter ensaiado um faxina ética no meio político!  Nenhum presidente conseguirá deter a corrupção impregnada na alma política, na sociedade, nas empresas; esta é uma dura realidade, anos e anos de impunidade e leis fragilizadas que dão aos ricos o privilégio da impunidade, das penas brandas, quando há penalidade, mas sem nenhum confisco exemplar do que fora roubado. Dois ou três anos de cadeia domiciliar, sem vigilança e sem algemas e depois uma vida farta nos paraísos fiscais de praias exóticas... Esta é uma luta que o povo é quem teria armas suficientes para deter, na politica, a corrupção: O VOTO, mas o que fazer quando o próprio povo já incutiu na mente o mesmo principio de levar vantagem em tudo e vender sua consciência, por açóes politicas asseguradas pela Constituição,?!


O Brasil tem fabricas, tem laboratórios farmacêuticos, tem jazidas de petróleo,  tem minerios, florestas e rico solo, mas não tem fórmulas próprias, não tem patentes nem tecnolgias de ponta e para piorar sua situação, ainda exporta o conhecimento das mentes que se destacam nas tecnologias!  Exporta matérias primas e importa depois na forma de manufaturados. Somos realmente uma nação independente? Sendo auto-suficientes em petroleo e internamente ter o combustível mais caro do mundo? Os carros aqui fabricados, com nossa materia prima e sendo os mais caros, com  o lucro das empresas estrageiras que exploram esta nação e seu povo. Quando tomamos um remédio raramente as formulas e o lucro são brasileiros.

O Brasil tinha primeiro que ser uma economia de conhecimento e cultura, a exemplo do Japão, que se recontroi em tempo recorde, a cada vez que sofre uma tragédia, como a tragédia da 2a. grande guerra, quando emergiu das cinzas para se tornar a grande potencia de hoje. O recém desastre natural sofrido e o Japão já acomodou os desalojadas, enquanto em Alagoas, Rio de Janeiros, vitimas de desastre naturais fazem aniversário em acampamentos improvisados e politicos roubando as verbas para destinadas a assistência devida. Somos mesmo uma nação independente? 

Na verdade nunca conquistamos a independência a tanto tempo declarada; essa se deu apenas no aspecto político, nunca no sentido social, cultural, compreendida, em sua prática.

Deveríamos ter sido colonizados pelos holandeses e ingleses e expulsados os portugueses, que nos roubaram as riquesas e a honra e nos colonizou com os condenados de sua justiça, com a vergonha da escravidão e de negros e indicos. O fantasma de suas caravelas ainda estão estampadas nos mares e caes da Bahia e o rastro desta vergonha, estão expostas em museu, mas muitos não entendem isso, pois nas escolas nos contaram uma história montada, mentirosa, que fizera de nossos algozes, herois. Bem disse Pero Vaz em carta ao Rei: - Aqui, se plantando tudo dá!

Aí um dia, chegou ao poder um partido político nascido nos movimentos sindicais, nascido dos sonhos dos trabalhadores, artistas, intelectuais; conclamando  todos a perder o medo de ser feliz; acabou por generalizar a corrupção e matar a esperança de um dia sermos felizes e de fato, uma nação independente no cumprimento de sua constituição: Educação, Segurança e Saúde, embora tudo isso se resumisse num só sonho: Educação e enfim seriamos de fato uma nação soberana, independente, feliz.
Flamarion Costa
Enviado por Flamarion Costa em 20/08/2011
Reeditado em 23/01/2012
Código do texto: T3170638
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Flamarion Costa
Brasília - Distrito Federal - Brasil
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