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Quando em Roma faça como os romanos

A frase Quando em Roma, faça como os romanos, é atribuída a Sto Ambrósio, mas o que parece ser apenas uma frase pitoresca, tem um profundo sentido filosófico e prático que não é percebido por muita gente e nem por muitos intelectuais.
       O que queremos dizer é que para os leigos em filosofia e mesmo para os letrados em outras áreas, o sentido desta frase quer dizer apenas que quando você for á Roma e não souber como se enturmar com as pessoas  faça como eles fazem,  em outras palavras imite os romanos.
       Mas para o filósofo, ou para uma pessoa mais atenta, essa frase tem uma abrangência muito maior do que o simples sentido de imitação de comportamento. Assim, num sentido amplo ela quer dizer que quando vamos para um lugar visitar um amigo ou morar numa região de costumes e cultura diferentes da nossa devemos respeitar seus valores, suas crenças e seus hábitos e costumes.
       Isso quer dizer que se você for para um país ou  comunidade muçulmana, você terá que respeitar as tradições costumes e o modo de vida daquele povo.  As mulheres terão que usar véu ou cobrir a cabeça, os homens devem tirar os sapatos ao entrar numa casa de família ou numa Mesquita tudo conforme os costumes do povo local. Da mesma forma, quando um estrangeiro vem para o Brasil deve se comportar de acordo com os nossos costumes, nossas tradições e o nosso jeito de viver.
       Parece simples, mas aqui entramos num terreno muito escorregadio e conflituoso, principalmente,  com os tais problemas de racismo,  homofobia, xenofobia  e outras pretensas discriminações. Quando dizemos pretensas discriminações não queremos dizer que elas não existam, mas pontuar que essas formas de discriminações são motivadas por ingerências ou intromissões indevidas no mundo dos outros ou no mundo dos diferentes por pessoas ou grupos que não respeitam os espaços nem os direitos dos diferentes.
       Ora, qualquer pessoa, nação, país ou comunidade quer e pode exigir que quando um estranho adentre a sua casa, sua propriedade, espaço físico ou limites territoriais obedeça e respeite as suas normas, costumes e tradições.
       Segundo esse entendimento, quando você vai a casa, ou a um país diferente do seu, deve antes de tudo pedir permissão ou licença para entrar, como os vistos consulares, e uma vez dentro da casa, propriedade ou país deve, igualmente, respeitar todos os hábitos e costumes dos donos da casa ou povos, nunca tomando qualquer atitude, palavra ou comportamento que possa desagradar o anfitrião.
       Assim, entendemos que quando um branco for a uma comunidade negra ou gueto deve respeitar todas as tradições e costumes locais. Da mesma forma quando um negro adentrar no espaço do branco deve ter o mesmo respeito e comportamento.
       O mesmo deve acontecer, quando você for a uma comunidade diferente deve respeitar todas as convenções locais e costumes. As mesmas exigências se estendem as religiões e crenças seus templos, igrejas terreiros, tendas ou centros.
       Se alguém quiser ir morar na Arábia Saudita vai ter que aceitar e cumprir todos os requisitos do modo de vida daquele povo. Se você vai, e independente do motivo, é porque você quer, logo já deve saber que lá os costumes são diferentes e terá que aceitar as novas outras de vida.
          Lá os homens velhos muçulmanos se casam com meninas de tenra idade, batem com varas e açoites nas mulheres e as mulheres, entre outras proibições, não podem mostrar o rosto, os cabelos e muito menos o corpo.
       Apesar disso, nenhum ocidental ou pessoa de outra cultura deve se meter ou criticar tais costumes, visto que eles não vêm aqui criticar as nossas morenas com as suas bundas de fora.
       Sempre fomos contra os brancos que se intrometerem nas comunidades indígenas ou povos da floresta. A título de levar a fé, crença ou progresso, os invasores tomaram as terras dos indefesos índios, impuseram uma cultura perniciosa e quase extinguiram culturas milenares.
       De qualquer forma, se você for para a Amazônia viver entre os índios já sabe que lá não tem papel higiênico, sabonetes de luxo, escova e creme dental, vai ter que dormir em redes ou tarimbas, comer frutos silvestres, peixe ou caça sem sal e andar quase nu.
       Agora seguindo essa mesma linha de raciocínio vamos entrar na perigosa via das migrações e imigrações que tanta controvérsia e conflitos têm gerado em todo o mundo.
       Oriundos de regiões em conflitos bélicos muitas pessoas e famílias inteiras, em desespero, fogem para países politica e economicamente mais estáveis que, normalmente, tem acolhido humanitáriamente e com muita boa vontade esses infelizes, mulheres, crianças e jovens, que foram forçados a deixarem seus bens, casas e familiares em busca de sobrevivência em terras estranhas.
       A pesar disso, a maioria dos países receptores já começou a sofrer com o choque de cultura e principalmente com o comportamento ofensivo, rebelde e até criminoso de muitos refugiados.
       Como receber refugiados ou imigrantes é um risco previsível os departamentos de imigração dos países acolhedores deveriam impor condições para o recebimento de tais refugiados como submissão as leis, costumes e normas de convivência social sob pena de serem deportados de volta para suas pátrias de origem.
                       Como já dissemos acima, qualquer pessoa ou grupo quando em terras estranhas, deve o respeito, se submeter a cultura e obedecer as tradições do povo do local sem jamais tentar modificar ou violentar costumes, crenças, valores e as normas sociais estabelecidas.
       Para encerrar, dizemos que ninguém é obrigado a ir para outro lugar seja para fazer turismo, negócios ou se divertir, mas uma vez lá tem que fazer “como os romanos”.

Jhon Macker
Enviado por Jhon Macker em 30/05/2020
Código do texto: T6962842
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Sobre o autor
Jhon Macker
Correia Pinto - Santa Catarina - Brasil, 66 anos
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