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Os Escravos Problemáticos

O momento nos convida a mais uma reflexão , assim dando continuidade falando dos dois filhos de Aarão: Nadabe e Abiú, em termos gerais  analisar sob o prisma da rebeldia, o aspecto profissional dos dois desajustados.Nessa quarta coluna irei falar acerca de um aspecto também que não pode ser no mínimo desprezado.

Situá-los no tempo realmente não é uma tarefa fácil.Regressamos no tempo e podemos encontrá-los trabalhando nas construções impostas pelo faraó Ramsés II, como  escravos trabalhando pesado nestas duras construções.

Existir requer uma polifonia da vida ou ' Poliphonie das Lebbens ' segundo o grande teólogo Bonhoeffer, ironizar a existência não é uma virtude exata para se considerar.

Categorizar isso de forma exata, em primeiro lugar é bom destacar com certo grau de exatidão, os dois desajustados não pediram para serem escravos na terra dos faraós. A vida segue exatamente uma sequência musical.

Realmente os dois estavam em maus lençóis, ser escravo significa a ideia de sem valor existencial, sem sentido real e absoluto.Parece que o nosso prezado leitor deve ler essa coluna pensando nos livros   de História.

Assim a polifonia toca sua cantiga de findar , os dois desajustados tinham que enfrentar a famosa realidade que exige uma clássica explicação.

Visivelmente a vida de fato é uma partitura musical, bem em cada linha segue notas altas e baixas,  as notas altas simbolizam os eventos felizes da vida , e as notas baixas representam os dias infelizes da vida em detalhes fortuitos.

Os dois desajustados sofriam a duras penas diante de encarregados mau-humorados , não raro brigavam com certa frequência , bem os encarregados eram calmos , e tal posicionamento dos judeus problemáticos .

Sinalizar esses fatos esclarece mais um pouco, o narrador faz o papel de músico ao interpretar esses fatos  restaurando do terreno brumoso da existência humana.

Portanto o narrador deve impor sua própria sinfonia  ao registrar novamente esses fatos, a clareza da evidência impõe medo nos fatos sombrios que devem ser no mínimo recuperados.

Realmente os encarregados egípcios tinham sérios problemas com esses dois desajustados de forma fria , tal concepção recupera a ideia de que o sofrimento dos judeus no Egito foi muito duro.

Os dois desajustados eram bons trabalhadores , mas esse detalhe fortuito , não conta muito para  um bom narrador, trata-se de um enorme desafio.

Bem cada detalhe deve ser notado ou recontado ao sabor do resgate da polifonia da existência , a cada fato ou evento registrado.O narrador recupera do pântano brumoso do passado e concede a sua narrativa uma nova luz solar.

Legalizando o contexto , é impossível entender a postura dos dois desajustados em um momento difícil, o contexto aponta  um enorme risco a quem entende do texto da Escrituras Sagradas.

E o narrador perscruta o perigo do momento escorregadio da História, recuperar os dois desajustados dá um certo trabalho, eles foram bons empregados, mas a História não valoriza os trabalhadores  e sim os monarcas.

Mediante os fatos, os dois trabalhadores eventualmente recuperam  o fôlego conforme pensa os historiadores que contam a História numa perspectiva otimista.

Assim, a construção da polifonia da vida  advêm de um bom narrador. As brumas da existência humana resistem aos grãos da narrativas , pois cada narrador registra sua narrativa  conforme imagina ter ocorrido os episódios da existência humana.

Talvez a visão otimista fria  dos encarregados , coincide com os problemas exatos  para as questões existenciais metaforicamente apontados.

Inicialmente os dois desajustados sofriam com as humilhantes obrigações com certo grão de exatidão, ser humilhado fatalmente causava um mal-estar , em bons momentos.

Cabalmente tal esforço concedido pelos encarregados de obras faraônicas não amenizava muito a situação , a representação do escravo é bem antiga para todos os povos do mundo.

O narrador sabia previamente  que cada  narrativa nasce de uma visão favorável da vida em todos seus múltiplos detalhes em espiral.Os detalhes são recuperáveis em proporção.

Simbolizar esse fogo da existência humana, esclarece tudo e consome as possíveis dúvidas existenciais, e aflige com a presença infante de dois desajustados Nadabe e Abiú, fortalecendo a imagem que as pessoas desajustadas resistem a História , e desejam escrever sua versão da História.
JessePensador
Enviado por JessePensador em 13/01/2018
Reeditado em 18/01/2018
Código do texto: T6225401
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
JessePensador
Santana de Parnaíba - São Paulo - Brasil, 34 anos
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