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A ESTAGNAÇÃO POÉTICA

Poesia tornou-se, sobretudo, troca de favores.

A leitura dos versos de terceiros, concomitantemente, uma ínfima redoma para resguardar anseios individualistas; considerando o fator da espera – quase o ato religioso de dobrar-se os joelhos – do regresso da audiência para si.

Em sites voltados ao ofício literário, como também em redes sociais, ainda existe a exígua parcela do público consumidor da poesia mantendo-se de fato apreciador da arte pela arte; contudo, na maciça maioria das vezes, poetas ainda escrevem para outros poetas e entusiastas. E isso acaba por acarretar dilemas agridoces, pois ao passo de pequenas excitações enxertadas em cada autor ao deparar-se com impressões sobre sua criação, cada comentário deixado termina por demonstrar-se apenas pedido de retorno implícito, assinatura de um compromisso invisível, esfacelador.

O poema deve ser resguardado acima de qualquer pretensão autocentrada. A meditação sobre os motivos de lê-lo e, logo após, o tecer-se considerações sobre a obra em questão; deve ser tão minuciosa quanto à da escrita. Há de se ter honestidade tal qual, ou mais, do que com a própria composição.

Calafetar o eu em prol da excelsa arte.

Qualquer análise mais meticulosa, franca, em leituras – dos grandes ou de quem está iniciando a estrada – tende a acrescentar no processo de crescimento empírico do autor. Pelo bom ou mau exemplo. Mas existe a necessidade do fazer-se de maneira verdadeira.

Toda arte morre asfixiada em exigências.

Conclui-se então ser imprescindível o abdicar-se da busca desenfreada do reconhecimento pueril de um título, para uma discussão mais ampla sobre as possibilidades de aprimoramento do fazer poético e literário, visando fomentar um movimento sólido e de lídimo valor.

A literatura é coisa séria.  
Lusca Luiz
Enviado por Lusca Luiz em 11/07/2018
Código do texto: T6387759
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Sobre o autor
Lusca Luiz
Guararema - São Paulo - Brasil, 27 anos
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Lusca Luiz