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O AMOR NA ÓTICA DA FÍSICA QUÂNTICA II – (em prosa)

“Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.” (Mateus 18:18) já ensinava o Mestre de Nazaré, em seu modo de pensar e de viver holístico.
Interessante como o cérebro é capaz de fragmentar tudo o que existe!
Interessante como o mundo dividiu o próprio ser humano!
E=mc², postulava a equação de Einstein, onde tudo o que existe é “energia condensada”, incluindo a própria vida. E neste universo de espuma quântica tudo está unido:
Céu e terra, tempo e espaço, corpo e mente, eu e você, perfeita comunhão. Nada está separado.
Impossível qualquer separação. Diferentemente de tudo o que antes nos ensinaram principalmente as Religiões, as quais até hoje escravizam tantos pelo medo e com suas mentiras. As mesmas religiões que consideraram heresias tantas verdades pelo homem descobertas.
Nós não somos separados de ninguém, nem mesmo do próprio Deus. Aliás, nunca estivemos. Se assim fosse não viveríamos.
A pior ilusão de todos os tempos foi e, infelizmente, continua sendo esta: A ilusão da separatividade.
Se eu afirmasse isto na Idade Média, já estaria na fogueira.
Mas aí, você me interroga:
O que tem a ver toda essa lorota com o título deste artigo?
Pois bem! Como é difícil encontrar alguém que seja ele mesmo no tempo e espaço vigente!
Mas, em que circunstância uma pessoa é ela por inteiro, conforme a expressão “de corpo e alma”? Quando ela “é” realmente de forma integral? Quando alguém é de fato “ele mesmo”?
A resposta é simples:
Somos realmente nós mesmos naquilo que verdadeiramente amamos, ou pelo menos no tempo em que amamos. No amor realiza-se a perfeita comunhão, jamais fora dele.
Acompanhe o meu raciocínio:
Se você estiver com alguém neste devido espaço, todavia pensando em outra, em verdade, você não está presente  em seu devido espaço. “Onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração”. É fato!
O homem que recorre a filmes pornôs a fim de estimular sua libido junto a sua esposa, não está “fazendo amor” com ela. Seria como afirmar: O seu pensamento está em outra, literalmente. E como ele gostaria de estar com a outra, diga-se de passagem!
O mesmo pode-se afirmar em outras áreas.
Numa igreja, por exemplo, diante do discurso enfadonho e exaustivo de tantos padres e pastores, não é raro flagrarmos nós mesmos com o pensamento no trabalho, no futebol, nos compromissos da semana...
E por quê? Simplesmente porque não estamos presentes naquele espaço.
Somos nós mesmos de forma integral somente naquilo que amamos, o resto é fragmentação.
Termino minha tese aplicando o pensamento quântico no postulado cartesiano, onde se antes ele dizia “Cogito, ergo sum”, traduzindo “Penso, logo existo”, eu, então, completo: “Amo, logo sou...


Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 30/05/2016
Reeditado em 30/05/2016
Código do texto: T5651644
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
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Paulo da Cruz