Fome - guilhotina e Celular ...

...Nos deram espelhos e vimos um mundo doente…”

Sob a égide do “Iluminismo” se inicia longa marcha progressista e à guisa dos “planejadores políticos” atuais com seus slogans nunca postos em prática, nota-se o quanto da seiva bruta dita iluminista vem retro-alimentando o sistema humano e político no mundo.

Sociedade iluminada na realidade foi a sociedade que fora planificada através de olhares como de Homens como Erasmus Darwin (pai do evolucionista Charles Darwin), James Watt, Mattew Boulton, o químico Priestley, Josiah Wedgwood, e outros tantos consorciados ao movimento dito “Iluminismo”, que foi crescendo como um processo que classificava de “trevosa” a Idade Média.

Nossa sociedade é filha deste movimento que aparentemente é e foi louvado desde que se estabeleceu no século XVIII, advindo da Europa, e alcançando os pensamentos coloniais das outros continentes; inclusive tendo no récem independente Estados Unidos da América um representante à altura de toda a iluminação propalada por tal doutrina.

A Ciência sobe na tribuna dos tempos trazendo a baila uma burguesia sedenta de lucros e carente de conquistas intelectuais, com baita sede de regência. Conquistando adeptos pelo mundo inteiro, e “impondo” sua ditadura tecnicista aos homens e mulheres que criam em um Deus poderoso acima de suas cabeças, inclusive que determinava qual o rei absolutista deveria governar – E em nome de uma trilogia de Igualdade, liberdade e fraternidade alguns nomes como John Locke, Montesquieu, Jean Jacques Rousseau, Quesnay, Adam Smith e outros praticamente fundaram o conjunto de ideias Antropomórficos denominado de Iluminismo – e a partir disso nasceria na Inglaterra a maior Revolução que o mundo já vira “Revolução Industrial” que junto com sua irmã “Revolução Francesa” viria a tornar desumanas as condições de vida de seres humanos em toda a orbe.

A título de progresso e evolução científica, com invenções como a máquina a vapor, e outros utensílios propiciadores de produção em larga escala, o planeta se transformava agora em uma grande “Fábrica” onde de um lado estava a Burguesia capitalista, e do outro o povo ainda faminto de pão, que não provaria ainda o gosto do croissant sugerido por Maria Antonieta: esta por sua vez fora decapitada, por ocupar um trono ocioso, aspirado por uma burguesia sedenta de controle.

Até hoje as duas grande revoluções burguesas ocorridas no Século das Luzes, fazem viver e morrer gerações, que nascem e morrem escravizadas pelo desvario das máquinas capitalistas que iluminam literalmente as sociedades do mundo; e como pensou e disse Adam Smith: “A demanda por homens, como por qualquer outra mercadoria, regula necessariamente a produção de homens.

E realmente neste período da Idade Moderna, o homem reproduziu mais, e muito mais a título de atender a demanda das grandes transformações governistas dos poderes instituídos após a Revolução Francesa, que estabelecia três poderes governamentais que até hoje dominam as nações: Executivo, Legislativo e Judiciário. O absolutismo que trazia no bojo o poder clerical, na verdade não morreria, mas sim ficaria sentado em uma cadeira de balanço ditando certas regras de boa convivência ao lado da astuta Burguesia capitalista; e apenas trocando de nomes: Hoje é com um celular nas mãos, que o povo, em especial aqueles que habitam o dito Terceiro Mundo pensam que são felizes e livres se admirando nesses novos espelhos alienantes criados e recriados no forno industrial, que rouba, esfola e engana as massas; e assim ainda por longo tempo permanecerá…

Valéria Guerra Reiter.

Valéria Guerra
Enviado por Valéria Guerra em 03/04/2017
Código do texto: T5960090
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