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ELEITORES DE TODO O PAÍS, CUIDADO COM OS FALSOS PROFETAS

                                         PRÓLOGO

O presente texto nasceu de um “bate-papo” entre colegas durante uma jornada de trabalho. Ao que creio, ser um dos principais assuntos dentro das esferas de convício (se não for o principal). Misturei as devidas falas de todos, as quais s'inseriram na primeira pessoa do singular (como se fosse somente minha).
Não pretendo aqui provocar nenhum desconforto entre os leitores, mas apenas, quem sabe, uma dinâmica de opiniões, como se estivessem cada um introduzido em alguma fala, na verdade, como uma identificação.

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   Ninguém que seja pelo ódio movido pode a outro dirigir sua vida
        ... menos ainda a governar um imenso país
   Qual ignorante a pretender apagar um enorme incêndio
     ... a atirar sobre suas labaredas mil baldes de molhado conteúdo
       ...todavia, não de água, mas sim de inflamável combustível

              E que ninguém s'esqueça:
     "Todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão"
           Alguém duvida?

       Definitivamente prefiro mais um Gandhi a optar por um Nero, um Mussolini ou um Hitler como tantos ignorantes e iludidos que em tais nomes deram o seu aval e com eles quebraram suas caras
      Nunca deu certo tal tática e jamais dará

            Ah, “cuidado com os falsos profetas!”
     Ao que há tempos um grande Mestre já tanto nos alertava!

 E cada um, em seu orgulho, a se dizer ser... o futuro “herói” do Brasil
      Mas, será que precisamos de fato destes “heróis”?

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Bem, quero propor aqui apenas um bate-papo, como num bar, a falar de política em tempos eleitorais. Nada demais.

E assim eu digo:

Oh, não! Que ninguém s’iluda!
Vivemos num país de república “presidencial parlamentarista”, ou  “presidencialista parlamentar”
E por quê?
Simplesmente visto que o presidente não manda, pelo menos não de forma arbitrária. Ele não é detentor de um “poder absoluto”, a menos que seja num país governado por um ditador.
Exemplo:
Caso o Presidente queria instalar em seu mandato a pena de morte, ou a prisão perpétua, reduzir a maioridade penal, dentre outras coisas só o poderá fazer mediante a aprovação da Lei pelo Congresso.
E, dentro desta ótica, fico-me a imaginar como será sua relação com o mesmo, quando suas idéias entrarem em confronto com a dos  devidos deputados e senadores.
Não! Não estamos numa “Coréia do Norte” em que o seu ilustre ditador manda executar com a pena de morte no dia seguinte a alguém do próprio Governo somente porque este estava cochilando durante o seu discurso no Congresso (só como exemplo, fato que ocorreu a alguns anos atrás).
E que fique bem claro para quem pouco ou nada entende por Legislação Nacional:
"POR MAIOR QUE SEJA O DESEJO EM REVOGAR UMA LEI, O CHEFE DE ESTADO PRECISA DO APOIO DA MAIORIA DO CONGRESSO NACIONAL.
DO CONTRÁRIO, NADA FEITO"
Então, que ninguém s'engane, acreditando nas promessas de qualquer candidato, como ingênuos adultos a crerem em papai-noel, coelhinho da páscoa, cegonha, etc.
E esta é a razão porque eu batizo isto por "presidência parlamentar", ainda que tal termo não exista. E isto por quê? Porque de certa forma o Congresso é uma "espécie de Parlamento". E graças a Deus (oh, eu colocando Deus no meio), até porque tem um determinado artista que, embora seja o vive de um determinado candidato, gostaria, em seu entender, a "tirar" de nós o direito trabalhista da 13º salário. O que creio eu, não deve ser aprovado pelo Congresso, até mesmo porque os deputados também o recebem.

Bem, aí muitos me dirão:
“Você quer que o Brasil fique do ‘jeito’ que está?”
Ao que eu digo que ... "é óbvio que não”
Também estou indignado com a falta de segurança da qual estamos vivendo. E igualmente estou insatisfeito com tantos bandidos soltos a nos ameaçarem... todos os dias.
Ah, como eu gostaria de passear com minha família à noite em minha cidade, sem o receio de ter o meu carro furtado aonde estacionei! E sem viver a paranoia urbana da qual somos todos vítimas. Assim, como gostaria também de estar parado diante do sinal vermelho num semáforo, em algum local deserto, sem imaginar que posso ser roubado, ou até mesmo morto.

Todavia, a questão da “segurança pública” não é o único tópico do Brasil. Digo isto como servidor público, em que trabalho num hospital, cuja estrutura é carente, deficiente, isso sem mencionar a questão salarial defasada e atrasada. Não quero aqui que ninguém tenha dó de mim, mas, para o conhecimento de quem agora me ouve ou lê, estou com “apenas” um mês de atraso em meu pagamento.

E a Educação! Ah, esta até dispensa qualquer comentário.

Outra questão que eu convido a todos a refletir é:
E se o vice de um devido candidato for governar o país (fato que se vê desde a década de 80, onde o Sr. José Sarney assumiu a Presidência, além de outros nomes, como Itamar Franco, Michel Temer...).  E então, alguém pode nest'instante imaginar?

Então, serei mais claro:
Não pretendo votar em nenhum “paladino do oeste” que promete acabar com a “Máfia de Chicago”, ou que me lembre um antigo “caçador de marajás” das primeiras eleições presidenciais após o término da ditadura militar. E por falar neste “elemento”, alguém se lembra o que ele fez com o Brasil dias após o seu mandato? Arre! E pensar que hoje o tal indivíduo é até senador (por Alagoas)!

Mas também não quero eleger a alguém a continuar a fazer de Brasília um santuário de ladrões e desonestos, a nomear para ministros notórias pessoas de sua gangue ou quadrilha, e o que é pior: o de s’esquecer de administrar o Brasil, a priorizar os interesses apenas de seu partido e de seus membros.

Bom, mas não pretendo aqui ser promotor nem advogado de defesa de ninguém. Porem, não é injusto se dizer que está difícil participar d’uma eleição quando não se tem candidatos a que nos satisfazem. E tantos a que nos dão até medo em imaginá-los no Poder.
Ah, deixa prá lá!

Bem, o meu recado está dado. Que votem em quem vocês quiserem. Mas, votem com a razão, e nunca com a paixão, para que depois que ninguém venha a se arrepender.
Sempre  lembrando: Muitos dos que casaram ontem por apaixonados a qu‘estavam, hoje estão se divorciando.

Mas, é isso aí! Foi somente um bate-papo , como a estar num barzinho, tomando uma cervejinha e degustando uns tira-gostos com os amigos.  E não é esse o prato principal nos finais de semana, após a labuta d'um dia de trabalho: Política em tempos eleitorais?

Então, eleitores de todo este imenso Brasil, uni-vos!

PS: Esperemos que o Presidente a que for eleito – seja ele quem for - não venha a voltar com a Censura, até porque caso ela se re-instale, pode ser que este site – Recanto das Letras – fique no ar!!!


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                            13 de outubro de 2018
Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 13/10/2018
Reeditado em 15/10/2018
Código do texto: T6475218
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo da Cruz
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