ARTIGO – Quanta decepção – 18.01.2019 (PRL)
 
ARTIGO – Quanta decepção – 18.01.2019 (PRL)
 
O caso do COAF:

O povo brasileiro ao fazer a opção de voto em Bolsonaro mostrou seu desejo ferrenho em mudanças substanciais. Mas não foi apenas na questão de segurança, até mesmo porque todos os setores da vida nacional estão praticamente um lixo de desencantos e desonestidade.

E, de saída, oriunda de gente do antigo governo, pelo que se nota, veio a denúncia do COAF, que fizera vistas grossas aos desmandos da era PT, dando notícias de movimentações indevidas de depósitos e saques nas contas do ajudante Queiroz e do filho do presidente, deputado estadual Flávio Bolsonaro, que fora eleito para um mandato de oito anos no senado federal, que até já fora diplomado pela justiça eleitoral.

Primamos pela honestidade em todos os sentidos, inclusive de propósitos. Mas esse problema, que já tomou conta do mundo inteiro, continua pendente de solução, notadamente por falta de depoimento dos dois até agora envolvidos no possível escândalo.

Para complicar ainda mais, uma vez que já dissera em entrevistas a diversos órgãos da imprensa que nada tinha a ver com essas movimentações, eis que os advogados do Flávio entraram com um pedido estranho no Supremo Tribunal Federal, que fora atendido de pronto pelo ministro Luiz Fux, que mandou paralisar as apurações dos fatos até que o relator do caso, o Doutor Marco Aurélio Melo, retorne das férias forenses, dentro de alguns dias. Ora, se já possuía foro privilegiado por que razões fora ao órgão superior da justiça? É uma pergunta curiosa.

Assim, o que era da esfera do Rio de Janeiro, passou de repente para Brasília, onde a repercussão será bem maior contra o governo do seu pai, o Capitão Jair Bolsonaro, que já falara inúmeras vezes ser contrário a esse negócio de foro privilegiado. Esse negócio de justificar pelo fato de haver sido eleito senador não cola de jeito nenhum, mesmo porque a justiça tem seus mecanismos internos para transferir o processo normalmente quando necessário.

A nosso pensar o respingo poderá cair na figura do presidente, pelo menos contra seu nome, daí porque pensamos seja o caso de seu filho falar de uma vez por todas, dando suas justificativas, se é que as tem, ou então confessar seu erro perante seu eleitorado e até pedir desculpas, ou mesmo renunciar a seu mandato. O que não se pode é criticar os ladrões de outrora e deixar de proceder de modo claro e objetivo para elucidar esses males feitos.

Pouco estamos ligando para o fato de continuar perdendo amigos por conta de nossos pronunciamentos.

Viagem de parlamentares à China:

Nem o próprio presidente da república sabia da viagem de noveis parlamentares do PSL à China, a convite do Partido Comunista, essa que é a nossa principal parceira comercial, a fim de verificar e quem sabe aprender sobre outros quesitos. O atual comandante do partido, deputado Luciano Bivar, não foi favorável à ideia, mas o prazer de viajar com todas as despesas pagas superou tudo. É o tal orgulho, a ostentação e o começo de uma jornada que não deverá ser vitoriosa por esses deputados. Ainda não se sabe quem fora o patrocinador, talvez nós mesmos pelo fundo partidário, e esses dez ou onze parlamentares só não serão expulsos do partido porque há necessidade de seus votos para as reformas que serão encaminhadas ao congresso.

A Carla Zambelli, por exemplo, eleita por São Paulo com pouco mais de 70.000 votos (0,36%, em 57º lugar) quase na esteira da Joice (a mais votada), criticada pelo grande homem Olavo de Carvalho, respondeu na ponta da bucha dizendo que nada deve a ele, mostrando-se orgulhosa e sem qualquer personalidade, porquanto esse cidadão batalhou e muito pela sua eleição à câmara federal. E enquanto ela está naquele país, gozando do bom e do melhor, descaradamente corre uma “vaquinha” na internet, a fim de angariar fundos para indenização ao deputado Jean Willis, em face da ação movida contra ela por esse senhor.

Perdoem-me quem não gosta, mas isso é uma vergonha!

A entrevista do governador do Ceará:

Levou quase uma hora nos estúdios da Globo New. Gaguejou pra valer, respostas vagas, sem sentido. Até dissera que o seu estado tem as melhores escolas do país; o maior nível de investimentos; a melhor polícia; o maior crescimento; o melhor secretário de segurança; que mais policiais contratou para reforçar o setor, todavia sobre o presidente falou pouco e sem expressão. Só de duas coisas não falou, ou seja: Por que todos os dias transferem presos para penitenciárias federais de segurança máxima e o crime continua se alastrando; se a contratação de policiais velhos, aposentados, na reserva, vai ajudar a combater o terrorismo de sua terra.
 
Querem derrubar o Bolsonaro:

Estamos boquiabertos. Será que ninguém ainda notou que tem gente no palácio querendo derrubar o presidente Bolsonaro, pessoas de dentro da “transição” ou até “ministérios” e na direção de órgãos e empresas estatais? Essas coisas não podemos provar, mas onde anda a inteligência dos setores governamentais? É preciso saber que os afastados do poder continuam com muita força na população, bastando verificar a diferença de votos das últimas eleições, algo como dez por cento.

Temos a impressão de que o Jair Bolsonaro, nosso presidente, não deveria fazer essa viagem a Davos, enviando sua equipe ministerial, chefiada pelo das relações exteriores, até mesmo alegando a necessidade de retirar o filtro que carrega em seu abdome por conta da cirurgia que fizera do intestino, quando daqueles episódios das facadas de que fora vítima. E isso incomoda bastante, sabemos porque usamos um idêntico há oito anos.

Também deveria substituir o ministro Onix por um general de quatro estrelas, a fim de melhorar o respeito da mídia ao seu governo, bem como para elucidar a questão da propina delatada na lava-jato, a propósito desse senhor. Depois de comprovada sua inocência, claro que poderia voltar a ocupar um posto de relevância.
 
Ficamos por aqui.

Nosso abraço.
Silva Gusmão
Foto: INTERNET/GOOGLE
ansilgus
Enviado por ansilgus em 18/01/2019
Reeditado em 18/01/2019
Código do texto: T6553902
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