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A vida não anda fácil para o ministro da Justiça

Nesta terça (18), o ministro da Justiça Sérgio Moro foi ao programa do Ratinho (SBT). O objetivo era tentar resgatar sua popularidade, que anda abalada desde os vazamentos do site Intercept. Mas as coisas não saíram como o esperado... O programa amargou no terceiro lugar, ou seja, atrás da líder Globo, que deu 33 pontos com a Copa América e da Record com 6 pontos. Como se sabe, o canal da Anhanguera é alinhado à gestão Jair Bolsonaro. Antes de ir ao SBT, Moro foi ao Maracanã e vestiu a camisa do Flamengo. Em busca de apoio.

Um pouco da história da Lava Jato: tudo tem início num posto de gasolina em março de 2014. Essa operação [Lava Jato] passou a investigar lavagem e desvio de dinheiro abrangendo políticos, empreiteiras e a Petrobras. Em seguida, houve uma série de prisões. Lula é um deles.

É bom dizer a verdade, em minha opinião, desde o início da Lava Jato, ao que parece, o PT e Lula vem sendo perseguidos duramente pelo juiz Moro. Motivos para isso não faltam... Lembro dos constantes vazamentos envolvendo a ex-presidente Dilma e Lula. E outras conversas vazadas de forma ilegal. Tem mais, os vazamentos do Intercept revelam um juiz partidário, que agiu de forma arbitrária. Aliás, um juiz deve agir de forma neutra com a acusação e defesa.

De outro lado, apesar de fortes suspeitas, partidos envolvidos em esquemas corruptos não tiveram o mesmo tratamento dado ao PT na Lava Jato. Outra situação foi o andamento ultrarrápido do processo. Resultado dessa história: Lula segue preso em Curitiba e não pode disputar as eleições. Enfim, ele não teve um julgamento transparente e com lisura. E as provas contra Lula não são verdadeiras. O Intercept revelou, ainda, as trocas antiéticas de mensagens entre o juiz e o procurador Deltan Dallagnol, que tinham por objetivo macular Lula.

E tem mais uma coisa, não é novidade que um juiz não deve dar orientações a um procurador da Lava Jato. Portanto, Lula é vítima de um processo viciado e sem isenção. O que chama atenção nesse caso, o juiz optou por um lado da história e deixou de lado a ética e equidade. E passou a acossar impiedosamente Lula...

Jogo sujo: nem a defesa de Lula escapou da espionagem da Lava Jato. Segundo os advogados, conversas telefônicas foram interceptadas: 14 horas de conversação. Que fique bem claro: esse tipo de violação é ataque direto ao estado de direito e à democracia. Pergunta que não quer calar: se essa situação terrível acontece com um ex-presidente, afinal, o que pode acontecer com o cidadão comum numa situação semelhante?

Em um balanço final, até outro dia Moro era uma celebridade unânime nos quatro cantos do país e no exterior. Tudo mudou com as revelações do Intercept, que revelou uma série falhas e condutas imorais da maior operação de combate a corrupção no país. Desesperado, o ministro da Justiça se agarra ao cargo que ocupa. Seu objetivo maior era uma vaga no Supremo. A coisa azedou e dificilmente isso será possível. Por outro lado, Moro tem todo o direito de se defender. Por fim, é preciso dizer que o Supremo foi omisso nas irregularidades cometidas pela Lava Jato.

gregoheleno
Enviado por gregoheleno em 19/06/2019
Reeditado em 22/06/2019
Código do texto: T6676720
Classificação de conteúdo: seguro

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gregoheleno
São Paulo - São Paulo - Brasil
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