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O aprendizado delinquente

                                       
        A política é a arte de saber fazer acordos e ao contrário do que se diz não é para qualquer um; a política é para quem tem estômago porque política é um jogo sujo para quem tem sangue frio.
       O Brasil está vivendo uma overdose de política desde que despertou. Antes o brasileiro não se preocupava com o que acontecia, poucas pessoas se interessavam e é justamente por isso que nossa política virou uma profissão que passa de pai para filho, neto e etc. De repente depois de chegar ao fundo do poço e descobrir que fomos roubados até a raiz dos cabelos o brasileiro começou a correr atrás para recuperar o tempo perdido.
       Acontece que essas gerações que hoje botam a cara na rua pra lutar pelo Brasil são as mesmas que cresceram ou amadureceram governados pela esquerda. Sim a mesma que lá pelos idos dos anos 60 incendiava o país querendo tomar o poder de assalto para transformar o Brasil num país socialista : a ditadura do proletariado.
        Portanto, tudo que aprendeu até aqui foi o que a esquerda ensinou, pregou e doutrinou.
        Na contra revolução de 64 o povo foi as ruas pedir socorro e o exército tomou o poder, colocou a casa em ordem e permaneceu no comando até 1985.
        Infelizmente os ratos que fugiram do país durante esse período voltou e está aí até hoje nas entranhas do poder, não para recontruir um país novo, a sede deles hoje é a mesma de ontem: tomar o país, só que eles voltaram com outros métodos que aliás parte deles já foi implantado lá atrás porque se sabia que era uma sementinha que precisava  germinar.

      Tendo feito esse introdutório voltamos aos dias de hoje. O povo permitiu abrir-se para a direita conservadora  e está aprendendo a fazer e discutir política porque deseja ardentemente mudar os rumos do país para seus filhos e netos. Entretanto a escola de política que o Brasil aprendeu é a mais sórdida porque é a política de dividir para governar, assassinar reputações, descarte de aliados e muita traição!
       A direita brasileira não tem lideranças e vive dando cabeçadas. Como ela aprendeu com quem a antecedeu; ela usa as pessoas e depois de bem usadas; descarta e faz o mesmo jogo de antes.
      Bom se a direita brasileira bate cabeça, briga entre si e se agride, quem ganha?
Evidentemente quem já tem know how, porque já tem muitos anos de prática e assiste a tudo de camarote, jogando combustível.
       Nós que ficamos do lado de cá assistindo a tudo que eles nos permitem ver, saímos desesperados pelas redes destilando o mesmo ódio que a esquerda sempre destilou contra tudo e contra todos.
        É sabido que para dar opinião é preciso ler, ouvir várias fontes e de todos os lados, espremer até que cada um forme a sua própria opinião, isso sempre foi assim, entretanto a ânsia de estravazar e ser ouvido ou assistido pelos outros está fazendo com que a novíssima direita se perca no meio do caminho assassinando a reputação dos companheiros de jornada e jogando fora aqueles que pensam um pouco diferente, impedindo assim que ele se junte à ela para somar forças.
        O medo  de parecer diferente e ser apontado como esquerda enrustida ronda nossos dias e ao menor sinal de que você não comungue com tudo dizendo amém, lhe faz ou se afastar do jogo ou rezar na mesma cartilha ainda que torça o nariz.
        Temos as nossas impressões do que acontece dentro da política, mas não temos, nós povo,  a malícia  de perceber os acordos que se faz atrás das cortinas, dos jogos sujos que se armam na calada da noite, nas reuniões regadas a muita comida e bebida. O povo é muito ingênuo politicamente para alcançar essas realidades.
        Dentro da política TUDO tem um preço! Ninguém pode ser tão bobo de pensar que seu candidato depois de eleito vai fazer tudo que prometeu, porque ele não vai! O establishment não permite o purismo.
        Assim o que estamos vivendo nos últimos anos  numa crescente vertiginosa é a discussão política tomando conta das 24 horas do nossos dias!
       As pessoas estão abrindo mão de seus prazeres para se embriagar da política, e como hoje todo mundo fala de política porque “todo mundo agora é cientista político” a coisa virou uma neurose.
       E está tomando proporções perigosas, estamos sobre um barril de pólvora!
       Não que devemos voltar a adormecer e não nos preocuparmos com o que acontece desde o governo dos nossos municípios até o Planato, de jeito nenhum, mas não podemos continuar nos intoxicando com todo lixo que é colocado na internet. Não podemos continuar pensando com o fígado!
       Já sabemos que temos uma midia mainstream canalha e mentirosa, então basta se desplugar dela.
       Acompanhar de perto nossos eleitos e cada vez que for votar lembrar de quem pisou na bola, se corrompeu, mentiu, trapaceou. Deixar de eleger os mesmos. A troca constante é saudável para um melhor funcionamento de qualquer instituição, governo etc. É preciso oxigenar!
      Brigamos com amigos, colegas e familiares para manter nosso pensamento, nossas escolhas e não percebemos que nesse compasso que as redes sociais e nosso comportamento está andando e acelerando; vamos enlouquecer.
       Estamos perdendo os limites da boa convivência e daqui a pouco estaremos nos matando uns aos outros ou colapsando. O mal do século; a depressão também cresce com esse adubo.
        Não vamos nos perder no meio do caminho, vamos respirar fundo e fazer a nossa parte com respeito e determinação, sem nos esquecer que a vida é breve e é preciso viver com sabedoria.
        A luta é necessária, mas não vamos golpear o inimigo abaixo da linha da cintura, como ele faz conosco, ao invés disso vamos ensiná-lo a perder com elegância, da mesma forma vamos aprender. Há muito ainda a se fazer e não é com o fígado que vamos conseguir fazer.

Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 26/08/2019
Código do texto: T6729727
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 64 anos
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1 e-livros (248 leituras)
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