Refutação da Meritocracia como Dignificação

REFUTAÇÃO DA MERITOCRACIA COMO DIGNIFICAÇÃO

A Motivação da Graça está na Paixão (pois a Disposição subsiste na Empolgação), e a Missão da Cruz está no Amor (pois "o Amor é o Único Caminho", diz S. Paulo o Apóstolo), pois "a União é o que faz a Força".

Vícios são provisoriamente necessários na medida certa enquanto ainda não há Rumo e nem Norte, e serão necessariamente inevitáveis antes do Caminho durante a Vida, pois o Espírito da Verdade está no Caminho da Vida, e com Ele todas Suas Recompensas.

Há, no entanto, aqueles santos guerreiros e aquelas santas guerreiras que, com toda razão, bem se orgulham de permanecerem bem vivos e bem vivas após vencerem a guerra injusta pela sobrevivência miserável. Ora, estes e estas são os verdadeiros heróis e as verdadeiras heroínas da vida real.

Isto é mérito? Sim, totalmente, porque incrivelmente provaram (para si mesmos e para todos) o próprio Valor PRÁTICO (ou Utilidade) pela própria Vitória com a própria Força da própria Determinação.

Isto é exemplo? Não, totalmente, porque não é "bom exemplo" de vida alguém que é enganado, usado, e depois descartado, por "Estrelas" astuciosas e manipuladoras diante do mercado de carências humanas tidas como "semidivindades especiais" (vulgo "Ídolos") no Capitalismo da Modernidade. É, pois, necessário muito "Budismo Prático" para quem quiser se abster com sucesso da própria Alma Pecadora sob estas Santas Provações destas pobres condições existenciais. Boa Vontade, nestes casos, infelizmente não é suficiente e nem eficiente por si só.

Não neguemos, pois, o Mérito como medida relativa da Dignidade em aspecto objetivo qualitativo para a Pessoa Coletiva, mas sim o próprio Mérito tido como a própria Dignidade inteira da Pessoa Individual e Sua Autoridade tida como "Exemplo Moral", pois, ora:

1. Nem toda qualidade pessoal de habilidade técnica é sempre virtude moral e nem toda virtude moral é sempre qualidade pessoal de habilidade técnica;

2. Existem (como Nós sabemos) falsos anjos que são demônios e falsos demônios que são anjos, isto é, maus homens que são socialmente carismáticos e tecnicamente competentes e bons homens que são socialmente inibidos e tecnicamente incompetentes;

3. Não há determinação exata e paramétrica, absoluta e particular, entre Técnica e Moral: há, sim, uma regra (ou lei natural) GERAL E RELATIVA (e não absoluta e particular) de dependência natural entre Técnica e Moral.

A Meritocracia, como se prova aqui nesta tese subdividida em três pontos essencialmente iguais, pois, é a Prova Justa do Valor MATERIAL E SOCIAL (e não Espiritual e Moral) da Pessoa COLETIVA (e não Individual), e absolutamente não pode e não deve servir como Medida Moral da Pessoa Individual em Espírito e em Verdade.

Assim, pois, logo É REFUTADA A MERITOCRACIA COMO DIGNIFICAÇÃO.

Joseão de Libaría
Enviado por Joseão de Libaría em 10/04/2021
Reeditado em 24/06/2021
Código do texto: T7228215
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