Vencendo a ansiedade, banhando-se amor.

Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. (Mat 6:34). Este é o último versículo do capítulo seis desde do versículo vinte e cinco Jesus vem tratando sobre a inutilidade da ansiedade humana. Lembrando que este capítulo faz parte do sermão do monte que tem seu início no capítulo cinco, e finda no capítulo sete, onde Jesus ensina toda ética do ser Cristão.

Jesus sabia que as piores dores humanas são geradas no cerne da sua alma, e como Jesus sempre teve como alvo cura do ser humano por inteiro Ele afirmou: “Não andeis ansiosos pela vossa vida.” Ele estava ensinando os seus discípulos e a nós a gerenciar os pensamentos e não deixar expandir os nossos problemas por viver em função dos pensamentos antecipatórios. Nos capacitando a sermos livres do cárcere da emoção e da ditadura das ideias negativas. Se formos impacientes, ansiosos e impulsivos e mesmo que já tenhamos tentado mil vezes mudar este modo de ser e falhamos, por achar que a mudança aconteceria de forma repentina. E mesmo assim continuamos a tentar mudar rapidamente e sem planejamento, continuaremos falhando. Pois ansiedade não se cura com ansiedade, mas sim com perseverança e treinamento.

Jesus o mestre da emoção preconizava que seus discípulos treinassem diariamente mudar os fundamentos de suas histórias, ainda que falhassem, Jesus sempre ensinou que se deve perseverar e para perseverar devemos ter fé, pois a fé no amor de Deus faz com que o Espírito Santo nos fortaleça afastando de nós o sentimento de culpa. Para Ele o treinamento não era uma questão de esforço exterior, mas sim de treinamento interno, de transformação interior, de mudança de natureza, de reedição de mente, ou seja, de renovação da alma.

Se faz fácil caminhar sob a sombra da alegria, alegrar-se nos períodos de bonança, se encantar com o mar calmo, céu límpido e, assim, deslizamos sem surpresas pela vida. Mas se de repente, uma tempestade imprevisível se levanta. À medida que a atravessamos perdemos o fôlego, as reservas se esgotam e o ânimo vacila. E neste exato momento esquecemos que somos guiados pelo amor, e que a vida é vida mesmo na dificuldade e na aflição e que somente o bom ânimo advindo da contínua oração nos fará enxergar a beleza de se viver em paz mesmo em meio a tribulação. Eis a receita para vencermos a ansiedade e se deliciar na plenitude da vida. Que o amor de Cristo Jesus seja sempre o árbitro de nossos corações.

(Molivars).

Molivars
Enviado por Molivars em 17/10/2018
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