SALVEM AS BONECAS DE PAPEL!

SALVEM AS BONECAS DE PAPEL: SALVEM AS MENINAS.

POR VALÉRIA GUERRA REITER.

SALVEM AS BONECAS DE PAPEL: SALVEM AS MENINAS.

POR VALÉRIA GUERRA REITER.

Seja de imã, ou simples, cheia de um estilo salutar: eu mudei as roupinhas mais versáteis, na minha bonequinha de papel: Sem celular, sem net, esperando a hora do jantar, eu vestia a madame que ganhara de presente de aniversário.

Pura diversão, emoção variada, não precisava fazer sexo, em idade de brincar, hoje infelizmente, nossas adolescentes, até armas já portam nas mãos, quanta sofreguidão, quanta lástima, fruto da corrupção e do globalismo.

Ultra capitalismo que magoa e instiga a todos serem a massa de manobra tão sonhada pelos pais desse "ismo"; quando o primeiro homem sonhou com a industrialização, ele precisava continuar tendo seus "sempre/escravos" nas mãos; ouçam Alan Macfarlane: "Teriam bastado 32 duplicações de um casal original para que a população mundial passasse dos dois primeiros aos atuais mais de 4 bilhões de habitantes"; sendo que tais dados datam do século XX.

Tudo possui uma história, um início, uma inauguração, e o casamento que foi um dia instituído, também o têm: No livro do antropólogo Alan Macfarlane “A história do casamento" depreende-se o quanto mortalidade e natalidade são precisos, e quão um país como a Inglaterra, repensava sobre isso de forma cuidadosa, inclusive no que tangia a geração de prole - Isso após a Idade Média: “Um homem de educação liberal, com renda suficiente para permitir-lhe associar-se a classe dos gentleman, estará absolutamente seguro de que, se casar e tiver uma família, será obrigado a abandonar todos os seus relacionamentos anteriores”. A mulher que um homem dessa educação naturalmente escolheria é uma pessoa criada com os mesmos hábitos e sentimentos e acostumada com as relações familiares de uma sociedade, particularmente nessa altura da escada social, em que a educação termina e a ignorância começa essas questões não serão consideradas pela maioria das pessoas como algo quimérico, mas como um verdadeiro mal {...}. Essas considerações certamente impedem que muitos de tal nível de vida dirijam suas inclinações para um casamento precoce.”

E a boneca de papel? o que tem a ver com tudo isso? Ela está entre a infância e a adolescência de meninas que tiveram a chance de refletir (pensar de novo), ou seja, de vestir suas queridas bonequinhas com a moda, com ternura de uma época com etapas, que ao não serem puladas, proporcionaram a estas mulheres de hoje, uma chance de raciocinar, e estudar.

Inocentes brinquedos/símbolos de uma geração que mesmo debaixo de um regime autoritário no país do futebol, escaparam do genocídio que hoje impõem à massa a tecnologia analfabeta dos celulares e de uma rede mundial de computadores que só trazem aos jovens e crianças o que ela possui de mais insalubre.

Valéria Guerra
Enviado por Valéria Guerra em 12/06/2017
Reeditado em 12/06/2017
Código do texto: T6025185
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2017. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.