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Violência escolar, a dura realidade da educação

Todos os dias nas escolas públicas e particulares do país, é fato que inúmeros professores são agredidos por alunos. São muitos os casos de violência escolar. O caso mais recente ocorreu, nesta terça-feira (12/6), na rede pública estadual em Cuiabá (MT): um aluno de 16 anos, do ensino médio, agrediu o professor de Filosofia Evandro Aparecido Gasque.

O motivo: o aluno foi contra o professor pegar o baralho, que ele e colegas jogavam na aula. O jovem agrediu o professor com um soco e empurrões. Resultado: o adolescente será transferido para outra unidade escolar. Assim, a Secretaria de Educação (Seduc) lavou as mãos e premiou o agressor. Possivelmente, ele vai continuar agredindo professores ou alunos em outra escola. Afinal, não acontece nada...

A realidade dos fatos: os professores estão abandonados pelo poder público oficial e são os principais alvos da violência escolar, que envolve alunos e pais dentro e fora da sala de aula. É preciso dizer a verdade: além dos baixos salários, os professores têm de lidar com as drogas e a violência em seu ambiente de trabalho. Outra coisa, todo mundo sabe que os educadores não têm autoridade, que não são respeitados e que são, muitas vezes, reféns de alunos sem limites.

Pergunta: por que isso ocorre? Isso ocorre porque a família (ou responsável) não cumpre com sua obrigação de educar os seus filhos, além disso, nossas leis e legislação educacional são frouxas. Não existem punições duras.

Esclareço: um aluno que agride alguém gravemente - um colega ou professor - é apenado, apenas, com a transferência de escola. Nada mais. Os alunos violentos sabem disso. E assim, o ciclo da impunidade permanece crescente.  Outra verdade: em breve, não teremos mais professores que queiram ensinar, ganhar salários medíocres e apanhar de alunos nas escolas.

Lya Luft faz uma observação relevante sobre a educação: ''O mestre deveria ter excelentes condições de trabalho, para continuar a se preparar, para acompanhar os alunos, dialogar, escutar, reconhecer como pessoas, não importa se têm quatro ou dezoito anos''.

Concluo este artigo com uma reflexão: não defendo pena de morte e nem autoritarismo. Contudo, não se pode tolerar que a escola se transforme num espaço de coação e violência de alguns brigões, sem limites, contra os professores, alunos e comunidade escolar...
gregoheleno
Enviado por gregoheleno em 13/06/2018
Reeditado em 14/06/2018
Código do texto: T6363555
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
gregoheleno
São Paulo - São Paulo - Brasil
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