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Afinal de contas, o que é tortura?

         Afinal de contas, o que é tortura?



   Em primeiro lugar precisa-se pesquisar o valor etimológico do termo: Ela vem do Latim TORTURA, “tormento, ato de torcer”, de TORQUERE, “dobrar, torcer, deformar”. Deformar algo ou alguém, ou seja, mudar aparencia de um ser, de alguma coisa, que na verdade sofreu dobradura, ou um torcimento, ou algo assim que o valha.

 A palavra é antiga, vem do latim, e sua prática já ocorre há muito tempo, desde que o dito Homo sapiens nasceu, ou evoluiu, "evoluiu" é um termo bem antagonico, já que evoluir seria sinonimo de melhorar; e a invenção da tortura que no dicionário quer dizer: Dor violenta que se inflige a alguém, sobretudo para lhe arrancar alguma revelação; suplício.



   A primeira tortura imposta ao um ser humano? Quando? Onde? Por quem? viajemos nas asas da história: A tortura foi uma importante instituição na antiguidade, definida como ‘o tormento que se aplicava ao corpo, com o fim de averiguar a verdade’, sendo que sua base psicológica sedimentava-se no fato de que, mesmo o homem mais mentiroso, tem uma tendência natural de dizer a verdade; e, para mentir, há a necessidade de exercer um autocontrole, mediante esforço cerebral. Inflingindo-se a tortura, esse tem que canalizar suas energias, para a resistência à dor, culminando, assim, por revelar o que sabe, no momento que sua contumácia é debilitada, pelos tormentos aplicados 

     Jesus Cristo, o homem que foi Deus encarnado na Terra, sofreu tortura, em sua cabeça foi cravada uma coroa de espinhos que perfurou seu cérebro, e então após diversas surras, ele alquebrado e com o corpo flagelado seguiu cativo carregando uma cruz de madeira que pesava aproximadamente 100 quilos, depois de estar sob as seguintes condições:

 A conclusão é que Jesus Cristo recebeu 39 chibatadas (o previsto na chamada Lei Mosaica), o que equivale na prática a 117 golpes, já que o chicote tinha três pontas. As conseqüências médicas de uma surra tão violenta são hemorragias, acúmulo de sangue e líquidos nos pulmões e possível laceração no baço e no fígado. A vítima também sofre tremores e desmaios. “A vítima era reduzida a uma massa de carne, exaurida e destroçada, ansiando por água”, diz o legista.

Ao final do açoite, uma coroa de espinhos foi cravada na cabeça de Jesus, causando sangramento no couro cabeludo, na face e na cabeça. Também nesse ponto do calvário, no entanto, interessa a explicação pela necropsia. O que essa coroa provocou no organismo de Cristo? Os espinhos atingiram ramos de nervos que provocam dores lancinantes quando são irritados. A medicina explica: é o caso do nervo trigêmeo, na parte frontal do crânio, e do grande ramo occipital, na parte de trás. As dores do trigêmeo são descritas como as mais difíceis de suportar – e há casos nos quais nem a morfina consegue amenizá-las. Em busca de precisão científica, Zugibe foi a museus de Londres, Roma e Jerusalém para se certificar da planta exata usada na confecção da coroa. Entrevistou botânicos e em Jerusalém conseguiu sementes de duas espécies de arbustos espinhosos. Ele as plantou em sua casa, elas brotaram e cresceram. O pesquisador concluiu então que a planta usada para fazer a coroa de espinhos de Jesus foi o espinheiro- de-cristo sírio, arbusto comum no Oriente Médio e que tem espinhos capazes de romper a pele do couro cabeludo. Após o suplício dessa “coroação”, amarraram nos ombros de Jesus a parte horizontal de sua cruz (cerca de 22 quilos) e penduraram em seu pescoço o título, placa com o nome e o crime cometido pelo crucificado (em grego, crucarius). Seguiu-se então uma caminhada que os cálculos de Zugibe estimam em oito quilômetros. Segundo ele, Cristo não carregou a cruz inteira, mesmo porque a estaca vertical costumava ser mantida fora dos portões da cidade, no local onde ocorriam as crucificações. Ele classifica de “improváveis” as representações artísticas que o mostram levando a cruz completa, que então pesaria entre 80 e 90 quilos.

Valéria Guerra
Enviado por Valéria Guerra em 23/10/2018
Código do texto: T6484165
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Valéria Guerra
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