EXAME DE LOCAL

3 .1 EXAME DE LOCAL

O exame de local de crime como é comumente chamado, foi denominado por Oscar Freire, Perinecroscopia.

Denomina local de crime, uma área onde ocorre um fato que deve ser apurado pela autoridade policial por haver possibilidade de ali ter ocorrido um delito,uma acidente ou um suicídio. Como nem sempre o ocorrido é um crime, alguma autores acham mais apropriada a designação de local de fato, embora a primeira designação seja a mais usada.

Em nossos meio, não é regra o médico comparecer a locais de crime, embora fosse muito vantajoso seu comparecimento nos locais de homicídio, pois muito ajudaria na elucidação do caso. Muitas informações só podem ser obtidas com exatidão, se colhidas nos locais de homicídios, pois muito ajudaria na elucidação do caso. Muitas informações só podem ser obtidas com exatidão, se colhidas no local do fato, com a determinação da hora da morte, etc.

Os locais de crime são classificados segundo 3 critérios:

I) quanto à natureza do fato. Locais de homicídios, de acidente, de suicídio, de acidente de trabalho, de incêndio, de colisão de veículos, etc.

II) quanto à natureza do local. Local interno, o interior de uma casa, de uma fábrica, de um escritório, etc.

III) locais idôneos e inidôneos. Os locais idôneos são aqueles preservados sem alteração. Inidôneos são os locais alterados por curiosos, por pessoas da família, etc. Assim, antes de exame, podem ser alteradas posição do cadáver, desfeito vestígios, etc., que prejudicarão a perícia.

Devemos considerar ainda, os locais em seu ambiente mediato, isto é, a área onde se deu o fato e seu aspecto imediato, que é a área que circunda o local mediato.

3.2 PERÍCIA DE LOCAL

Desnecessário dizer que quanto menos alterado for o local, mais eficiente será o trabalho dos peritos, diz o artigo 169 do Código Penal: “Para efeito de exame de local onde houve sido praticada a infração, a autoridade providenciará imediatamente para que não se altere o estado das coisas até a chegada dos peritos, que poderão instruir seus laudos com fotos, desenhos ou esquemas elucidativos.”

O local deve ser atentamente examinado e o ambiente descrito com o máximo de detalhes. Devem os peritos observar o aspecto de desordem, a situação dos móveis e utensílios, fendas e massas em paredes, assoalho e teto devem ser atentamente observados. Pegadas e impressões digitais devem ser colhidas, descritas e fotografadas. Manchas, tintados e incrustações devem ser raspadas e enviadas ao laboratório.

Quanto ao cadáver, leva-se em conta, acima de tudo, a posição do corpo, estado das vestes, presença de armas, mancham de sangue, ferimentos do corpo e a evolução dos fenômenos cadavéricos.

O médico deve calçar luvas e procurar estabelecer a causa da morte, mexendo menos possível no corpo.

Registra-se a data da morte, local, nome e sexo do falecido.

A temperatura do ar e as condições climáticas devem ser registradas.

Logo que possível, deve ser verificada a temperatura retal e a temperatura do ar. Antes da remoção do corpo para o necrotério, deve ser novamente verificada a temperatura retal e a do ar. Se o corpo está no chão ou na água, a temperatura destes deve ser verificada também. Esta nova verificação da temperatura nos dá a velocidade de resfriamento do corpo no local. O termômetro clínico é inútil, usa-se um de laboratório.

Um esboço do local deve ser feito. É conveniente tirar fotografia dos 4 ângulos e dos pormenores.

Ao se fazer o levantamento do local, deve o perito ser metódico. O método usado depende da preferência do perito. O exame pode ser feito em círculos concêntricos partindo do corpo para a periferia, ou ao contrario, da periferia em direção ao cadáver, ou então o local é dividido em frações quadradas ou retangulares e cada segmento é examinado por vez, ou partindo do centro para a periferia como raios de uma roda.

Para o transporte do corpo ao necrotério, a cabeça e as mãos do cadáver devem ser envoltos em sacos plásticos. O corpo também deve ser envolto em lençol plástico.

Os indícios a serem recolhidos dependem das circunstâncias encontradas em cada caso.

Estas evidências podem ser classificadas em portáteis ou fixas. Se a evidência é facilmente transportável, não há dificuldade. O perito simplesmente remove todo o objeto. Se a evidência não pode ser recolhida separadamente remove todo o objeto. Se a evidência não pode ser recolhida separadamente por causa de seu tamanho, a remoção geralmente depende da importância do caso. Em caso de homicídios, pode ser necessário remover-se portas, ou móveis como camas. Algumas vezes, estes vestígios encontram-se em assoalhos de madeira, deve-se então usar ferramentas adequadas para a remoção desta parte se a gravidade do caso e a importância do vestígio indicam a necessidade deste procedimento. A decisão de remover a evidência dependerá sempre de cada caso individualmente. Quando não é possível ou prático remover o vestígio, métodos de reprodução tais como fotografia ou moldes, vão ser empregados a fim de reproduzir fielmente a evidência.

3.2.1 Colheita de indícios

1) impressões digitais. Objetos contendo impressões digitais são evidências comumente encontradas em locais de crime. Sua manipulação varia segundo a natureza do objeto que a contém.

a) papel. Papéis, tais como documentos, cartas devem ser manipulados com pinças e quando seu tamanho permite, colocados em sacos plásticos ou envelopes de celofane. Não devem ser dobrados, a não ser que sejam muito grandes e nestes casos somente onde já existe dobras.

b) Copos e garrafas. Devem ser pegos com pregadores de roupa e colocados encaixados em armação de madeira.

2) armas de fogo, armas brancas e ferramentas. Objetos como estes podem ser seguros por uma borda ou então através de pequenas hastes de madeira ou de fios passados através de orifícios.

3) Pêlos e fibras. Cabelos e fibras devem ser cuidadosamente pegos com pinças, embrulhadas em papel filtro e colocados em uma pequena caixa.

4) sujeiras, terra, partículas, limalhas e fragmentos.. Material desta espécie deve ser colhido em papel e colocados em pequena caixa.

5) Projéteis e cápsulas deflagradas. Estes devem ser colocados em caixas separadas, envoltos em algodão.

6) vestuário. Áreas de manchas devem ser circundadas com giz para indicar ao perito do laboratório, os pontos de interesse. Dobras desnecessárias devem ser evitadas.

7) manchas de esperma.. Isto poderá ocorrer em casos de crimes sexuais. Se a mancha ainda está úmida, ela pode ser coletada em um tudo de ensaio. Água destilada o suficiente para cobrir o fluido seminal deve ser usada para umedecer a mancha se ela estiver seca, antes de ser coletada. Peças de roupa podem ser introduzidas no tubo de ensaio. A área da roupa na qual a mancha foi achada deve ser circundada com giz. Se como usualmente acontece, a mancha estiver seca, a roupa é cuidadosamente dobrada com papel branco separado as dobras e colocada em uma grande caixa para transporte.

8) Sangue. Se o sangue está fluindo, deve ser recolhido com conta gotas e colocados em um tubo de ensaio; solução salina pode ser adicionada na proporção de 1/5 da quantidade do sangue. Se o sangue se apresenta como mancha úmida em roupas, tapetes ou tecidos, metade da área da mancha deve ser recortada e colocada em um tubo de ensaio e coberta com solução salina. A parte restante deixa-se secar, coloca-se entre folhas de papel branco e envia-se ao laboratório devidamente acondicionada. Se a mancha é muito grande recolhe-se menos da metade. Se a mancha está seca, as crostas devem ser removidas em romper e colocadas em tubo de ensaio. O restante do material deve ser recolhido raspando-se e o colocando em outro tubo de ensaio. Quando a mancha seca é achada em vestimentas ou tecidos, estes devem ser removidos intactos ao laboratório quando possível. Se a mancha tem mais de 10 cm deve ser recortada, colocada em um tubo de ensaio e coberta com solução salina. O tubo de ensaio deve ser tampado, lacrado e enviado ao laboratório o mais breve possível, cuidando-se que não seja exposto à extremos de temperatura.

3.3 ESTUDOS DAS MANCHAS

Manchas são sinais deixados pela deposição ou impregnação de substâncias sólidas, líquidas ou gasosas, de origem animal, vegetal ou mineral, em um suporte de qualquer espécie. Muitas destas manchas são oriundas de líquidos do próprio corpo humano, outras são causadas por substâncias diversas e estranhas ao corpo humano.

Os suportes onde se localizam as manchas podem ser os mais variadas, podem ser própria pele de vítima ou do suspeito, paredes, assoalhos, tapetes, roupas, etc.

As manchas de um modo geral se apresentam sob a forma de crosta, de forma, tamanho e espessura variáveis. Quando o suporte é poroso é poroso, as manchas embebem este material. Quando o material é sólido, geralmente pulverulento, há um simples depósito deste no suporte, que é facilmente removível.

O material que forma a mancha pode atingir o suporte de várias maneiras, por projeção, por escorrimento, por contato e por impregnação. Muitas vezes, na tentativa de desfazer a mancha, o criminoso apenas a transfere de um suporte a outro. (limpeza de uma arma por exemplo)

As manchas recentes têm aspecto úmido. Determinadas substâncias têm coloração característica, mas esta observação pode ser prejudicada quando o suporte tem cor escura ou a mesma cor. Muitas vezes a mancha só é perceptível com auxílio de iluminação especial (iluminação com raios oblíquos, luz ultravioleta ou radiação infravermelha).

3.3.1 SANGUE

Um dos mais freqüentes vestígios com relação a homicídio são as manchas de sangue. Agressões, homicídios, frequentemente produzem hemorragia externa e traços de sangue da vítima podem ser levados do local do crime pelo acusado o que poderá depois correlacioná-lo a este.

Como meio de identificação, o sangue tem pouco valor, porém associado a outros elementos pode ser de muito valor em uma investigação.

No exame de uma mancha de sangue, além de se estabelecer se foi formado por projeção, escorrimento, contato, impregnação ou por limpeza de arma ou objeto manchado, devemos tentar estabelecer o ângulo da queda ou projeção da gota, força de projeção e quantidade do sangue.

Quando se depara com mancha suspeita de ser sangue, devemos estabelecer primeiro se realmente é sangue, em seguida se é sangue humano, em terceiro lugar a que grupo pertence o sangue. Quando as condições permitem quantidade e conservação do sangue, deve se tentar estabelecer os subgrupos sanguíneos.

Embora o sangue não seja características de identificação que seja única, vários degraus de probabilidade podem ser estabelecidos com respeito à associação de um suspeito à cena do crime. Exemplificando: se a mancha de sangue descoberta nas vestes de um suspeito é do mesmo grupo do sangue da vítima e diferente do sangue do suspeito, há uma forte presunção da origem da mancha.

É recomendável que seja colhido amostra de sangue dos cadáveres em todos os casos de homicídio e suicídio. A finalidade deste procedimento é manter um padrão com o qual possíveis manchas de sangue em armas suspeitas ou roupas de acusados ou outros suportes possam ser comparadas.

Empregando-se os 4 maiores grupos, O, A, B, AB, os grupos sanguíneos. Nem sempre, entretanto,podemos grupar uma amostra de sangue em um destes 288 tipos, somente em ótimas condições se quantidade e conversação da mancha, isto poderá acontecer. Nas manchas de sangue antigas poderá ter havido tal deterioração que não poderemos assim, saber senão que é sangue humano ou que pertence a um dos 4 maiores grupos sanguíneos. Do mesmo modo se a mancha de sangue for muito pequena ou estiver contaminada, o exame também poderá ser dificultado.

Embora o sangue não possa ser definitivamente estabelecido como pertencente a um indivíduo, poderá ser definitivamente estabelecido que o sangue não pertence à uma determinada pessoa.

Esta negativa é frequentemente útil em uma investigação.

3.3.2 Teste

Quando se depara com mancha suspeita de ser sangue, várias questões têm que ser esclarecidas, a saber:

_ É sangue a mancha?

Testes preliminares no local. Na investigação de um homicídio, numerosas manchas despertam a atenção do investigador. A descoberta da mancha requer uma rápida identificação. Testes podem revelar se realmente é sangue ou outras substância: batom, mercúrio cromo, tinta ou outra substância de aparência similar. Em outras ocasiões, dependendo da estrutura e da cor do suporte, pode ser muito difícil a priori tirar conclusões pela aparência. Naturalmente, se a substância está fresca, líquida e parece ser sangue,o perito pode concluir que é sangue e colher o material sem hesitação. Se a mancha é questionável, deverão ser tentados testes químicos preliminares.

A) Reação de Adler ou teste de benzidrina. É um teste muito sensível (1: 300.000) que deve ser aplicado as pequenas mancha. Se a reação é positiva, o perito deve presumir que é sangue. Infelizmente, outras substâncias também dão resultado positivo: saliva, esperma, leite, sais de ferro, cobre, níquel, magnésio, suco de uva, batata. Se a substância reage negativamente não é sangue. Em todos os casos, o reagente deve ser primeiramente testado com sangue conhecido.

I) Um pequeno tubo de ensaio é cheio até 2,5 cm com água destilada. C 5 de benzidrina em solução saturada em ácido acético é colocada no tubo e dissolvida por agitação. 1cm3 de água oxigenada à 3% é adicionada e o tubo é novamente agitado; o reagente de benzidina está pronto.

II) Uma pequena parte da mancha é raspada ou pinçada e colocada em papel filtro. Um conta gotas é usado para colocar algumas gotas do reagente no fragmento do material, agora no papel de filtro.

III) Se a reação é positiva, uma cor cinza azulada aparece em pouco tempo.

B) Prova de Kastle Meyer ou da fenolftalegina reduzida. Este teste é uma alternativa para o teste da benzidina e tem as mesmas limitações. 2g de fenolftaleina são adicionados à 100 cm3 de hidróxido de sódio à 30% em um frasco redondo com 250 cm3 aferido de capacidade. 30g de limalha de zinco é adicionada à solução. Aquece-se até tornar-se incolor. Adiciona-se então 10g de zinco granulado. Para o teste, 5 gotas de fenolftaleina reduzida são somadas em 5 cm3 de solução salina isotônica. Volume igual (5 cm3) de peróxido de hidrogênio é adicionado à mistura. Uma pequena parte da mancha é raspada e colocada na solução salina, num tubo de ensaio. Poucas gotas do reagente são colocadas no tubo de ensaio. Se o sangue está presente, uma cor rósea aparece imediatamente. Este reativo se altera rapidamente, daí a necessidade de ser preparado no momento da prova.

C) Reação de Van Deen (sensibilidade 1:20.000). Também não é específica, dando resultado positivo em presença de outros líquidos orgânicos e em presença de sais de ferro, níquel, cobre, etc. Em um tubo de ensaio coloca-se uma gota de tintura de guáiaco a 10% e uma gota de água oxigenada. Se a reação é positiva obtém-se uma com azul.

D) Reação de Amado Ferreira. (sensibilidade 1:100.000). 4g de benzidina em 100ml de ácido lático. Nas reações positivas aparece uma coloração verde.

3.3.3 Provas de Certeza

Para se determinar definitivamente que uma determinada mancha é sangue, o material da mancha é dissolvido em solução isotônica salina e submetido à um dos seguintes testes:

3.3.3.1 Provas microcristalográficas

A) Teste de Teichmann ou dos cristais de hemina. Não é efetivo com sangue aquecido. A identificação depende da formação de cristais de hemina após o uso do reagente de Teichmann. Os cristais de Teichmann, de hemina ou de cloidato de hemina são pequenos, alongados, romboédricos e retangulares, cor de chocolate ou avermelhados, apresentam-se isolados ou dispostos em roseta ou em feixes.

Técnica. Marcara a mancha em água destilada. Colocar o material obtido sobre uma lâmina, aquecer lentamente à temperatura inferior à 60° C, para secar. Adicionar 1 gota de cloreto de sódio à 1por 1000; aquecer novamente. Cobrir com lamínula e pelas bordas desta colocar uma gota de ácido acético e aquecer novamente. Levar ao microscópio e examinar. Quando a reação é positiva indica sangue, porém uma reação negativa, deve ser repetida ou se fazer outro teste.

Existem diversas variações do reativo de Teichmann:

B) Prova de Strzyzowski. Usa-se o seguinte reativo:

Álcool etílico 1,0

Água destilada 1,0

Ácido iodídrico incolor 1,0

Ácido acético glacial 2 gotas

Tratando-se de sangue haverá formação de ioditrato de hematina.

C) Reação deAmado Ferreira

Sacarose 3,0

Lactose 3,0

Hidróxido de potássio 5ml

Piridina 5ml

Água destilada 10ml

D) Espectroscopia. Uma gota de solução obtida com o material da mancha é colocada no espectroscópio. O espectro de absorção característica para oxihemoglobina, hemocromogêneo, hematoporfirina, etc, ou aparecimento de linhas ou feixes que caracterizem hemoglobina ou seus derivados, demonstrará a presença de sangue na matéria.

E) Presença de hemátias, demonstradas ao exame microscópico, demonstrará sem qualquer sombra de dúvida, a presença de sangue no material. Quando o suporte é de tamanho pequeno, poderá ser removido ou então dividido em tamanho possível de ser removido para o laboratório e ser examinado diretamente ou após a coloração.

Guilherme Oswaldo Arbens descreve a seguinte Técnica:

“.As manchas levantadas pela técnica de Arbens, Moucday e Meira (película), e a técnica de De Dominicis (película obtida por solução de celoidina ou colódio em álcool éter) revelam facilmente as hemátias.” Arbens propõe ainda a seguinte técnica: misturar o líquido levantado com uma gota de tinta da china (nanquim), fazer uma extensão como se fosse uma preparação hematológica. Resultado: campo escuro com partículas brilhantes hemátias. Para preservar a preparação, montar com bálsamo do Canadá. Esta preparação pode ser conservada por anos.

_ É sangue humano?

É necessário saber se o sangue é humano ou que espécie de animal pertence. Em regra, só nos interessa determinar se o sangue é humano, ficando a determinação de outras espécies animais em plano secundário, não havendo interesse prático.

A) Se a mancha for de tamanho suficiente, podemos obter material para testes de soroprecipitação e apurar de que a espécie animal pertence, o sangue de material colhido. O teste é baseado no fato de que quando se injeta um animal com proteína de animal de diferente espécie, um anticorpo é desenvolvido no seu soro, o que faz com que este adquira a faculdade de reagir, especificamente, com proteínas desta outra espécie.

Reação de Uhlenhuth. Um animal de laboratório com a cobaia e injetado com soro humano, ou a sangue total, durante um certo período do tempo. Para efetuar o teste, algumas gotas do sangue em estudo obtidos da mancha e dissolvidos em soro anti-humano são adicionadas no tubo. Formação de um precipitado cinza, em forma de anel este formado pela precipitação das proteínas, indica que o material em exame é sangue humano.

B) Inibição da antiglobulina. Emprega-se soro de Combs (antiglobulina humana, anticorpo bloqueante que impede a aglutinação das hemátias previamente sensibilizadas). Se o material provém de outra espécie animal, as hemátias aglutinam porque nelas não ocorreu a fixação.

C) Provas de cristalização da hemoglobina. Os cristais da hemoglobina variam coma espécie animal. Os cristais de hemoglobina obtidos devem ser logo examinado, pois se alteram pela exposição ao ar, luz e pela temperatura, e comparados com microfotografias de uma coleção padrão.

A Técnica da obtenção dos cristais varia dependendo de ser o sangue fresco ou coagulado. Para se obter os cristais, acrescente-se oxalato de amônia ao sangue e em seguida saponina (princípio ativo da Saponacie) à temperatura ambiente.

D) Estudo das hemátias. Observamos ao microscópio a forma volume, presença ou ausência de núcleo, etc.

As hemátias humanas têm forma discóide, bicôncavas, coradas mais intensamente nas bordas, anucleadas. (Esta forma é comum à grande maioria dos mamíferos, exceto camelos, dromedários, lhamas e vicunhas que têm hemátias elípticas e anucleadas). Os peixes, répteis, anfíbios e aves têm hemátias elípticas , alongadas e nucleadas.

O volume das hemátias tem valor relativo, pois trata-se de volume médio.

3.3.3.2 Diagnóstico Regional

O diagnóstico regional é feito pela presença no sangue de células ou restos de tecidos do órgão de onde proveio.

A) Sangue menstrual- Células da mucosa uterina, o endométrio e células da mucosa vaginal.

B) Lóquios- Secreção que surge após o parto e que nos primeiros dias é fracamente hemorrágico. Células diciduais, células do colo uterino.

C) Boca- Apresenta células descamativas da mucosa bucal.

D) Aparelho respiratório- O sangue é vermelho vivo, espumoso, com células epiteliais ciliadas da árvore respiratória.

E) Do nariz (epistaxe)- Aparecem células ciliadas.

F) Estômago- Pode ser acompanhado de partículas alimentares e de células epiteliais cilíndricas, da mucosa gástrica. O sangue é escuro.

3.3.3.3 Diagnóstico individual

Deve-se procurar estabelecer os grupos sanguíneos e se possível os subgrupos. Em seguida, deve-se estabelecer o sexo do indivíduo através da pesquisa da cromatina sexual de Bahar nos polimorfod nucleares neutrófilos. Devemos pesquisar se há alguma alteração no sangue, patológica ou não, que possa servir de indício, tais como alterações de forma e volume das hemátia, como na microsferocitose, anemia perniciosa, etc., alterações dos glóbulos brancos e ainda a presença de parasitos no sangue (malária, doença de Chagas, filariose).

3.3.3.4 Tempo da mancha

A idade da mancha pode ser determinada pelo aspecto de recente, se líquido, vermelho vivo, com aspecto de úmido, mole ou mais antiga, de coloração escura, etc.

A coagulação do sangue é devido em parte à pequenas partículas conhecidas como plaquetas. Quando exposta ao ar forma-se um coágulo geralmente de 3 a 5 minutos em condições normais, o processo se completa de 10 a 20 minutos, acompanhado de uma mudança de coloração do vermelho para o castanho. Fisicamente, o sangue se modifica de um estado líquido para uma massa gelatinosa, circundada por uma área úmida, formada por soro, que se excluiu dos outros componentes. As manchas de sangue começam a secar da periferia para o centro e o tempo necessário para que se complete varia com diversas condições, a saber:

Temperatura – Mais alta a temperatura, mais acelerada o processo.

Umidade – Com o aumento da percentagem da umidade, o processo é retardado.

Natureza do suporte – As manchas de sangue secam rapidamente, em superfícies polidas e não absorvíveis.

Exposição aos elementos – A desidratação é mais rápida quando exposto à chuva ou ao sereno.

3.3.3.5 Tamanho da mancha

O estudo da forma da mancha de sangue e a comparação com outras manchas criadas por queda de ângulos e altura comparação com outras manchas criadas por queda de ângulo e altura conhecidos podem fornecer dados aproximados à respeito do ângulo e da distância do qual as gotas em exames caíram (neste experimento, podemos usar sangue de outros animais).

A queda vertical de gotas de sangue é caracterizada pela forma arredondada da mancha, dependendo da distância da queda. Gotas que caem ângulo diferente de 90° da horizontal formarão manchas ovaladas, com bordas como se fosse rasgada, apontando para a direção da queda. Freqüentemente, gotículas são achadas no prolongamento da gota, no sentido aposto de onde caiu a gota.

3.3.3.6 Quantidade de sangue

O corpo de um homem de 80Kg de peso contém, aproximadamente, 7 litros de sangue. Tão logo uma considerável quantidade de sangue é perdida, entram em jogo os mecanismos de defesa do organismo. A pressão sanguínea cai, diminuindo o fluxo. Algum sangramento ainda ocorre acaso a morte não seja instantânea. Após a morte, a pressão arterial cai a zero e a hemorragia cessa.

Podemos dizer que cadáveres não sangram, eles drenam sangue contidos em cavidades, ou quando grandes veias ou coração é ferido. Quando um corpo é encontrado com múltiplas lesões que indicam que grande quantidade de sangue foi perdida mas a quantidade de sangue foi perdida mas a quantidade de sangue próxima ao corpo é pequena, menos do que se deveria esperar, a conclusão é lógica: que o crime foi cometido em outro lugar que deve ser procurado. A distância entre os dois pontos pode indicar como o corpo foi transportado.

3.4. Esperma

As manchas de esperma têm importância fundamental, pois podem sem indício de crime de natureza sexual; o esperma é o produto de secreção de glândulas do aparelho genital masculino ao que se junta secreção uretral, líquido prostático, líquido da vesícula seminal e espermatozóides. O material para exame pode ser obtido de manchas ou então da própria vítima, canal vaginal, canal anal, ou em outra parte do corpo.

As manchas de esperma, quando em suportes não absorventes, formam uma película brilhante, que pode ter a forma de escamas. Nos tecidos absorventes, apresenta-se como mancha irregulares, de coloração branco amarelado, quando recente, e acinzentadas quando antigas, e deixam o tecido endurecido como se estivesse engomado. Estas manchas são fluorescentes à ação dos raios ultravioleta. Têm odor característico quando recente.

Quando deparamos com uma mancha suspeita de ser esperma, podemos fazer o diagnóstico genérico de esperma através de:

3.4. 1 Provas de orientação

a) pelo aspecto da mancha

b) através de substância corantes: ácido pícrico, carmim amoniacal, solução alcoólico de eosina. A mancha cora-se mais intensamente do que o suporte.

c) Pela fluorescência ao ultravioleta

d) Provas micro cristalográficas

-Cristais de Florence. Macerar a mancha ou parte de em uma gota de água destilada. Adicionar algumas gotas do reativo (iodeto de potássio 1,56g; iodo 2,54g; água destilada 30ml). Se positiva com saliva, líquido postático e outros..

- Cristais de Baechi. Aparecem 15 a 30 minutos após os cristais de florence e são arredondados e mais escuros.

-Cristais de Barbério. Usa-se solução aquosa saturada de ácido pícrico.

Bokaner modificou o reagente de Barbério e com isto obteve cristais maiores. (Solução aquosa saturada de ácido pícrico 25ml; iodeto de cádmio 3g; goma arábica 3g).

e) dosagem da fostase ácida. Na ausência de espermatozóide nas manchas seminais, o único método em alternativa é a identificação dos componentes das proteínas específicas por determinação dos componentes das proteínas específicas por determinação imuno-eletroforese. Contudo, é também confirmativa uma concentração elevada de fostase ácida, usando como substrato o carboxifenilfostase. O líquido seminal apresenta altas concentrações do enzima creatino-fosfoquinase. Este pode ser detectadonas manchas pelo menos 6 meses após a ejaculação tal como a fosfatase ácida. Reações sugestivas falsas podem ocorrer se a roupa é deixada molhada durante alguns dias, uma vez que a maior parte dos enzimas deterioraram-se nestas condições.

3.4. 2 Provas de certeza

a) Achado de espermatozóide. Presença de espermatozóides no material indica sem duvida que se trata de esperma.

3.4.3 Outras determinações:

Outros fluidos orgânicos além do sangue, têm também a propriedade de possuir um grupo além do sangue, têm também a propriedade de possuir um grupo característico. Estima-se que 60% da população tem algo que possibilite a determinação do grupo sanguíneo em outros fluidos orgânicos, tipos como: saliva, sêmem, urina, suor, lágrima e secreção nasal. Estudos estabeleceram que o grupo sanguíneo encontrado nestas substância é o mesmo grupo sanguíneo, e que não há inversão, nas pessoas em que é possível esta identificação, sempre será possível e nas pessoas em que é impossível, jamais será possível.

Em toda mancha de esperma deve-se procurar identificar o grupo a que pertence, bem como em todas as manchas de outras secreções. A aplicação prática disto está em que o fato de ser ou não possível a identificação do grupo, ou a determinação do próprio grupo, em outras manchas que não de sangue, como suor em roupa de suspeito.

3.4. 3.1 Mancha de muco vaginal

A secreção vaginal é formada por uma secreção serosa incolor e secreção viscosa formada pelas glândulas de Bartholin.

A flora bacteriana da vagina é constituída por lactobacilos e em algumas mulheres podem incluir outros parasitas como Trichomonas vaginalis ou outros que podem levar a presunção que aquela secreção pertence a uma determinada mulher.

Macroscopicamente, as manchas de secreção vaginal assemelham-se as de esperma, sem forma definida e com aspecto de pano engomado quando em tecidos. Podem ser amareladas ou esverdeadas. Podem, ocasionalmente, estar misturadas com sangue, pus ou esperma, o que dificulta o diagnóstico.

Microscopicamente, encontramos caso se trate de secreção vaginal, a presença de células epiteliais descamadas que são semelhantes a da mucosa bucal. O diagnóstico diferencial é feito através de coloração especial usando-se a fórmula:

Iodo 0,20g

Iodeto de potássio 0,30g

.Água destilada 45,0 ml

As células vaginais apresentam-se coradas de castanho escuro, devido a presença de glicogênio ou então pode-se estabelecer a presença de glicogênio por métodos cito químicos.

3.4. 3.2 Saliva

A pesquisa de saliva tem importância em sexologia asfixiologia. Na saliva podemos pesquisar álcool, maconha, tipo sanguíneo, sexo, etc.

A pesquisa pode ser feita no próprio suporte (pontas de cigarros, selos, etc.) ou em macerado, que se obtém colocando fragmento de material em tubo de ensaio (1cm2 de pano ou papel), justamente com água destilada embebendo o fragmento por cerca de 2h ou mais, dependendo do tempo de formação da mancha. Retirar o líquido com pipeta e efetuar os exames:

3.4. 3.2.1 Químico

Técnica de Boettiger; revela a diastáse da saliva, por oxidação. A pesquisa é feita em vidro de relógio ou no próprio suporte, usando-se uma gota da solução de resina de guáiaco 1,0g em 100ml de álcool a 90° e 5 gotas de solução de sulfato de cobre a 0,5 por ml. Se a reação é positiva, aparece colorido azul, que desaparece quando o material é tratado com clorofórmio.

Técnica do percloreto; revela a presença de sulfocianeto de potássio. Os sulfocianetos alcalinos coram-se de vermelho quando são tratados por sais férricos. Coloca-se 1 a 2 gotas de percloreto de ferro a 10% após acidificação com ácido clorídrico diluído.

Técnica de Colossanti; coloca-se 1ml de saliva filtrada ou in natura ou ainda o macerado num vidro de relógio. Adicionar 5 a 15 gotas de sulfeto de cobre a 2%; se a reação é positiva aparece coloração verde esmeralda.

Dosagem da fosfatase ácida. A saliva apresenta taxa que variam de 0 a 25 unidades KA/ml com média de 13,7 U KA.

3.4. 3.3 Citológico. Ao exame citológico encontraremos células da mucosa oral.

3.4. 3.4 _Lóquios. Os lóquios a princípio são francamente sanguinolentos e encontramos além dos elementos figurados do sangue restos de endométrio e de placenta..´

3.4. 3.5 Líquido aminoácido. Apresenta-se com manchas amarelo-esverdeadas, com bordas bem delimitadas, contendo induto sebáceo, células epiteliais pavimentosas que permitem a pesquisa da cromatina sexual, contendo ainda pêlos de lanugem.

3.4 3.6 Vernix caseoso. Substância gordurosa onde se encontram células epiteliais, gotículas de gordura e cristais de colesterina.

3.4. 3.7 Leite. Manchas amareladas bem delimitadas contendo glóbulos de gordura que ficam negros quando tratados com ácido ósmico.

Podemos usar outras técnicas de coloração:

Guaiacol ------------------------------------amarelo alaranjado

Pirocatequina --------------------------------amarelo escuro

Hidroquinona---------------------------------rosa

Pode-se determinar a espécie animal pela reação de soro precipitação ou de Uhlenhuth

3.4. 3.8 Colostro

Contém menos caseína e mais albumina que o leite. Contém glóbulos de gordura que dão as reações características dos lipídios.

3.4. 3.9 Fezes

Revelam resíduos de vários tipos: proteínas (fibras musculares), glicídios, celulose, amido, clorofila, lipídios, substâncias do próprio tubo digestivo (muco, estercobilina, bilirrubina, cristais de hemossiderina, colesterina, fosfatos), parasitas (helmintos e seus ovos, protozoários) e em alguns casos sangue.

3.4. 3.10 Mecônio

Encontramos células epiteliais do tubo digestivo, elementos biliares e aminióticos.

3.4. 3.11 Pus

Leucócitos degenerados, os piócitos ou glóbulos de pus, microrganismo, células epiteliais e outras.

3.4. 3.12 Estudos dos pêlos

Manchas ou fios de cabelos achados em cena de crime, aderidos à roupa de suspeito o no próprio suspeito, ou ainda presos à vítima têm sido de muito considerados como indícios clássicos, embora muito não aceitem os cabelos como meio de identificação. Não há características químicas. Existe muito pouco de especial em suas características. Um perito poderá dizer que dois espécimes de cabelo são semelhantes, mas no estágio atual do nosso conhecimento, ele não poderá dizer que têm a mesma origem. Todavia, amostras de cabelo podem ter valor como evidência para excluir. Embora ninguém possa dizer que um determinado espécime de cabelo pertence a uma determinada pessoa, pode-se afirmar com toda certeza que esta amostra de cabelo não pertence a esta ou aquela pessoa. Nem sempre o cabelo contribui para esclarecimento de um caso; tal indício todavia e sua potencial aplicação no caso em investigação nunca deve ser considerada inútil. Um achado negativo serve para afastar uma teoria errada. Um achado negativo serve para afastar uma teoria errada. Um achado negativo serve para afastar uma teoria errada. Um achado positivo, embora meramente sugestivo de implicação se um indivíduo, é de importância quando ele é relacionado com outros fatos.

A seguir daremos algumas hipóteses:

a) amostras de fontes diferentes. Estabelecidos o fato que duas amostras colhidas como indício e a amostra a ser comparada não provêm da mesma fonte, seve como eliminação.

b) amostra com possibilidade de terem a mesma origem. Estabelecido que a amostra colhida como indício é semelhante à amostra a ser comparada, pode simplesmente indicar que há possibilidade de estarem relacionadas ao evento. Em presença de outras evidências, este fato pode ser mais um fator a corroborar a hipótese.

3.4. 3.12.1 Exames de laboratório

Algumas determinação podem ser feitas no laboratório, principalmente o exame ao microscópio.

1°) a amostra é de cabelo? Isto pode ser estabelecido pela estrutura do cabelo que consta de 3 partes: medular, onde encontramos pigmentos e vacúolos de ar que em quantidade variáveis e por sua abundância relativa determinam a cor do pêlo. São também variáveis seu diâmetro e sua continuidade; a córtex que circunda a medula e a cutícula, ou a camada externa, formada por escamas sobrepostas as quais variam em tamanho, forma e número por unidade de comprimento. Devemos examinar, se possível, o bulbo piloso, constituído de saco fibroso, bainha radicular externa e bainha radicular interna e membrana basal vítrea, e ainda, a papila, os pêlos e a matriz do pêlo.

2°) o cabelo é humano? Geralmente, um suspeito alega que uma amostra incriminadora de cabelo achado em sua pessoa é de um animal. A diferença entre o pêlo de animal e o de homem é facilmente estabelecida pelo relativo diâmetro da medular, da localização e distribuição do pigmento.

3°) características. Os cabelos possuem um certo número de características úteis, tais como cor, que pode ser determinada com exatidão pela espectrofotometria de reflectância, comprimento, diâmetro, pintado ou descorado.

Outras determinações. Além de formar opinião acerca de similaridade do pêlo tido como indício e com a amostra a ser comparada. Ao perito é possível estabelecer algumas outras deduções úteis acerca de uma amostra de cabelo. O sexo é sugerido pela espessura e comprimento do cabelo (embora nos dias atuais, o comprimento do cabelo tenha pouca relação com o sexo). Pode o sexo ser estabelecido pelo exame da cromatina sexual em células que podem estar presente no bulbo piloso e que podem acompanhar estes quando o pêlo é arrancado. Cabelos grisalhos indicam a idade madura. Os pêlos das diversas regiões do corpo são diferentes. A raça é geralmente indicada pela forma e configuração do corte de secção. Corpos estranhos podem dar uma indicação do possuidor do cabelo (farinha nos padeiros, giz nos professores, etc.) A natureza de um corante (tintura) pode ser revelado por análise micro químicas Em agressões e homicídios, alguns indícios acerca do objeto causador das lesões podem ser obtidas de impressões deixadas nos cabelos. Arsênico pode ser achado em pequena dose, nos cabelos de uma pessoa envenenada por esta substância.

Podem os pêlos apresentar alterações devidas às substâncias que revelem distúrbios endócrinos, a alopecia, a canície patológica, as tricomicoses, as alterações que ocorrem nos casos de desnutrição e o albinismo.

EXAME DE LOCAL:

Li seu artigo e achei muito esclarecedor, por isso gostaria de uma opinião sobre uma suspeita de abuso sexual de minha filha que tem 8 anos e é portadora de sindrome down. No dia 11 nov deste ano,após 1h de chegarmos da escola,ela estava jogando no computador qdo escutei um som como se fosse gases e levei-a ao banheiro sendo que fazia algum tempo que qdo ela evacuava saia fezes semi-moles com uma gosma com cor e odor de fezes ( o pediatra disse ser uma irritação do intestino pois ela usa antibiótico seguido),qdo a levei no banheiro, enxeguei saindo uma gosma branca do ânus. Olhei na calcinha e tinha uma secreção esbranquiçada e odor de esperma.Levei no pediatra e o mesmo tbém acho o odor igual de esperma. Foi feito exame na secreção da calcinha pelo laboratório de minha cidade, e ñ havia presença de espermatozóide.No exame de corpo e delito ñ havia sinais de penetração no ânus nem na vagina. A calcinha ficou para ser analisada. Estamos aguardando o resultado.O perito,após o exame físico,disse não ter havido nada, mas como se explica uma secreção igual ao sêmen em odor e cor saindo do ânus...Na escola, onde minha filha estuda, tem somente alunos até a 4ªsérie e fora da escola ela está sempre comigo junto.As professoras dizem que em nenhum momento ela ficou sozinha pois tem uma professora somente para ela...Já falei com outros profissionais e não obtive resposta se é possível sair uma secreção semelhante a esperma do ânus. Ficaria muito agradecida se o sr. me desse sua opinião.

Enviado por Eunice Fincato (não autenticado*) em 24/11/2009 19:33

para o texto: EXAME DE LOCAL (T1625568)

PAULO ROBERTO SILVEIRA
Enviado por PAULO ROBERTO SILVEIRA em 31/05/2009
Reeditado em 02/01/2010
Código do texto: T1625568
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.