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SOBRAMES PARÁ. Fundação. Atuação. Propósitos

                         Sérgio Martins Pandolfo*

 
 "A arte de curar, aliada ao dom de escrever, propiciam e viabilizam  o dever de transmitir". S.M.P.

         I - O que é e como atua a SOBRAMES
       Conhecer a Sobrames é mergulhar no mundo das letras e, através do contato com os Médicos Escritores, divulgar a sua literatura em prosa e verso, a redizer LAF Soares, ex-Presidente da Sobrames Naqcional de 2000 a 2008.
      A Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – SOBRAMES é entidade de ambiência nacional, presente em quase todas as unidades da União, por meio de suas Regionais, fundada em 23 de abril de 1965 – já madura e consolidada, portanto! -, com sede e foro na cidade de São Paulo e administração variável em um dos estados da Federação, de conformidade com a Diretoria eleita a cada dois anos pelos sócios das Regionais. Fortaleza abriga a atual Diretoria Administrativa (2008-2010). A SOBRAMES é, também, filiada à UNION MONDIALE DES ÉCRIVAINS MÉDECINS - UMEM, sediada em Paris, França.
      A Sociedade edita a Revista Brasileira Médico-Literária, de periodicidade trimestral, a Revista Biobibliográfica Retratos da História e o Jornal Literário Informativo – JOLI, meios de comunicação oficial da SOBRAMES com as suas federadas e dispõe de uma Editora dos Autores Médicos – EDIAME que, a baixo custo, edita livros para todos os interessados. A entidade disponibiliza o site WWW.sobramesnacional.com.br para contacto permanente com afiliados e interessados outros.
      É a SOBRAMES aberta à categoria médica com atuação, também, na nem sempre fácil arte de escrever, em qualquer de suas vertentes, sem número definido de Sócios (como ocorrente nas Academias) e tem por objetivos principais: a) cultivar e desenvolver o estudo da literatura, em todas as suas modalidades; b) promover congressos, jornadas e atividades culturais outras, manter o culto das tradições da entidade, difundir as obras de seus Membros e de eminentes vultos da literatura nacional; c) pugnar pela valorização e difusão da Língua Portuguesa (hoje a 5ª mais falada do mundo, em números absolutos e a 3ª em importância e total de falantes, dentre as chamadas línguas universais de cultura, só ultrapassada pelo inglês e o espanhol, consoante consta em nosso livro Português em Números), contribuindo para sua elevação, pureza e enriquecimento; d) contribuir para estreitar os laços de amizade entre seus Membros e os filiados da UNION MONDIALE DES ÉCRIVAINS MÉDECINS e de outras entidades culturais e literárias nacionais e internacionais; e) estimular a produção literária através de cursos e de publicações periódicas e coletâneas.
      Atua também em estreita ligação com a União de Médicos Escritores e Artistas Lusófonos – UMEAL, que tem como finalidade precípua integrar médicos dos países componentes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - CPLP (Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste), ademais de Macau, Guiné Equatorial, Goa, Damão, Diu e tantas outras comunidades que se servem da língua de Camões espalhadas mundo em fora. Criada em 1992 congrega, as associações de médicos escritores de Brasil e Portugal (SOBRAMES e Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos), referencialmente, e já promoveu seis congressos internacionais. A presidência atual (dois anos) é do Brasil.
      O dia 23 de abril foi oficializado como Dia Nacional do Médico Escritor por coincidir com a data de fundação da Sociedade mater, a testificar sua importância no contexto literário do País.

      II -  A Regional paraense da SOBRAMES.. Fundação

      A Regional paraense da SOBRAMES instalou-se a 21 de fevereiro de 2001, em sessão solene ocorrida no Palacete do Médico (sede da Sociedade Médico-Cirúrgica do Pará), situado na Passagem Bolonha, 134, em Belém.
      A essa solenidade fizeram-se presentes figuras representativas de praticamente todas as áreas de atuação, de faixas etárias diversificadas, bem como autoridades ou representantes de diversas entidades congêneres (Academia Paraense de Letras, Academia de Medicina do Pará, Academia Paraense de Jornalismo, Academia de Imprensa de Belém, Academia Paraense Literária Interiorana, sociedades médicas e outras) e uma seleta e numerosa plateia. Vários oradores fizeram-se ouvir na ocasião (Figs. 1, 2 e 3 v. Fotos no Site do Escritor - abaixo). Por feliz coincidência nossa Regional nasceu ao tempo em que o Presidente Fernando Henrique Cardoso decretou 2001 como o Ano da Literatura Brasileira.
      A SOBRAMES-PA está devidamente registrada no 2º Cartório de Registro de Títulos, Documentos e de Pessoas Jurídicas de Belém sob o nº 17.421, Livro A (Estatuto inclusive), tendo recebido a competente Certidão de Personalidade Jurídica. Já se encontra, igualmente, inscrita no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ, da Secretaria da Receita Federal.
      Seu quadro social é composto por número ilimitado de sócios, distribuídos por categorias: Titulares, Beneméritos; Colaboradores e Correspondentes.
      São considerados Sócios Fundadores todos os médicos escritores que, presentes à Sessão Solene de Fundação, assinaram o Livro de Presenças e se filiaram oficialmente à Sociedade.
      A constituição de sua primeira Diretoria, cujo mandato estendeu-se até fevereiro de 2003, era: Presidente – Sérgio Martins Pandolfo; Vice-Presidente- Alípio Augusto Barbosa Bordalo; Secretário-Geral- Pedro Miguel Roumié; 1º Secretário – Adalberto de Souza Duarte; Tesoureiro-Geral-Hélio Rodrigues Titan; 1º Tesoureiro- Maria Conceição Silva Pedrinha; Diretor de Publicações- Walber Ribeiro dos Santos; Diretor de Comunicações e Divulgação – Helena Andrade Zeferino Brígido; 1º Vogal – Aline Freitas de Mello Brandão; 2º Vogal- Manoel do Carmo P. Soares.  O Conselho Fiscal compunha-se de três membros efetivos e três suplentes.
             
        SOBRAMES-PA. Atuação.

      A federada sobramista paraense prevê mensalmente, sempre na última quarta-feira, reuniões plenárias lítero-culturais, para as quais concorrem os sócios da própria SOBRAMES–PA, bem como são convidados nomes de destaque da literatura e das letras parauaras, a fim de fazerem explanações, palestras, conferências, sobre temas diversos de interesse literário e cultural. As reuniões da Diretoria são mensais. Complementarmente, reuniões extraordinárias comemorativas (Natal, Dia das Mães, Círio, aniversário de fundação, etc.)
      A Sociedade edita boletim informativo, denominado O PARAUARA, veículo oficial de comunicação da entidade com seus associados, cujo primeiro número saiu por ocasião do 1º aniversário da federada, (Fig.4 v. Fotos no Site do Escritor - abaixo) e já está na 20ª edição, enviado a todas as regionais brasileiras, médicos e entidades outras. A Regional Parauara também disponibilizou, desde 2004, o site WWW.sobrames-pa.org.br com informações e serviços oferecidos pela entidade, incluindo curtas biografias de seus membros.
      Apesar do pouco tempo de existência nossa Regional sediou, de 12 a 14 de junho de 2003, a II Jornada Nacional da SOBRAMES, conjunta com o I Encontro de Médicos Escritores Paraenses, com invulgar sucesso (Fig.5), dos quais editou, em primorosa apresentação e rico acervo literário, os Anais da II Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, SOBRAME-PA, Belém, 2003.
      Editou a I Antologia Paraense, SOBRAMES-PA, 2004, reunindo textos em prosa e verso de escritores paraenses, bem como teve expressiva participação, por intermédio de seus membros, na organização do livro A Sociedade Médico-Cirúrgica e a Medicina no Pará e na organização e confecção do livro Museu da Medicina do Pará – Catálogo, ambos sob os auspícios da Sociedade Médico-Cirúrgica do Pará.
      Promoveu sessões de exposição e lançamento de livros no bojo de congressos médicos regionais e dois concursos de poesia com participação exclusiva de médicos e grande adesão. Participação ativa, com estande próprio, na Feira Pan-Amazônica do Livro 2005 e vários de seus membros têm expressiva e assídua colaboração na grande imprensa parauara, em sítios e blogues na internet.
      A Sede administrativa da Regional paraense (de abrangência estadual) está instalada no Núcleo Cultural da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, situado na Rua Oliveira Belo, 395–Umarizal. Mantém na rede eletrônica de informática, os seguintes endereços: serpan@amazon.com.br e borinfor@amazon.com.br, que podem ser acessados pelos associados e de que se serve, habitualmente, para fazer chegar a seus sócios, comunicados e avisos relevantes.
      SOBRAMES-PA. Propósitos

      Falar – e comentar – sobre médicos que se destacam, aqui e alhures, como escritores, seria missão a não mais acabar, vista a íntima ligação entre a profissão de médico, em qualquer de suas áreas, e a cultura, que pressupõe o domínio das letras.
      Escritor, lato sensu, é aquele que escreve. Para o filólogo Antônio Houaiss (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, edição 2001), é o “autor de obras literárias, culturais, científicas, etc., especialmente o ficcionista”. O médico escritor é o que passa para o papel o fruto de suas experiências profissionais quotidianas; de seu saber acumulado; de suas emoções vividas junto ao paciente; de sua sensibilidade na observação do mundo que o cerca; do universo que o acolhe. È, portanto, aquele que eterniza nas letras o fruto de sua vivência, de sua erudição. “Nada mais patético, na Medicina, que o tecnicismo extremado, limitante, que apequena e soterra a quem é dele vezeiro” – já o dissemos algures.
      O médico, no exercício de suas tarefas laborais, diuturnas no mais das vezes, encontra campo fertilíssimo para a descrição de suas experiências, de suas observações, inovações terapêuticas clínicas, subsídios legados às técnicas cirúrgicas, sobre doenças, sobre doentes, etc. Eis aí a Literatura Científica (Médica), adstrita, à puridade, à sua atuação profissional.
      Outras vezes, o executor da medicina, extrapolando a confinação do campo científico e espraiando-se pela universalidade cultural, reserva parte de seu tempo de lazer, de seus momentos de ócio e devaneio para discretear sobre a vida humana, fatos do dia-a-dia, podendo fazê-lo em forma de poesias, contos, ensaios, crônicas – coisas do espírito! -, deixando, muitas vezes, que o estro poético indormido ou o humor e a ficção aflorem à pena e sejam passados para a letra. Temos, aqui, a Literatura Artística, em prosa e verso.
      Nas duas formas, o texto passado à letra de forma se perpetuará e disponibilizará aos pósteros.
      Desde Hipócrates, o pai da Medicina, que nos legou o precioso juramento, passando pela figura apostolar de Ambroise Paré, o pai da cirurgia moderna, que nos deixou um Tratado de Cirurgia Universal, seu opus magnum, que revolucionou a arte de operar de então, até os dias correntes, em que vultos da envergadura de um Christian Barnard; de um Ivo Pitangui; de um Adib Jatene; de um Euryclides Zerbini; de um Paulo Niemeyer; de um Pedro Nava, o maior de todos os memorialistas, no dizer de Carlos Drummond de Andrade; de um Jorge de Rezende; de um Mário Kröef, vemos que todos esses personagens aureolados são sempre citados por suas obras consagradas em livros, em publicações científicas periódicas, em comunicações congressuais, em peças oratórias lidas – e depois inscritas nos Anais correspondentes. A peça escrita é que perpetua a obra.
      Atrevo-me a apontar, só para pôr bons exemplos, sem a preocupação da ordem de importância, os seguintes:
      Juscelino Kubitschek, a par do seu trabalho ciclópico como Presidente, mereceu entrar para a Academia Mineira de Letras pela obra portentosa que deixou impressa.
      Pitangui, talvez o mais conhecido dos médicos brasileiros, proemina acima de seus pares mercê de suas técnicas, expostas em livros que correm o mundo e foram traduzidos para inúmeros idiomas. Escreveu, ademais, Aprendendo com a Vida e por sua vasta e preciosa obra literária entrou para a Academia Brasileira de Letras e para a Academia Nacional de Medicina.
      Moacyr Scliar, mestre na arte do conto, acaba de ser eleito para a Academia Brasileira de Letras. Dráuzio Varela, oncologista de escol, pontifica por sua didática em destrinçar assuntos médicos aparentemente intrincados, em programas da rede Globo e deu a lume, recentemente, Estação Carandiru, abordando as mazelas do malsinado presídio paulista.
      O manuseio magistral do bisturi, do estetoscópio ou de instrumentos e/ou equipamentos de refinada tecnologia, com vários fins não são, pois, incompatíveis com o ato de escrever. A caneta e o bloco de receituário utilizados na nobre missão de salvar vidas ou mitigar a dor dos enfermiços podem – e devem, sim - ser também aproveitados, para o indeclinável mister de legar aos porvindouros os conhecimentos hauridos, a cultura apurada, a sensibilidade exalçada.
      A SOBRAMES-PA é, como ficou visto, uma associação lítero-cultural que tem por objetivo maior congregar e trazer para seu seio essa brava gente de branco, que, conquanto manipule corações e mentes, não se desapercebe nem deixa passar em brancas nuvens, toda a sutil e imponderável leveza do ser.


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   (*) Médico e Escritor. SOBRAMES/ABRAMES. Ex-Presidente-imediato fundador da SOBRAMES-PA. Vice-Presidente da SOBRAMES Nacional para a Região Norte, período 2002-2008.
 serpan@amazon.com.br  -  www.sergiopandolfo.com
    Obs.: documentação fotográfica referida no texto poderá ser visualizada também no verbete Google "Fundação da Sobrames Pará".

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Sérgio Pandolfo
Enviado por Sérgio Pandolfo em 14/07/2009
Reeditado em 29/12/2009
Código do texto: T1700005
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Sobre o autor
Sérgio Pandolfo
Belém - Pará - Brasil, 79 anos
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