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Guerras Inúteis

       
Nossa longa história pela Terra neste peregrinar sofrido de guerras e extermínios vem-nos demonstrar que precisamos cultivar a vontade por uma vida nova para que a existência do homem deixe de ser um inferno, um vale de sofrimentos e lágrimas construído pelo ser humano. Ao olhar para trás sem uma perspectiva futura, alimentados que fomos por negros pensamentos e crenças absurdas, sentimo-nos devorados por nossa história e ignorância. A construção de um novo futuro torna-se inadiável para que possamos escapar desta temporada nas sombras.
Apesar dos reiterados fracassos, não temos sido, como sociedade ou indivíduos, capazes de tirar lições de nossos erros que se repetem e se sucedem no decorrer do tempo; e continuamos com as guerras e desastres, cruzadas suicidas.
A preservação do poder por pessoas, instituições e países justifica  agressões e crimes abomináveis. O homem não começou a pensar; é um temeroso de si, um Caim deserdado capaz de crueldades que os animais não conceberiam.
O ser humano precisa começar a pensar, produzir soluções luminosas para sair do labirinto em que se enredou através das épocas, becos-sem-saída construídos por ele mesmo: crenças, superstições, ignorância. Acreditar que alguém possa pensar por nós é submeter-se a mais cruel de todas as escravidões.
Por isso a guerra é inútil. Para deixar de guerrear consigo e os semelhantes será necessário reconhecer a incapacidade social e individual; o fracasso de nossas teorias e filosofias; o desvio espiritual ao se supor que acreditar possa substituir o saber.
Por detrás dos exércitos, os senhores das guerras refestelam-se na ambição desenfreada enquanto a juventude perece nos campos de batalha. Uma justiça verdadeira deveria levar esses senhores da morte às linhas-de-frente para sucumbir do veneno que eles instilaram nas mentes indefesas dos que morrem por causa nenhuma.
Diante de tanto ódio e matança, não há futuro para o ser humano na Terra. Será necessária uma grande reversão moral, intelectual e espiritual para salvar o pequeno planeta do mau destino. E as únicas armas que poderão salvá-los são a inteligência e sensibilidade, dons maiores herdados de épocas ancestrais e que se encontram hoje eclipsados pelo materialismo cego que tudo consome e destrói.

Nagib Anderáos Neto
www.nagibanderaos.com.br
Nagib Anderáos Neto
Enviado por Nagib Anderáos Neto em 22/07/2005
Reeditado em 17/07/2013
Código do texto: T36660
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Nagib Anderáos Neto
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Nagib Anderáos Neto