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A LIBERDADE... (...). "MICROCEFALIA: RUBÉOLA, Zika vírus ou outras causas?" - "Alguns AGENTES QUÍMICOS provocam MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS! Eles podem causar MICROCEFALIA?".




AUTO-HEMOTERAPIA, Dr. Fleming e os antibióticos...



Artigo Extra.



MICROCEFALIA: RUBÉOLA, Zika vírus ou outras causas?



Alguns AGENTES QUÍMICOS comprovadamente provocam MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS. Será que eles também podem causar MICROCEFALIA?




AGENTE LARANJA.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


     “Foto: Um helicóptero UH-1D espalhando AGENTE LARANJA em uma floresta no Vietnã”.

     “Foto: Aviões espalhando AGENTE LARANJA (Vietnã)”.

     “Foto: Grupo de CRIANÇAS DEFICIENTES, a maior parte vítima do AGENTE LARANJA”.
 



     O AGENTE LARANJA é uma mistura de dois herbicidas: o 2,4-D e o 2,4,5-T. Foi usado como desfolhante pelo exército dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã.
     Ambos os constituintes do AGENTE LARANJA tiveram uso na agricultura, principalmente o 2,4-D vendido até hoje em produtos como o Tordon.
     Por questões de negligência e pressa para utilização, durante a Guerra do Vietnã, foi produzido com inadequada purificação, apresentando teores elevados de um subproduto cancerígeno da síntese do 2,4,5-T: a dioxina tetraclorodibenzodioxina.
     Este resíduo não é normalmente encontrado nos produtos comerciais que incluem estes dois ingredientes, mas marcou para sempre o nome do AGENTE LARANJA, cujo uso deixou sequelas terríveis na população daquele país e nos próprios soldados norte-americanos.
     No período de 1961 a 1971, as tropas americanas aspergiram 80 milhões de litros de herbicidas, que continham 400 quilogramas de DIOXINA sobre o território vietnamita, de acordo com estatísticas oficiais.
     Esses desfolhantes destruíram o habitat natural, deixaram 4,8 milhões de pessoas expostas ao AGENTE LARANJA e provocaram enfermidades irreversíveis, sobretudo MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS, câncer e SÍNDROMES NEUTOLÓGIOCAS em crianças, mulheres e homens do país.
     A Associação de Vítimas Vietnamitas do AGENTE LARANJA (AVVA) organizou um vasto programa cultural destinado a recolher fundos de ajuda aos afetados, na ocasião da data, que contou com o apoio da Televisão Nacional e outras entidades.
     Na jornada, foram transmitidos documentários e reportagens sobre a luta por justiça na ação legal contra as empresas americanas fabricantes do TÓXICO LETAL, realizados por conhecidos cineastas nacionais e estrangeiros.
     Em 1984, uma ação judicial movida por veteranos de guerra norte-americanos contra as companhias químicas fornecedoras do AGENTE LARANJA resultou em um acordo de 93 milhões de dólares em indenizações aos soldados.
     Esta ação foi arquivada pela seguinte sentença: "Não há base legal para qualquer das alegações sob as leis domésticas de qualquer país, nação ou estado ou sob qualquer forma de lei internacional".


Ver também.

• Teratologia.
• Dow Chemical.
• Monsanto.
• Guerra do Vietnã.
• Urânio empobrecido.
• Talidomida.
• Herbicida.
• Napalm.
• Armas químicas.



Categorias:
• Armas químicas.
• Herbicidas.
• Violações dos direitos humanos.
• Carcinógenos.
 



Deformidades Impunes.


EUA arquivam ação sobre efeitos do AGENTE LARANJA no Vietnã.



     Aviões americanos despejaram mais de 50 milhões de litros do herbicida entre 1962 e 1971 como parte de uma estratégia de destruir as plantações de arroz que alimentavam o inimigo e remover a folhagem da mata que servia de abrigo.
     Ação semelhante, só que movida por ex-combatentes dos EUA, resultou em indenização de US$ 93 milhões. (Do Jornal do Brasil, 12 de março, 2005).

     NOVA YORK - Um juiz federal arquivou ontem a ação judicial na qual quatro milhões de vietnamitas acusam companhias químicas americanas de crimes de guerra pela produção do AGENTE LARANJA, desfolhante lançado de aviões durante a Guerra do Vietnã.
     O juiz distrital Jack Weisntein não acolheu as alegações de que o agente tóxico e os herbicidas utilizados deveriam ser considerados venenosos e banidos segundo as leis internacionais de guerra, ainda que tenham causado os mesmos efeitos na população e nas terras sobre as quais foram lançados.
     "Não há base legal para qualquer das alegações sob as leis domésticas de qualquer país, nação ou estado ou sob qualquer forma de lei internacional", sentenciou.
     Weinstein também afirmou que não havia, nos autos do processo, ''nada que comprovasse que o AGENTE LARANJA tenha causado as doenças a ele atribuídas, principalmente pela ausência de uma pesquisa em larga escala''.
     Os responsáveis pela ação prometeram recorrer, mas há pouca esperança que o caso seja reaberto.
     A ação foi a primeira tentativa de agricultores vietnamitas para buscar uma compensação pelos efeitos do AGENTE LARANJA, que, associado à DIOXINA TÓXICA, teria causado câncer, diabetes e DEFEITOS de NASCIMENTO.
     Além dos vietnamitas, civis e veteranos de guerra americanos também faziam parte da ação, já que muitos dos 10 mil feridos receberam tratamento em função da contaminação.
     Os aviões americanos despejaram mais de 50 milhões de litros do herbicida entre 1962 e 1971 como parte de uma estratégia clara.
     O objetivo era destruir as plantações de arroz que alimentavam o inimigo e remover a folhagem da mata que servia de abrigo.
     Advogados da Monsanto, Dow Chemical e mais de uma dúzia de outras companhias disseram que seus clientes não poderiam ser punidos por algo que foi feito a partir de uma ordem legal dada pelos comandantes-chefe da nação.
     Também argumentaram que a lei internacional geralmente livra de culpa as corporações, ao contrário dos indivíduos, por sua relação com crimes de guerra.
     "Sempre afirmamos que qualquer pendência relativa aos períodos de guerra deveria ser resolvida entre os governos americano e vietnamita”.
     “Acreditamos que os desfolhantes salvaram vidas ao protegerem as tropas aliadas de emboscadas inimigas sem criar efeitos ruins para a saúde", disse um porta voz da Monsanto.
     O departamento de Justiça apoiou a causa das companhias no tribunal. O argumento do Pentágono se baseou na avaliação de que uma sentença contra elas prejudicaria o poder do presidente de dirigir operações militares.
     Para o advogado dos agricultores, William Goodman, o juiz cometeu um erro claro ao decidir que o AGENTE LARANJAA não é um veneno e não deu o caso por encerrado.
     "O uso desse químico no Vietnã foi um escândalo desde o início e a incapacidade da corte de reparar os erros é a continuação dele", emendou.
     No Vietnã, a decisão da Justiça foi recebida com revolta. "É injusta e irresponsável", protestou Nguyen Trong Nhan, vice-presidente da Associação Vietnamita do AGENTE LARANJA.
     "Weinstein fechou os olhos à verdade óbvia. É uma vergonha para ele. Queremos justiça, nada mais", completou.
     Ao lado de Nhan, o ex-soldado Nguyen Van Quy, que sofre de câncer no fígado e no estômago, além de ter DOIS FILHOS DEFORMADOS, disse que não vai desistir.
     "Não é por mim, luto pelas milhões de vítimas vietnamitas. Aqueles que produziam esses químicos tóxicos devem ser responsabilizados", disse.
     A indignação vietnamita com a sentença é ainda maior pelo fato de ação semelhante, movida por veteranos de guerra americanos, ter resultado em um acordo, em 1984.
     Na ocasião, as companhias pagaram US$ 93 milhões em indenizações aos ex-soldados. O precedente foi usado para basear a ação recém-arquivada.
     "Se os registros médicos vietnamitas não são suficientemente convincentes, aproveitamos os registros dos soldados americanos no processo", contou o professor Thanh Nhan, um dos organizadores da ação.
     "Não há razão que explique o fato de aqueles que jogaram o AGENTE LARANJA sobre as pessoas receberem uma compensação e o mesmo direito ser negado às vítimas pela Justiça dos Estados Unidos", emendou.
 
     Fonte: Jornal do Brasil.





MONSANTO (empresa).


     Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Informação Geral.


Companhia Monsanto.

- Tipo – Pública – (NYSE: MON).
- Indústria – Agricultura e Biotecnologia.
- Fundação – Saint Louis, Missouri (4 de abril de 1901).
- Fundador – John Francis Queeny (1859-1933).
- Sede – Creve Coeur, Missouri, E. U. A.
- Pessoas Chave – Hugh Grant (Presidente).
                           - Terrel Crews (Vice-Presidente).
- Empegados – 21.183 (2014).
- Produtos – Herbicidas, Pesticidas, Sementes Roundup, Soja Transgênica, Milho Transgênico, Algodão Transgênico.
- Receita – US$ 15.855 bilhões (2014).
- Lucro – US$ 3.952 bilhões (2014).
- Renda Líquida – US$ 2.740 bilhões (2014).



     A Companhia Monsanto é uma empresa multinacional de agricultura e biotecnologia.
     Sediada nos Estados Unidos, é a líder mundial na produção do herbicida glifosato, vendido sob a marca Roundup.
     Também é, de longe, o produtor líder de sementes geneticamente modificadas (transgênicos), respondendo por 70% a 100% do market share para variadas culturas.
     A Agracetus, subsidiária da Monsanto, se concentra na produção de soja Roundup Ready para o mercado.
     No Brasil, sua sede está instalada na cidade de São Paulo e compreende também a indústria de sementes Agroceres.
     Em setembro de 2007 a companhia comprou a Agroeste Sementes, uma empresa brasileira de sementes de milho.
     No ano de 2008, adquiriu a CanaVialis cujo foco é o melhoramento genético de cana-de-açúcar e a Alellyx, empresa de biotecnologia, unificadas sobre a marca CanaVilis Monsanto, com sede na cidade de Campinas.
     Além disso, a Monsanto já possuía a brasileira Monsoy desde 1997.


História.



     A empresa foi fundada em Saint Louis, Missouri, em 1901, por John Francis Queeny, um farmacêutico de trinta anos.
     Ele iniciou a indústria com seu próprio dinheiro e batizou-a com o sobrenome de solteira de sua esposa (Olga Mendez Monsanto).
     Em 1919, a Monsanto estabeleceu uma filial na Europa entrando numa parceria com a Graesser's Chemical Works, de Cefn Mawr, País de Gales, para produzir vanilina, ácido salicílico, aspirina e mais tarde borracha.
     Na segunda década de sua história, anos 20, a Monsanto expandiu sua produção para outros químicos como ácido sulfúrico.
     Em 1928 o filho de John Francis Queeny, Edgard Monsanto Queeny assumiu a empresa.
     Nos anos 40 a organização se tornou umas das principais fornecedoras de plástico, incluindo polietileno e fibras sintéticas.
     Desde então, ela se manteve entre as 10 maiores indústrias químicas estadunidenses.
     Outros produtos foram os herbicidas 2, 4, 5-T, DDT, o AGENTE LARANJA, usado principalmente na Guerra do Vietnã (cujos efeitos cancerígenos seriam mais tarde comprovados), aspartame, (NutraSweet), somatropina bovina (BST), e PCB (conhecida no Brasil como Ascarel), uma substância extremamente tóxica, que foi proibida em 1971 nos EUA e em 1981 no Brasil - entre outros países.
     Em 1º de setembro de 1997 a empresa entra num processo de negociação com a Solutia.
     Então com três setores de atuação (produtos agropecuários, indústria farmacêutica e química), a Monsanto transferiu os direitos da indústria química.
     Dois anos depois, no dia 19 de dezembro de 1999, a companhia inicia a fusão com a Pharmacia & Upjohn.
     Em 2000 a Companhia Monsanto torna-se uma subsidiária da nova organização.
     Após uma série de transações, em 13 de agosto de 2002 a subsidiária Monsanto torna-se independente da Pharmacia e passa a atuar somente no segmento do agronegócio.


Controvérsias.



     Segundo a organização não governamental Action Aid, em relatório divulgado durante o Fórum Social Mundial de 2005, a Monsanto estava contribuindo para o crescimento da fome e da miséria no mundo, ao controlar grande parte do comércio internacional de alimentos e produtos agrícolas.
     Segundo o relatório da Action Aid, que desenvolve estudos e busca soluções para reduzir a pobreza mundial, em 2004, cinco empresas controlavam 90% do comércio mundial de grãos, e seis empresas controlavam 75% do mercado global de pesticidas.
     Corporações transnacionais como a Monsanto, Cargill, Nestlé e Wal-Mart, dominavam as cadeias de suprimento de alimentos e produtos agrícolas - desde as sementes até as prateleiras dos supermercados.
     Estudos científicos realizados em 2012, também indicaram que os produtos transgênicos da Monsanto não apenas poderiam destruir o ecossistema nativo, quanto provocar doenças.
     O pesticida Roundup já havia sido responsabilizado por uma série de casos de doenças - desde infecções na pele até cânceres - em agricultores ou pessoas que tiveram contato com o produto por via direta ou indireta.


Monsanto Protection Act.


     Em março de 2013, uma emenda na lei do orçamento dos Estados Unidos, intitulada Farmer Assurance Provision e apelidada de Monsanto Protection Act, provocou críticas por parte dos ambientalistas, pois permitia a cultura de plantas geneticamente modificadas, mesmo sem homologação.
     Nem mesmo a justiça americana podia impedi-la.


Polícia genética.


     Segundo matéria publicada pela rede canadense CBC News em maio de 2004, agricultores que compravam sementes transgênicas da Monsanto eram proibidos de guardar parte da colheita para replantio dessas sementes.
     Para garantir que isso não ocorresse, a empresa mantinha uma polícia genética, que investigava denúncias de "casos suspeitos", inspecionando fazendas (com ou sem permissão dos proprietários), para coletar amostras de plantas e sementes.
     No Canadá e nos Estados Unidos, mesmo os agricultores que jamais compraram sementes da Monsanto eram investigados por essa "polícia genética", e vários desses agricultores foram processados, já que a "polícia genética" da Monsanto conseguia entrar em suas propriedades, em busca de provas do uso não autorizado de sementes patenteadas pela empresa.
     Na década de 1990, o caso do agricultor Percy Schmeiser, de Saskatchewan, Canadá, foi exemplar.
     Ele plantava canola e utilizava sementes que não eram de propriedade da Monsanto.
     Seus vizinhos, porém, cultivavam canola transgênica, e o pólen dessas plantas voou para o plantio de Schmeiser.
     Segundo ele, suas terras foram invadidas pelas sementes transgênicas. A "polícia genética" da Monsanto recebeu uma denúncia (graças a um sistema do tipo disque-denúncia que encorajava a delação entre fazendeiros vizinhos), e seus investigadores conseguiram (sem permissão) colher amostras das plantas da fazenda de Schmeiser.
     Posteriormente, foi constatado que algumas dessas plantas haviam sido produzidas com sementes de Roundup Ready Canola.
     Assim, em 1998, a Monsanto entrou com uma ação judicial contra Schmeiser, alegando que ele utilizara ilegalmente as sementes patenteadas, pretendendo receber todo o lucro que o produtor obtivera com a sua produção.
     Em primeira instância, a justiça do Canadá decidiu que Schmeiser teria mesmo de indenizar a Monsanto.
     Schmeiser recorreu, e o caso se transformou em uma batalha judicial. Finalmente, em 21 de maio de 2004, a Suprema Corte do Canadá decidiu a favor da Monsanto, por 5 votos a 4.
     Mas Schmeiser obteve uma vitória parcial, pois não teve que entregar à Monsanto todos os lucros que obtivera desde a safra 1998, conforme a empresa pretendia.
     Isto porque, segundo a Corte, a presença de plantas geneticamente modificadas em sua plantação não lhe proporcionara qualquer vantagem. Enfim, ele não havia obtido lucros atribuíveis à invenção da Monsanto. De fato, o montante dos lucros em jogo era relativamente pequeno (menos de 20.000 dólares).
     Como não teve que indenizar a Monsanto, Schmeiser livrou-se também de ter que pagar as custas processuais, que chegaram a centenas de milhares de dólares.


Jornada mundial contra a Monsanto.


     Em todo o mundo a empresa tem sido alvo de frequentes protestos de ativistas ambientais.
     Em 25 de maio de 2013 foram realizados protestos simultâneos em mais de quarenta países do mundo e em centenas de cidades, contra a maior produtora mundial de sementes transgênicas.
     Protestou-se contra a falta de etiquetas identificando os produtos transgênicos e informando os danos que podem causar à saúde humana.
     Também foram alvo dos protestos as práticas abusivas presumivelmente cometidas pela transnacional contra os agricultores.
     Unindo-se à jornada de protestos, o grupo de piratas informáticos Anonymous, através de sua conta no Twitter, exortou a sociedade a “não alimentar seus filhos com o lixo dos produtos modificados geneticamente".
     No Chile houve também protestos contra três senadores que apoiam o projeto da chamada Ley Monsanto, que está ligado ao Tratado de Livre Comércio estabelecido entre o Chile e os Estados Unidos.
     Entretanto, cabe destacar que os transgênicos são aprovados pela Organização Mundial da Saúde e pela FAO/ONU.
     Não há nenhuma prova ou estudo com credibilidade que prove os seus riscos.
     Em 2015, a Marcha Mundial contra a Monsanto ocorreu no dia 23 de maio, com o objetivo de chamar a atenção para os riscos causados pelos produtos comercializados pela corporação.


Filmografia.


• O mundo segundo a Monsanto. Documentário de Marie-Monique Robin, autora do livro homônimo. Disponível no Youtube (legendado ou dublado em português).





Categorias:
• Companhias agrícolas.
• Defesa do consumidor.
• Empresas de biotecnologia dos Estados Unidos.
• Empresas fundadas em 1901.
• Empresas listadas na New York Stock Exchange.
• Empresas do agronegócio dos Estados Unidos.
• Multinacionais dos Estados Unidos.
• Organismos geneticamente modificados na agricultura.
• Saúde Pública.






TALIDOMIDA.


     Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


     A talidomida (C13H10N2O4) é uma substância usualmente utilizada como medicamento sedativo, anti-inflamatório e hipnótico.
     Devido a seus efeitos teratogênicos, tal substância deve ser evitada durante a gravidez e em mulheres que podem engravidar, pois causa má-formação ou ausência de membros no feto.

História.


     A talidomida esteve no mercado pela primeira vez na Alemanha em 1º de outubro de 1957. Foi comercializada como um sedativo e hipnótico com poucos efeitos colaterais.
     A indústria farmacêutica que a desenvolveu acreditou que o medicamento era tão seguro que era propício para prescrever a mulheres grávidas, para combater enjoos matinais.
     Foi rapidamente prescrita a milhares de mulheres e espalhada para todas as partes do mundo (46 países), sem circular no mercado norte-americano.
     Os procedimentos de testes de drogas naquela época eram muito menos rígidos e, por isso, os testes feitos na talidomida não revelaram seus efeitos teratogênicos.
     Os testes em roedores, que metabolizavam a droga de forma diferente de humanos, não acusaram problemas. Mais tarde, foram feitos os mesmos testes em coelhos e primatas, que produziram os mesmos efeitos horríveis que a droga causa em fetos humanos.
     No final dos anos 1950, foram descritos na Alemanha, Reino Unido e Austrália os primeiros casos de malformações congênitas onde crianças passaram a nascer com focomelia, mas não foi imediatamente óbvio o motivo para tal doença.
     Os bebês nascidos desta tragédia são chamados de "bebês da talidomida", ou "geração talidomida".
     Em 1962, quando já havia mais de 10.000 casos de defeitos congênitos a ela associados em todo o mundo, a Talidomida foi removida da lista de remédios indicados.
     Os Estados Unidos foram poupados deste problema graças à atuação firme de Frances Oldham Kelsey, farmacologista encarregada pelo FDA (Food and Drug Administration) de avaliar os testes clínicos apresentados pela indústria.
     Cientistas japoneses identificaram em 2010 como a talidomida interfere na formação fetal. Eles descobriram que o medicamento inativa a enzima cereblon, importante nos primeiros meses de vida para a formação dos membros.
     Por um longo tempo, a Talidomida foi associada a um dos mais horríveis acidentes médicos da história.
     Por outro lado, estão em estudo novos tratamentos com a talidomida para doenças como o cancro, câncer de medula e, já há algum tempo, para a lepra .
     Útil em doenças, como lúpus, alívio dos sintomas de portadores do HIV, diminuição do risco de rejeição em transplantes de medula e artrite reumatóide, a talidomida é indicada em cerca de 60 tratamentos.
     Em 2012, a Gruenenthal, empresa produtora da talidomida pediu desculpas pelos danos causados.


Química Farmacêutica.


     A talidomida é um derivado do ácido glutâmico e estruturalmente contém dois anéis amida e um único centro quiral.
     Este composto existe na forma de mistura equivalente dos isómeros (S)-(-) e (R)-(+) que se interconvertem rapidamente em condições fisiológicas.
     O enantiómero (S) está relacionado com os efeitos teratogênicos da talidomida, enquanto o enantiómero (R) é responsável pelas suas propriedades sedativas.


Talidomida no Brasil.


     O uso da talidomida no Brasil é regulamentado pela Portaria SVS/MS nº 354, de 15.08.97.
     No Rio de Janeiro, foi editada a Resolução SES nº 1504, de 15 de junho de 2000, com o objetivo de criar um Grupo Técnico de Trabalho para Implantação de Protocolo Terapêutico de Utilização da Talidomida.
     Pouco se sabe sobre o uso da talidomida no Brasil. Segundo consta, a talidomida, por força da Portaria nº 354, é proibida para mulheres em idade fértil em todo o território nacional.
     Em 2010 foi instituída a lei 12.190 que complementa a lei 7.070, de 1982, e representa gastos de aproximadamente R$ 34,5 milhões como pensão especial, mensal, vitalícia e intransferível aos portadores da deficiência.
     Serão 227 vítimas que vão receber R$ 50 mil em indenização, valor que aumentará na medida em que ocorra dependência resultante da deficiência física.
     No Brasil, somente o laboratório da Fundação Ezequiel Dias está autorizado a produzir a talidomida.


Ligações externas.

• Associação Brasileira dos Portadores da Síndrome da Talidomida.
• Associação Brasileira das Vítimas da Talidomida.



Categorias:


• Teratogênicos.
• Carcinógenos.
• IMUNOESTIMULANTES.



Observações do escriba:

     1ª – A poderosíssima FUNDAÇÃO ROCKEFELLER surgiu no início do século XX e manteve durante muito tempo uma relação “íntima” e “comercial” com o polêmico jornalista ASSIS CHATEAUBRIAND, conforme consta no Livro de Fernando Morais “CHATÔ O REI DO BRASIL”.
     2ª - Após o término da Segunda Guerra Mundial, foi criada a ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, e, o poderoso GRUPO ROCKEFELLER aproxima-se dela, e passa a manter um relacionamento extremamente suspeito com a mesma.
     3ª - No entanto, a FUNDAÇÃO ROCKEFELLER, ao mesmo tempo, continuava sua relação “amigável” com CHATÔ, o seu rentável laboratório SCHERING (farmacêutico), e seu império de jornais, emissoras de rádio e de televisão, (A Rede Associada), até a sua morte em 1968.
    4ª - Prevendo com alguma antecedência a morte de Chateaubriand, a FUNDAÇÃO ROCKEFELLER estimula o Grupo Time-Life a aproximar-se de Roberto Marinho, no sentido de apoiá-lo no ramo da televisão, o que daria origem mais tarde, à poderosa Rede Globo de Televisão.
     5ª – A poderosa e misteriosa FUNDAÇÃO ROCKEFELLER mantém uma relação “afetuosa” com a poderosa Rede Globo.
     6ª – A Organização Mundial da Saúde apoia os transgênicos e apoia a criminosa MONSANTO.
     7ª – Sobre a teratogênica TALIDOMIDA, no setor “categorias” surge uma palavra quase mágica ou mesmo milagrosa: IMUNOESTIMULANTES.
     8ª – IMUNOESTIMULANTES são substâncias ou meios que estimulam o SISTEMA IMUNOLÓGICO, SISTEMA IMUNITÁRIO ou SISTEMA IMUNE.
     A luta contra a debilitante POLIOMIELITE (paralisia infantil) continua, e, a luta a favor da inofensiva AUTO-HEMOTERAPIA (AHT), também continua.
     Se DEUS nos permitir voltaremos outro dia ou a qualquer momento. Boa leitura e bom dia.

Aracaju, terça-feira, 19 de janeiro de 2016.

Jorge Martins Cardoso – Médico – CREMESE – 573.


     Fontes: (1) – Wikipédia. (2) – O Livro de Fernando Morais “CHATÔ O REI DO BRASIL”, várias páginas, que serão citadas posteriormente, quando estudarmos a FUNDAÇÃO ROCKEFELLER.
jorge martins
Enviado por jorge martins em 19/01/2016
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Sobre o autor
jorge martins
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