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A RAIVA

A RAIVA

{sonora®}


Hoje, numa reunião dominical para almoço, o assunto que surgiu foi: a raiva
Dentro das ponderações de meus filhos e diante de uma série de artigos nos jornais e mesmo em alguns programas de televisão, o assunto parece que tem vindo à baila constantemente.
Dentro de uma série de gradações, a raiva vai daquele momento de irritação que a elicia, até  chegar à ira profunda e descontrolada que leva o indivíduo a cometer atos até mesmo criminosos.Cegos de raiva dizem algumas pessoas, seremos capazes de cometer grandes loucuras.
Sabemos que a raiva é positiva, uma vez que nos move, a descarga de adrenalina que nos envia,´nos faz tomar atitudes de movimento, agir e fazer algo.
Quando nos indignamos com algum aspecto de nossa vida interna, ou externa nossa motivação segue um rumo e esse rumo, ou atitude é que nos leva ao caráter belicoso pernicioso,ou não, diante de um fato. Quando nos indignamos e redigimos um mail ao nosso representante na Câmara Federal , somos movidos por uma raiva momentânea e pró agimos, esse é o conceito da raiva que dá e passa, pois tomamos uma atitude.
Até mesmo quando se discute, ou se toma uma atitude radical,porém momentânea, dessas que a gente observa no mundo real ou virtual, bloqueia-se o indivíduo no msn, desliga-se o telefone, deixando o outro a ver navios do outro lado da linha... enfim, pequenos comportamentos que temos no dia – a – dia, mas passa ... torna-se esquecido  em poucos momentos..
Diferente do rancor, ou do ódio, que corrói seu portador por dia, meses e até anos. Esse rancor amarga a vida do rancoroso a ponto de se tornar uma idéia fixa que o acomete e o leva a se fixar no objeto de rancor, por tempos a fio, até conseguir se vingar de alguma forma. É uma doença, uma paranóia que o atinge a ponto de fazer do objeto rancoroso seu ponto fixo, nas conversas e nas atitudes. O indivíduo deixa de ver suas próprias coisas e passa a tomar conta das atividades do outro a procura de uma falha, de uma brecha onde ele se situe e consiga atingir ao outro em seu ponto mais fraco.
Finalmente, temos a ira, essa raiva cega que acomete aquele que mata, causa danos irreparáveis aos demais cidadãos.
Podemos observar esses comportamentos na ficção, que na verdade nem tão ficção é, porque retrata comportamentos e espelha a alma humana.
Movidos pela raiva, o bandido tenta destruir o mocinho. Movido pela raiva causada por uma profunda inveja do que o mocinho representa e apresenta, o vilão  da ficção, nunca cuida de sua vida e de seus afazeres, toma conta de uma falha do outro, ou mesmo maquiavelicamente provoca uma falha do outro, para que ele seja destruído. Movido pelo rancor, remoendo por dias e dias seu projeto de vingança, a palavra chave é:destruir.
Destruir o outro cuja felicidade o incomoda e cujo sucesso soa–lhe como  ofensa pessoal.
Não sabem e não podem ser felizes, pois sua atenção está voltada à destruição do objeto de rancor. Cercam-se sempre de outros personagens que sem caráter o auxiliam em sua missão destruidora.
Aí, a gente pergunta? O que se faz numa hora dessas? Se somos o objeto dessa doença chamada rancor?
Há uma pequena lenda chinesa que diz: um velho sábio sofria constantes calúnias e constantes insultos de um determinado habitante de sua aldeia,entretanto, o sábio nunca reagia,saía em silêncio, mas não reagia.
Um dia um de seus jovens companheiros de jornada lhe pergunta:por que não reage a esses insultos mentirosos e agressivos? Ao qual responde o sábio: meu amigo, se alguém lhe der um presente e você não o pegar, com quem fica esse presente? Com a pessoa,responde o jovem, ela leva o presente de volta. Isso mesmo,diz o sábio, se eu não pegar esses insultos como sendo meus,eles retornam com a pessoa ,são dela não são meus. O que ela pensa a meu respeito é uma coisa dela,não é minha!”
Assim sendo, é esse o comportamento que devemos ter diante do rancor alheio. Não pegar o presente e seguir a vida caminhando sem o menor medo de ser feliz! Aproveitar nosso sucesso, nossa alegria, nossos bons momentos e seguir em frente sabedores do valor que temos e da energia positiva que possuímos.
Alegria é um bem que nos dá uma fortaleza inexpugnável, até mesmo contra pequenas doenças. Deixemos o fel com os doentes da raiva, aproveitemos o mel que a vida nos dá para saborearmos.
Como disse Madre Teresa de Calcutá: “quem tem alegria dentro de si,reza sem rezar”.
Assim sendo, vamos continuar rezando pela vida à fora com toda a alegria que possamos ter. O Universo agradece e retribui na mesma medida com energias coloridas e benfazejas!

Beijos sonoros!
   
Vera Ciuffo
Enviado por Vera Ciuffo em 26/08/2007
Código do texto: T625004

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Sobre a autora
Vera Ciuffo
Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil
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Vera Ciuffo