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A tirana do século XXI

A tirana do século XXI

Cada indivíduo, a depender de sua inclinação, elege alguém ou algo para chamar de tirano, sempre foi assim, e creio que sempre será.
Alguns dizem que esse tirano é o comunismo, outros vão de capitalismo.
Tem gente que diz ser o tirano o tal de Messias Bolsonaro, já outros votaram no grupo Porta dos Fundos.
Já que, aqui e ali todo mundo dá seu pitaco, resolvi dar o meu.
O tirano deste século, ou melhor, a tirana, porque é uma mulher - sempre ela - pra mim chama-se balança.
A tal da balança faz apenas o que quer com você.
Ela te domina, hipnotiza, faz chorar e, em alguns casos até arrancar os cabelos, menos as gorduras...
A balança está para as pessoas de 40 assim como o homem do saco para as crianças... (acho que essa geração nem conhece o homem do saco).
Coma uma coxinha ou pão com mortadela (não entendam como provocação) e verá como essa tirana avança rápido, seus números crescem mais do que dívida cobrada com juros bancários, o que, bem o sabemos, é algo quase impossível de acontecer no Brasil.
A balança é implacável, dá ordens:
Não tome refrigerante! Esqueça a cerveja! Abdique do vinho, passe longe do torresmo, liberte-se da pizza.
Nem o mais poderoso carrasco do mundo dá ou deu ordens tão terríveis desta forma.
Isto sem contar que a balança não respeita nada, nem conta bancária.
Marx dar-se-ia mal ao falar de sua teoria da luta de classes para a balança.
Certamente, o pai do comunismo tomaria uma banana "balançal", mais ou menos assim:
"Comigo não tem essa de elite, classe dominante ou proletário, o bicho pega mesmo e minha punição é severa. Aqui nada de privilégios... comeu depois dos 35 vai engordar mesmo...”
Mas, convenhamos:
Como ficar longe de um brigadeiro? Como não tomar uma gelada em dias de sol?
Óh... Balança, por que nos castiga assim???
Seja mais humana, mulher!!!!
Mas não... a balança não ouve apelações desse tipo e num mínimo deslize, ela pune...
E você, atônito, vê seus números avançarem... 80, 90, 100...
Bom... chega de prosa... como a balança irá mesmo me mandar para o paredão do filé cubano, deixe-me ir comer meu sanduíche de mortadela com coxinha...
Wellington Balbo
Enviado por Wellington Balbo em 18/12/2019
Código do texto: T6821977
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Wellington Balbo
Bauru - São Paulo - Brasil, 46 anos
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