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Amor

O AMOR


Amor! Afinal o que é o amor?

Quantas vezes dizemos:

- Amo-te, amo-te muito.

E, logo depois, nos questionamos se aquilo que sentimos dentro de nós, será mesmo amor, ou será outra coisa qualquer, outro sentimento que nos confunde.

Tanta gente fala no amor e, no entanto, pouca dessa mesma gente o sabe desenhar, o sabe definir. Pois é, esta é que é a grande realidade, todos falam de amor e poucos o sentem, pelo menos na sua verdadeira concepção e na sua mais elevada pureza, ou melhor, muitos o sentem, muitos têm a noção de quando são amados, de quando e quanto são queridos por alguém, mas muitos poucos têm a bênção de o conseguirem caracterizar, e esses poucos não são, ao contrário do que se possa pensar, aqueles que passam a vida a cantar o amor, e isto porque o amor não se diz, não se canta, pratica-se.
Então quem são os bafejados com tão grande bênção?
Somos todos nós. É verdade todos nós amamos e somos amados só que quando nós conseguimos definir e caracterizar o amor, ninguém se preocupa em interpretar os nossos sentimentos, isto é todos nós descrevemos o que é amor, enquanto somos crianças.
Amar alguém é sentir a falta desse alguém e não, a falta de alguém, é sentirmos a necessidade desse alguém e não, a necessidade de alguém, é sentirmos desejo por esse alguém e não, o desejo por alguém, é preocuparmo-nos com esse alguém e não, preocuparmo-nos com toda a gente, é acreditar-mos nesse alguém e não, acreditar-mos em toda a gente.
Infelizmente deixei passar a minha infância sem te poder mostrar o que sinto por ti, no entanto sinto a tua falta logo que me afasto de ti, sinto necessidade de regressar para junto de ti o mais rápido possível, sinto um desejo eterno por ti, preocupo-me permanentemente contigo e acredito em ti como se fosses eu próprio, como já não sou criança não consigo decifrar o que significam todos estes sinais.
Será que é amor?
Não sei, talvez um dia encontre alguma criança que esteja disposta a partilhar comigo a sua interpretação de tais evidências, talvez um dia eu reencontre a criança que fui e, ela, me ajude nesta minha dúvida.
Acredita que quando eu tiver a resposta, e só nesse dia, eu também direi que te amo, talvez eu até te diga que te amo muito.

Obs: se eu, por acaso, já te tiver dito que te amo, então é porque já me reencontrei.



FrancisFerreira

FrancisFerreira
Enviado por FrancisFerreira em 18/10/2007
Reeditado em 20/01/2008
Código do texto: T699079

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Sobre o autor
FrancisFerreira
Portugal, 59 anos
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FrancisFerreira