O CAPITÃO LÓQUI & DOWN
 
Creio não ser necessário, mas vai que alguém fique na duvida, por isso esclarecerei que o dicionário informal tupiniquim indica que "lóqui", é uma gíria comum que pode ser traduzida por "mané", uma gíria mais comum ainda que não deixa nenhuma dúvida sobre o seu significado.

Já o termo "down" é muito conhecido nesse mundo globalizado perdido no emaranhado das teias das redes sociais e significa "pra baixo". Perdão por parecer didático mas é preciso, pois sempre tem gente que não quer entender nas entrelinhas, por isso vai direto e reto.

Acho que pouca gente discorda que o Capitão Caveira seja Lóqui & Down, além de não bater bem da cachola ainda tá sempre de mal com o mundo, e isso se justifica pelo seu comportamento de capitão nervosinho com arroubos de grande almirante que comanda o Barco Brasil, ele acha, (aliás ele se acha!) capaz de evitar os icebergs e ancorar em um porto seguro.

Ledo engano! Não só ele como os Três Patetas, que poderiam muito bem ser os Três Porquinhos, mas não sei se todos torcem pro Verdão, seu cachorro, parentes, agregados e os inúmeros lesados que caíram no golpe do "agora vái". (na verdade tá indo... pro buraco).

Acho que ele errou de profissão e além de ser garoto propaganda de laboratório farmacêutico, poderia também ser garoto propaganda da ROTA e do BOPE, seu slogan seria:" “Pau de Dar em Doido, ou Capitão Massaranduba, tiro, porrada, bomba, e faca na caveira”.

Aliás, este Barco Brasil segue em frente de teimoso que é, e apesar dos comandantes que já teve, cada um deles com suas próprias características hilariantes, desconcertantes, e ineficientes, já teve pra todos os gostos, aromas, cores e sabores.

E pra não dizer que não falei das cores, já teve um, que era Guia de Safári lá nos confins das Alagoas que se auto intitulava Caçador de Marajás, e declarava ser detentor de um saco-roxo, (ainda bem que ao que parece se absteve de provar a coloração da embalagem).

Outro ainda, era oriundo da Transilvania, parecia um boneco de cera, era branco ou melhor, pálido feito um vampiro, tinha hábitos noturnos inclusive para reuniões não agendadas ocorridas no Palácio do Jaburu na calada da noite.

Teve uma representante cor de rosa que era A Mulher que Calculava, especialista em falar e não dizer porra nenhuma, era tipo assim um tanto quanto esporádica quanticamente falando, levando-se em conta é claro, o seu mágico e inigualável poder de dedução matemática, de louvação à mandioca, ao cachorro, à bola atrás do menino, ou coisa que o valha, sem nos esquecermos da sua ideia magnifica de querer estocar o vento.

Já um outro não via, não ouvia e não sabia de nada, mentia mais do que o Forrest Gump e nem ficava vermelho, e olha que ele defendia o encarnado com unhas, faca entre os dentes, e cachaça, afinal ninguém é de ferro né?

Na verdade o convés do tal Barco Brasil mais parecia um picadeiro, o problema é que os palhaços estavam na plateia, e acreditem se quiser, alguns batiam palmas pro Capitão Lóqui & Down dançar.

E a figura pitoresca era o Rei da Aglomeração, usando seus parcos conhecimentos de coisa alguma que aprendeu entre uma Fake News e outra, virou expert em assuntos de medicina batendo de frente com renomados pesquisadores e cientistas, afinal era muito barulho do povo, dos governadores e da mídia, por uma simples gripezinha.

Ele achava que o poder da sua caneta superava todo e qualquer outro poder mágico, celestial, ou terreno como os poderes legislativo, executivo, e judiciário, ele pensava em inaugurar a Praça do Poder da Caneta.

E como nem tudo são flores dá-lhe dores e cores, ele e sua trupe, literalmente se apossaram das cores nacionais e nem todos agora tinham orgulho em usar o verde amarelo para não ser taxado de bolsominion, no alto do mastro do Barco Brasil tremulava a Bandeira Negra da Incompetência representando os mortos vítimas da Covid 19, e do descaso do Maluco Tristeza para com o sofrimento do povo, que morria sem oxigênio, sem UTI, sem vacina, sem esperança.

Como se não bastasse ele foi criando ou preenchendo cargos públicos com as cores verde-oliva, sim, aquela mesma cor que até hoje nos lembra os Anos de Chumbo de uma ditadura que os negacionistas radicais e os adeptos do culto à terra plana, juram de pés juntos que nunca existiu!


O autor é poeta e compositor