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ANTECIPAÇÃO DO NATAL* **

         Tudo quando é antecipado perde seu sentido. A antecipação das coisas na vida causam constrangimento. O fruto que é colhido antes do tempo não tem o mesmo sabor daquele que é colhido no tempo certo. Assim, as coisas da vida, perdem o sentido quando são antecipadas.
         Ainda no mês de outubro as lojas e supermercados encheram suas prateleiras com produtos natalinos. Algumas casas também se anteciparam e já colocaram os enfeites. Estes provavelmente não descobriram, ou se esqueceram, do verdadeiro espírito natalino, e entraram de cheio no espírito consumista do mercado.
         A noite de Natal já não tem mais o mesmo brilho e a mesma alegria, pois, antecipamos tudo, e quando chega o tempo certo, o brilho já se foi.
         Infelizmente para muitos cristãos o Natal não passa do espírito consumista. A festa se resume em comidas e bebidas. São mesas fartas e belas, mas o coração vazio e obscurecido pelo desejo de consumo.
         O esvaziamento do verdadeiro espírito de Natal e, conseqüentemente do nosso coração, se reflete no cotidiano. Cristo não tem mais lugar em nosso coração e em nossas casas. Se ele nascesse hoje, certamente teria que se abrigar debaixo de um viaduto, envolto em jornais. Nossas famílias se preocupam tanto com as ornamentações, com os alimentos e bebidas que se esquecem de se prepararem para receber Cristo.
         Fizemos do Natal uma festa nossa deixando de lado o verdadeiro sentido que é a celebração do nascimento de Jesus, Filho de Deus, feito homem. Desta forma, o  aniversariante não tem mais espaço para sua festa.
         O brilho da luz de Cristo é ofuscado pelo excesso de luzes colocadas nas ruas, monumentos, casas, shoppings, templos. O sabor da Salvação, de sentir-se filho amado de Deus é ofuscado pelos chocolates e pelas bebidas. Não mais conseguimos enxergar a luz que vem de Jesus.
         Celebramos que forma tão ostentosa que nos desviamos do verdadeiro espírito do Natal. Cristo nasceu pobre, numa estrebaria. Por que então enfeitamos tanto e de forma tão luxuosa os ambientes que representam o seu nascimento? Tudo isso não é uma forma de disfarçar a vergonhosa situação de miséria em que milhares de nossos irmãos se encontram?
         O que mais agrada a Jesus: ornamentar com ouro um presépio artificial, ou dar de comer àqueles que passam fome? O Natal não é comida e bebida, mas justiça, conversão, caridade, celebração, alegria para todos.

Ir. Hermes José Novakoski, PSDP

* Artigo publicado no Jornal SOLIDARIO Ano XII – Edição nº 503 p. 10 (1º a 15 de dezembro de 2007)

** Artigo publicado na Revista A Ponte, out-dez 2007.

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Hermes José Novakoski
Enviado por Hermes José Novakoski em 27/11/2007
Reeditado em 20/01/2008
Código do texto: T754745
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Sobre o autor
Hermes José Novakoski
Marituba - Pará - Brasil, 36 anos
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