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A desburocratização do processamento técnico da informação

Silva(2005), em seu livro Bibliotecários Especialistas, contextualiza que o bibliotecário de processos técnicos precisa ter uma visão ampliada das atividades da unidade de informação e conhecimento das ferramentas de trabalho, códigos, tabelas e linguagem documentária.

Sua contextualização é muito válida. Afinal, essa é uma das especialidades da biblioteconomia que tem um grande número de bibliotecários atuando, alguns chegam até a executar as tarefas técnicas e administrar a unidade informacional ao mesmo tempo.

No decorrer da graduação em biblioteconomia, nos deparamos com disciplinas de cunho técnico, através das quais é fornecida a base para a organização de um acervo, tendo como eixo a catalogação, classificação e indexação, o CCI do processo técnico. Nossos mestres nos ensinaram nos mínimos detalhes, com devotamento e sabedoria (talvez nem todos os mestres tenham tanto devotamento, mas, tudo bem, estamos aqui). Afinal, muitos bibliotecários também não são devotos do CCI, principalmente à catalogação e classificação, contudo, quem atua nesse setor da informação não adianta fazer caras e bocas, como alguns faziam na época da faculdade. Uma vez que somos profissionais, precisamos aprender a gostar e fazer com destreza e eficácia as nossas atribuições.

Entretanto, é necessária a desburocratização do processamento técnico da informação, não podemos seguir todas as técnicas ao “pé da letra" porque não estamos prestando um exame acadêmico ou um concurso público e, sim, estamos em um ambiente de informação adaptável ao meio, e o acervo que estamos organizando é para o outro, de modo que não sejamos tão minuciosos na utilização dos códigos de catalogação e classificação, exceto a indexação que poderá ser  esmiuçada para uma melhor recuperação de um documento.

Há bibliotecário que utiliza a sua expertise para criar classificações imensas chegando a treze dígitos, similar ao ISBN (International Standard Book Number) e esquece que o acervo é aberto. Se não é, deveria ser, pois estamos em uma sociedade democrática, exceto o acervo de obras raras por uma questão de preservação. E os clientes dessas unidades são leigos quanto à utilização dos códigos biblioteconômicos, e o objetivo desses clientes é encontrar o documento no acervo com precisão. Então por que não sermos mais práticos quanto ao uso dos códigos? Sabemos que eles são importantes para organização  de uma unidade de informação e foram criados por pessoas e órgãos competentes e notáveis da biblioteconomia mundial, mas a ficha catalográfica de outrora tem hoje um formato sem divisória  e sua descrição deve ser realizada fundamentada no seu público e o bibliotecário do processamento da informação ou processo técnico é facilitador e jamais complicador na recuperação de um documento, por isso precisa usar sempre o bom senso quando estiver processando a informação para o seu cliente.

 

 
Marcos Soares Mariá
Enviado por Marcos Soares Mariá em 14/01/2008
Código do texto: T816624
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Sobre o autor
Marcos Soares Mariá
Recife - Pernambuco - Brasil, 49 anos
70 textos (17813 leituras)
1 e-livros (66 leituras)
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Marcos Soares Mariá