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Elogio aos sonhos
Publicado por: Rosa Pena
Data: 16/10/2008
Créditos:
texto e voz rosa pena

Copyright © 2008. Todos os direitos reservados.
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Texto

Elogio aos sonhos
*

Rosa Pena

 

 

Eu não sei dizer
O que quer dizer
O que vou dizer *




Nessa madrugada amadureci nossos sonhos, mas com muito cuidado para não estragar nenhum. Estão no ponto certo, pois foram embrulhados no azul que envolve a maçã, o céu, o mar... Vamos consumi-los devagar, pois gulodice faz a paixão secar antes do anoitecer.



Eu não sei por que

Eu teimo em dizer
Que amo você



Voltei ainda agora do mar. Vim rezando um Pai Nosso que estás no céu para ver se ele pega a cauda de algum cometa que não seja o Halley e traga você até aqui ou me leve até aí. Se calda de doce voasse eu faria um bem gostoso de amora, minha especialidade, pois estou preocupada em ficarmos na espera desse famoso que até na Globo já trabalha! Que tal tentarmos pegar carona num meteorito anônimo?

Se eu digo: Pare!

Você não repare
No que possa parecer



A saudade do que não senti de você é danada, imagino que a sua também seja, daí passei a língua nos meus braços para saber o sabor do meu corpo com a água do mar. Queria chegar perto do gosto que você sentiria de mim quando volto da praia. Eu achei delicioso, mas vai que você goste mais de doce! Se assim for avise-me que passo a tomar banho de rio. Outra coisa: Estou bem morena, queimada pelo astro-príncipe. Rei? Só você! Mas se for mais de seu agrado uma pele branca, tomo um banho de lua. Pego a receita com a Celly Campello.


 

Se eu digo: Siga!
O que quer que eu diga
Você não vai entender



 Gostoso mesmo foi ficar por mais de duas horas na água (não encolhi e ela conserva a juventude que há em minha alma). Nessa seqüência amorosa fiz um monte de versos de cabeça que jamais serão passados pro papel. Não importa, pois quer poesia mais bela do que você misturado com o mar? Esse poema jamais poderá ser escrito, apenas sentido.

Mas se eu digo: Venha!

O amor! Bendito sentimento que dá essa bobeira gostosa. Vá lá! Ainda que corada de vergonha conto as outras adolescências que deram em mim nessa noite que acabou de acabar. Pleonasmo ou tentativa de continuar a noite? Fiz pose de artista, fingi que era a Gisele Bündchen na propaganda das havaianas. Posei para você tirar minha foto e guardar na sua carteira. Depois mergulhei para testar meu fôlego. Quanto tempo conseguiria beijar a sua boca ainda que estivesse resfriada? Por fim vi seu perfil colorido nas nuvens que criei na espuma das ondas. Imagina o arco-íris dentro do mar! Quer coisa mais linda que a mistura dos azuis? Filmei em meu subconsciente esse momento cacetoplanicamente belo. O despertador tocou quando nossas mentes se beijavam entre corpos celestes. Percebi o encanto invejoso das Três-Marias! Ah! Quando meus olhos se abriram você já tinha partido, mas logo chegará novamente a noite, o sono, o sonho. Daí...


Você
traz
a lenha
Pro meu fogo acender*

 

 

  • Lenha: Zeca Baleiro

 

 

Rosa Pena
Enviado por Rosa Pena em 16/10/2008
Reeditado em 07/12/2008
Código do texto: T1231682
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Rosa Pena
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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