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O GUERRILHEIRO IMPLACÁVEL

O GUERRILHEIRO IMPLACÁVEL

Carlos Lamarca- Filho de pais pobres, Lamarca nasceu em 27 de outubro de 1937 e viveu, até os 17 anos, no Morro de São Carlos, no Rio de Janeiro, com seus irmãos e uma irmã de criação, Maria Pavan, que viria a ser sua esposa, após ter sido engravidada por Lamarca, quando este cursava a Academia Militar. Lamarca foi um militar brasileiro, que desertou do exército durante a ditadura militar e se tornou um guerrilheiro comunista, usando o que muitos consideram táticas de terrorismo. Como guerrilheiro integrante da Vanguarda Popular Revolucionária(VPR), foi, juntamente com Carlos Marighela, um dos principais opositores armados à ditadura militar de direita no país, visando à implantação de um regime totalitário de orientação comunista no Brasil. Devido a isto foi condenado por "traição e deserção" pelo Exército Brasileiro. É o único homem na História do Brasil a receber status de traidor da nação. Carlos Lamarca também ficou conhecido como o guerrilheiro apaixonado.

“As cartas escritas pelo capitão Carlos Lamarca à sua amada Iara Lavelberg dias antes das “trágicas” mortes de ambos, em 1971, revelam o lado passional do revolucionário implacável. Nos textos, demonstrações de afeto, ciúme e a amargura constatação do quanto à distância da companheira o torturava. Na hora de amor o coração do capitão amolecia. A musa do capitão era filha de família abastarda, Iara mergulhou na militância política, mas destoava dos padrões tradicionais de esquerda. A vida do guerrilheiro e suas inserções comunistas são de grande monta e não caberiam nesta matéria todas as nuanças de sua vida atribulada. Segundo informam sua amada tinha um perfil lindíssimo, a cabeça brilhante e o coração revolucionário. De tão bonita que era foi escolhida a musa brasileira da esquerda brasileira no ano de 1969, foi nesse mesmo ano que Lamarca desertava das fileiras do Exército brasileiro. O capitão estava com más intenções, pois além da deserção saiu de arma em punho para se tornar comandante da Vanguarda Popular Revolucionária. Lamarca e sua mulher tombaram na Bahia, em locais e datas distintas. Lamarca deixou um diário redigido durante seu exílio na caatinga baiana. Segundo a revista “Isto É” são 39 trechos, redigidos entre 8 de julho a 16 de agosto de 1971. Ele escreveu um por dia e eram endereçados a Iara, esses textos foram parara na redação da Isto É, através de um oficial de alta patente. Dizem ser mais parecido com um documento singular ou uma lira romântica do que com registros racionais de um revolucionário. Alguns detalhes sobre a vida profissional de Carlos Lamarca: “ingressou, em 1955, na Escola Preparatória de Cadetes, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Dois anos mais tarde foi transferido para a Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no Rio de Janeiro. Concluído o curso, foi declarado aspirante-a-oficial, classificado em 46º lugar numa turma de 57 cadetes (1960), e passou a servir no 4º Regimento de Infantaria, em Quitaúna, na cidade de Osasco, em São Paulo. Integrou o Batalhão Suez, nas Forças de Paz da ONU na região de Gaza, Palestina, de onde retornou dezoito meses mais tarde. Estava servindo à 6ª Companhia de Polícia do Exército, em Porto Alegre, quando ocorreu o golpe militar de 1964. De volta a Quitaúna em 1965, foi promovido ao posto de capitão em 1967. Iniciou contatos com facções de esquerda que defendiam a luta armada para derrubar a ditadura de direita e implantar um regime totalitário de esquerda. Em 1969, abandonou o exército para unir-se à organização clandestina Vanguarda (VPR), levando parte do armamento da guarnição para a guerrilha. Esse furto de armamento foi organizado e executado por ele e pelo sargento Darcy Rodrigues, também integrante do quadro de Quitaúna, e que supostamente teria aliciado Lamarca a ingressar na VPR. Participaram também da ação o cabo Mariani e soldado Roberto Zanirato, morto sob tortura na OBAN (DOI-CODI/SP), conforme fatos que a mídia escreveu na época. Em 2007, trinta e seis anos após a sua morte foi promovido a Coronel do Exército pela Comissão de Anistia. Outros detalhes sobre o capitão apaixonado: “Salvador - O ex-capitão Carlos Lamarca, chefe da organização terrorista "Vanguarda Popular Revolucionaria" foi morto no Município de Pintada, no Centro-Oeste da Bahia, após sustentar um tiroteio com as forças de segurança a 20 metros de distância do local onde descansava, sem atender às ordens de rendição. Pintada fica a 700 km de Salvador, pela BR-242. O corpo do ex-capitão Carlos Lamarca foi trasladado para Salvador, mas sua identidade só foi oficialmente reconhecida pelas autoridades, com a chegada de sua ficha datiloscópica do Sul do País.

Com Carlos Lamarca, "morreu também José Campos Barreto (Zequinha), quando tentava romper o cerco do dispositivo de segurança. As autoridades de segurança haviam montado uma operação nas zonas rurais da Bahia, especialmente entre Ibitirama, SEABRA, Oliveira dos Brejinhos e Barra do Mendes, depois da prisão de um indivíduo conhecido apenas pelo nome de Rocha, que denunciou a formação de um "aparelho" em Brotas de Macaúbas, comandado por José campos Barreto. No mês de agosto, a ex-companheira de Carlos Lamarca, Iara Yavelberg, suicidou-se em Salvador, no seu apartamento localizado a Rua Minas Gerais, 121, Pituba, apos o desbaratamento de um grupo do MR-8, quando foi capturada uma mulher identificada apenas como Solange, já enviada para a Guanabara. Afirmam os historiadores que os trechos escritos por Lamarca guardam paralelo com as cartas da revolucionária alemã Rosa Luxemburgo a Leo Jogiches. “-Neguinha, a força da coletivização é espantosa, fico a imaginar uma fazenda coletiva – e me babo só de pensar! “Sonhei com você. Acordei num misto de alegria e tristeza - compreendi que te desejava. Sinto-me oco. Esse estado não pode superar o que posso fazer? “No fim um cocô atolado”. Tem mais muito mais. A atual ministra Dilma Rousseff ouviu confissões de Lamarca. José Dirceu, então líder estudantil, foi namorado de Lara. Uma Carta-Diário de Carlos Lamarca para sua amante Iara Iavelberg – portador Cesar Queiroz Benjamim. Estejamos onde estivermos, haverá sempre uma realidade a transformar, agora e sempre, criar as condições para isso é a nossa tarefa de revolucionários, o nosso amor também; é uma realidade que veio sendo transformada - hoje atinge um nível nunca por mim sonhado, mas... Introduzimos outros companheiros (aliados, sumpas, combatentes e quadros) estão crescendo. Neguinha, a força da coletivação é espantosa, fico a imaginar uma fazenda coletiva – e me babo só de pensar! Você está presente neste pensamento - não que esteja ausente de outros - nesse particularmente você é para mim, antes de tudo uma necessidade: revolucionária, educadora, existencial, total.

Mudando de assunto: Hunssein em ofensiva contra os guerrilheiros pales-...... Complicada do que eu pensava. Uma coisa é absoluta e inexorável – você é minha mulher e isso é o que de mais linda que me aconteceu na vida. A relação extraconjugal incomodava o capitão, pois teve que asilar sua família em Cuba. O romance foi testemunhado por “Vanda”, codinome de Dilma Rousseff, hoje ministra da Casa Civil. “Eu e Lamarca lavávamos muitos pratos juntos”. E ele me fazia muitas inconfidências sobre sua paixão por Iara. Em Salvador Iara morava num apartamento com o militante Félix Escobar Sobrinho, 20 anos mais velho. A ideia era um disfarce de pai e filho. Precoce Iara se casou aos 16 anos com Samuel Halberkon. Trinta e seis anos após a morte de Lamarca, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça sob supervisão do Ministro da Justiça Tarso Genro dedicou sua sessão inaugural a promovê-lo a coronel do Exército e a reconhecer a condição de perseguidos políticos de sua viúva e filhos. A decisão foi criticada na imprensa, sendo apelidada de "bolsa terrorismo". “O encontro das forças de segurança com terroristas registrou-se na Fazenda Buriti, em Brotas de Macaúbas, quando houve as primeiras baixas: Otoniel Campos Barreto e Luís Antonio de Santa Barbara foram mortos ao reagir às ordens de prisão, e Aldorico Campos Barreto ficou ferido durante o tiroteio. Ele encontra-se hospitalizado e já fora de perigo no Hospital da Policia Militar. Na fazenda, foram apreendidos cinco revolveres e munição. A operação já estava encerrada quando as autoridades receberam dois telegramas oriundos de Oliveira dos Brejinhos: dois elementos estranhos à comunidade, armados, ameaçavam a população à procura de alimentação.

Os mesmos elementos foram vistos no ultimo dia 10 de setembro procurando tal primo Zequinha, em Ibitirama. Os suspeitos procuraram também um médico, mas não foram atendidos. Com essas informações em mãos, as autoridades armaram novo esquema para Carnaúba Grande, onde os dois suspeitos foram vistos mostrando sinais de cansaço e fome, a caminho de Carnaubinha. Mas foi em Pintada que os dois foram descobertos. Cerca de 200 metros, os agentes ficaram em silencio e se encaminharam para uma arvore frondosa, onde eles pareciam dormindo ou descansando. Um deles, ao sentir a presença dos agentes, gritou: "Os homens estão chegando". A uma distancia de 20 metros, foi iniciado o tiroteio. “O ex-capitão Carlos Lamarca, no mesmo dia em que morreu, fora condenado a mais quatro anos de prisão, com suspensão dos direitos políticos por dez anos, pelo Conselho Permanente da Justiça Militar, em São Paulo. O mesmo tribunal já o condenara a 30 anos de prisão, pelo sequestro de um caminhão do Exército; e sua fuga do quartel de Quitauna, com armas, fora punida com outros 24 anos de prisão. Ele respondia ainda a diversos processos, inclusive os do assassínio do tenente PM Alberto Mendes Junior, em Registro, e do sargento da PE da Guanabara, Elias Santos. Carlos Lamarca sentou praça no Exercito a 1.o de abril de 1955, e em dezembro de 1960 passara a aspirante a oficial. Foi promovido a 2.o tenente um ano depois; em 1963 era 1.o tenente e no dia 25 de agosto de 1967 chegava a capitão. Seu nome entrou nos noticiários quando foi designado para treinar em tiro as funcionárias de um banco. Desertou e foi expulso das fileiras do Exercito a 10 de abril de 1970, por decreto do presidente da republica, com base no AI-5, "por ter cometido atos de natureza desonrosa à dignidade militar". Após oito horas de sessão secreta, anteontem à noite, o Conselho Permanente de Justiça Militar da 1.a Auditoria, em São Paulo, condenou Carlos Lamarca, Tilma Vania Vinhares, Claudio de Sousa Ribeiro e Fernando Mesquita Filho a quatro anos de reclusão, com suspensão dos direitos políticos por 10 anos, pela participação no VAR-Palmares.

João Batista de Sousa foi condenado há 12 anos, com remessa de cópias do processo ao procurador, por haver indícios de outros crimes; Benedito Antonio Ferraz, há dois anos; Gilberto Martins Vasconcelos, Carlos Galvão Bueno, Ana Maria Gomes da Silva, a um ano de reclusão; Natael Custodio Barbosa, há seis meses, Paulo Cesar Xavier Ferraz, há 15 meses; José Olavo Leite Ribeiro há 15 meses; Idoian de Sousa Rangel, há um ano; Maria Joana Teles Cubas, há seis meses; Joaquim Venturini Filho, há 18 meses; João Roaro Filho, há um ano; Carlos Saverio Ferrante, há 15 meses; Antonio Francisco Xavier, há 15 meses; Alfredo Nozumo, há 18 meses; Pedro Camargo, há 15 meses; Reinaldo Antonio Carcarolo, há 15 meses; Iara Yavelberg, há 15 meses; José Claudio Teles Cubas, há dois anos e perda dos direitos políticos por 10 anos; Claudio Galeno de Magalhães Linhares, há 15 meses; Manuel Henrique Ferreira, há 15 meses; e Carmem Lisboa, há 15 meses. Queremos enaltecer a Revista Isto É pela bela matéria feita pelo jornalista Hugo Studart, a Wikipédia e ao site http://almanaque.folha.uol.com.br/brasil_19set1971.htm/, visto que sem a ajuda extraordinária deles não conseguiríamos anelar tantas informações e ainda restam muitas a serem estudadas, pesquisadas e lembradas pelo povo brasileiro. Pessoas que se envolveram no terrorismo, no comunismo, no marxismo e se deram muito mal.
Parlamentares comentam A propósito da noticia da morte do terrorista Carlos Lamarca, o senhor Eurico Resende, vice-líder da ARENA no Senado, declarou em Brasília: “Não se deve, obviamente, manifestar regozijo diante de um fato dessa natureza, embora os terroristas o façam, quando obtêm êxitos na covardia de suas violências".
O senador Eurico Resende, que foi dos primeiros a receber nesta Capital ontem à tarde a confirmação, ainda oficiosa àquela altura, da morte de Lamarca, acrescentou: “Mas, não se pode negar que o episódio agora verificado oferece uma sensação de alivio na sociedade brasileira.

“E vale para comprovar, mais uma vez, que o governo está atento perseverante no combate ao passionalismo predatório e homicida da subversão, ampliando e consolidando a confiança da opinião, na ação firme e patriótica de nossas autoridades”. Em São Paulo, ao tomar conhecimento da morte de Carlos Lamarca, o deputado Adolfo Oliveira, ex-secretario-geral do MDB e um dos principais articuladores do futuro Partido Democrático Republicano, afirmou que aquele líder terrorista "chegou ao único fim a que leva o terrorismo", acrescentando que "possivelmente, sua morte tenha assinalado o fim deste tipo de atividade subversiva, que contraria todos os sentimentos, tradições e a própria índole do povo brasileiro". “O último diálogo:” Segundo depoimento da equipe que localizou Carlos Lamarca, foi travado o seguinte diálogo antes de o líder terrorista expirar: Agente federal - "Quem é você?” Lamarca - "Carlos Lamarca". Agente Federal - "Você sabe o que aconteceu com a Iara?” Carlos Lamarca - "Sei. Ela se suicidou em Salvador." Agente Federal - "Onde estão sua mulher e seus filhos?” Carlos Lamarca - "Estão em Cuba". Agente Federal - "Você sabe que é um traidor da Pátria?” A esta pergunta, Carlos Lamarca procurou fazer um movimento com a cabeça, mas não chegou a responder, expirando em seguida. O que leva um homem com vida estabelecida e uma bela Carreira pela frente a mudar de uma hora para outra desertando das fileiras da instituição que sempre quis está, por um idealismo diferente, pernicioso e que não levaria a nada, como não realmente levou. É o Comunismo, o marxismo dominando as mentes fracas dos homens e mulheres brasileiros. Pensem nisso!


ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-DA ALOMERCE E DA AOUVIRCE

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Enviado por Paivinhajornalista em 08/09/2009
Código do texto: T1799812
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